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Leite - 10 recomendações para produzir leite de qualidade

Leite - 10 recomendações para produzir leite de qualidade

 

Produzir leite com qualidade requer atenção a detalhes, que podem passar despercebidos, mas que influem no produto final. A seguir, é apresentada uma lista de atividades que devem ser observadas como rotina. A lista poderá ser usada para conferir se os procedimentos recomendados estão sendo seguidos ou para implementar ações onde elas não estejam sendo contempladas.

1.Capacitar e treinar as pessoas que lidam com os animais para:
· adotar procedimentos corretos durante a ordenha;
· cuidar para que os animais e o ambiente onde estão alojados sejam mantidos em boas condições de higiene, sem excesso de umidade. É importante que os animais se sintam confortáveis;
· manter os equipamentos de ordenha e de armazenamento do leite em boas condições de funcionamento e higienizá-los corretamente. É essencial seguir as recomendações do fabricante e usar produtos de higienização apropriados.

2.Reduzir os contaminantes mais comuns, que podem causar prejuízos à indústria e à saúde do consumidor. Para isso, procurar:
· adotar procedimentos higiênicos, principalmente durante a ordenha; armazenar o leite em recipientes limpos e sob refrigeração, para evitar que as bactérias presentes encontrem condições para se multiplicarem;
· instituir e seguir um programa de prevenção e controle da mastite, para evitar o aumento do número de células somáticas no leite;
· usar drogas veterinárias com critério, descartando o leite de animais que tenham sido tratados com antibióticos e outros medicamentos que possam ser transferidos para o leite.

3.Observar os principais momentos para evitar a contaminação do leite: antes, durante e depois da ordenha. Por isso, é importante:
· garantir que os animais tenham saúde, recebam alimentação adequada e sejam mantidos em ambiente confortável, antes da ordenha;
· seguir um conjunto de procedimentos apropriados durante a ordenha;
· assegurar que os animais sejam manejados corretamente, uma vez terminada a ordenha, e que o leite seja armazenado em condições adequadas e refrigerado imediatamente.

4.Preparar adequadamente e a tempo o local e os animais para a ordenha. Para isso, é importante:
· manter o local de ordenha limpo e seco, realizando a limpeza do local sempre ao final de cada ordenha;
· conduzir as vacas com calma e sem mudanças bruscas para o local de ordenha;
· observar atentamente os animais para detectar qualquer sinal de anormalidade, como febre, úbere inchado, ferimentos nas tetas e problemas de cascos.

5.Adotar procedimentos uniformes e rotineiros em todas as ordenhas, seguindo a mesma ordem, e evitando mudanças repentinas, procurando:
· examinar e descartar os três primeiros jatos de leite, em superfície escura, para facilitar a visualização de alterações indicativas de mastite e para reduzir a contaminação do leite com bactérias. Ao identificar um animal doente, separe-o dos demais, ordenhando-o por último, e lhe dê atenção imediata;
· lavar e secar as tetas com papel-toalha descartável, de modo que, na ordenha, elas estejam limpas e secas;
· iniciar a ordenha até um minuto depois da preparação do úbere e realizar a ordenha completamente e sem interrupções.
· aplicar um desinfetante apropriado e efetivo nas tetas imediatamente após a ordenha;
· cobrir a superfície inteira da teta com o desinfetante, para eliminar o resto de leite que fica sobre a pele da teta. (Lembre-se que o leite serve de alimento para as bactérias se multiplicarem);
· manter os animais de pé após a ordenha, fornecendo-lhes alimentos no cocho após, e não durante a ordenha.

6.Ficar atento para que a qualidade do leite seja mantida após a ordenha. Para isso:
· filtrar o leite usando filtro de aço inoxidável ou material plástico, de fácil limpeza;
· refrigerar o leite imediatamente;
· manter o tanque de expansão ou outro sistema de armazenamento do leite sempre limpo, usando um esquema de limpeza adequado.

