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Moonlight: Sob a Luz do Luar (2017)

Sexualidade, etnia, status social, chances na vida, entrega às drogas, criminalidade, preconceito, bullying, todas essas questões, urgentes e atuais, todas essas questões, urgentes e atuais, são abordadas no filme

Moonlight: Sob a Luz do Luar (2017)

Três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, este é um poético estudo de personagem.
 
Ganhador do prêmio de "Melhor Filme" no Oscar 2017, o filme se encontra no meio do caminho entre dois pólos, o cinema eminentemente narrativo que a Academia prestigia e o estilo mais contemplativo que costuma emplacar em festivais.
 
O filme que começa numa rua da periferia de Miami, com três homens em cena: o chefe do tráfico local, um jovem adulto (ainda vacilante, funcionário do traficante) e um velho desarticulado, parente do garoto. Ator de inegável presença de cena, Mahershala Ali interpreta o traficante, Juan, nesse breve triângulo que parece sintetizar as três fases da vida de um homem, em ambiente marcado pelo determinismo. Moonlight não precisa de muito para nos deixar claro que, dos três, Juan está no auge, ainda que esse auge eventualmente se revele efêmero.
 
As questões de raça e preferência sexual, no entanto, ganham contornos ao mesmo tempo simples e complexos quando transpostas para um universo essencialmente masculino. Essa é a grande sacada da obra. Se há ainda um resquício de estereotipagem na mãe solteira sobrecarregada de trabalho que usa droga como escape (e há) - um excelente trabalho de Naomie Harris, a Tia Alma da franquia Piratas -, o mesmo não se pode dizer do personagem do personagem de Mahershala Ali. O intérprete do Boggs de Jogos Vorazes vive uma espécie de figura-paterna para o jovem Chiron, alguém que, apesar do trabalho "fora da lei", mostra que pode, sim, ser uma presença responsável e atenciosa.
 
Reduzir Moonlight a um filme do nicho é cometer um erro tão grave quanto o que fizeram os bullies que rotularam Chiron. Não falta nuance, não falta franqueza emocional, não falta solidão. Falta, talvez, uma catarse para tamanho sofrimento reprimido.
 
Lançamento: Fev/2017.
 
Gênero: Drama.
 
Nacionalidade: EUA.
 
Direção: Barry Jenkins.
 
Roteiro: Barry Jenkins.
 
Produção: Adele Romanski, Dede Gardner, Jeremy Kleiner, Andrew Hevia
 
Elenco: Alex R. Hibbert, Ashton Sanders, Trevante Rhodes, Mahershala Ali, Janelle Monáe, Naomie Harris, Andre Holland, Jaden Piner.
 
Por Ana Carolina dos Santos.
 
Fontes: Adoro Cinema, Omelete.

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