7.Ao término da lactação, as vacas devem ser preparadas para voltarem saudáveis na próxima lactação e ter sua glândula mamária recuperada para enfrentar um novo período de produção. Por isso, procurar:
· secar as vacas dois meses antes do parto;
· tratar todas as vacas secas com antibiótico próprio para o período seco;
· observar as vacas, cuidadosamente, para identificar aquelas com mastite, especialmente nos primeiros dias do período seco.

8.Supervisionar o ambiente fora da sala de ordenha, onde as vacas permanecem a maior parte do tempo, para evitar que elas adquiram infecções causadas por bactérias encontradas na água, no solo e na cama. Procurar:
· manter os animais em locais limpos e secos, especialmente o local do parto e a cama;
· usar material de cama de preferência de matéria inorgânica, como areia. Quando usar camas de material orgânico (palha e serragem, por exemplo), cuide para que seja feita regularmente a retirada do material mais sujo ou úmido;
· garantir que as vacas sejam observadas para o caso de aparecerem com metrite, mastite, problemas de casco, cortes e feridas no úbere, e outros, para que sejam tomadas providências imediatas, com assistência veterinária.

9.Cuidar para que resíduos de antibióticos e outras drogas usadas não contaminem o conjunto de leite do rebanho. O resíduo presente em um único quarto mamário pode estragar toda a produção do rebanho. Para isso:
· descartar o leite dos animais tratados, seguindo a bula do medicamento, ou de acordo com a recomendação do veterinário.
· tratar os casos clínicos de mastite imediatamente, aplicando o tratamento completo e evitando a aplicação de subdosagens do medicamento. Esses cuidados permitem sucesso no tratamento e retorno dos animais à produção em menos tempo, reduzindo a pressão para o aproveitamento do leite desses animais antes do período de carência;
· tratar os animais à secagem, de maneira correta e usando o antibiótico apropriado para o período seco. Evitar tratamentos desnecessários durante a lactação.

10.Produzir leite com qualidade será mais fácil, se puder contar com o apoio de outras pessoas e instituições. Procurar:
· seguir as recomendações técnicas e entender as razões e a necessidade de se produzir leite com qualidade, respeitando o consumidor, o meio ambiente e as pessoas envolvidas com a atividade na fazenda;
· contar com apoio laboratorial: para orientar as medidas a serem tomadas, principalmente no sentido de prevenir problemas e garantir a solução dos problemas existentes, com rapidez e segurança;
· estabelecer um modo de gerenciar a atividade, para ajudar a tomada de decisões que permitam manejar o rebanho de forma econômica e sem preocupações desnecessárias.

Aprimore seus conhecimentos, acessando os Cursos da área Gado de Leite, elaborados pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Por Andréa Oliveira.

Acesse os links abaixo e conheça mais sobre as novas exigências para a produção de leite:

Cor, viscosidade, densidade e acidez

Mudanças no sabor

Fatores que influenciam na acidez

Contaminação por microrganismos

Qualidade higiênica do leite cru

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Comentários

Neilo Francisco Pedcro

7 de dez de 2014

Sou pequeno produtor de leite do interior de SP, estou passando por dificuldades no sentido de reduzir a acidez do leite, estou servindo silo de cana de açúcar para o rebanho e complemento com ração a 25% de proteína, também as vacas estão em alguns piquetes rotativos, com a gramínea Mombaça, quero informar que só estou servindo a cana devido o silo convencional de milho, veio a acabar A acidez pode estar em atividade no meu produto partindo desta alimentação, ou pode ter outras atenuante ou agravantes Obrigado, se possível uma resposta Att - Neilo

Resposta do Portal Cursos CPT

8 de dez de 2014

Olá, Neilo!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Para mais informações seria interessante consultar um especialista para mais informações.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

 

roque cesar martins dornelas

2 de set de 2013

considero o cpt vicosa ,uma empresa mais competente do setor rural.

Resposta do Portal Cursos CPT

3 de set de 2013

Olá, Roque!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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