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Serpentes: como criá-las e extrair o seu veneno dentro das normas do IBAMA

 

 

As serpentes surgiram por volta de 110 a 150 milhões de anos atrás, descendendo provavelmente de lagartos de hábitos subterrâneos

As serpentes surgiram por volta de 110 a 150 milhões de anos atrás

Origem

As serpentes surgiram por volta de 110 a 150 milhões de anos atrás, descendendo provavelmente de lagartos de hábitos subterrâneos. Juntamente com lagartos e anfibenídeos, as serpentes formam um grupo cientificamente chamado Squamata. Atualmente, são reconhecidas cerca de 3.000 espécies de serpentes no mundo, distribuídas em aproximadamente 18 famílias. Existem listadas cerca de 360 espécies de serpentes no Brasil. Mas estudos recentes sempre descrevem novas espécies, o que torna impossível contabilizar um número específico de serpentes no mundo.

Serpentes no Brasil

As 360 espécies de serpentes encontradas no Brasil são divididas em 9 agrupamentos, considerados “famílias”. Cinco famílias são pouco conhecidas pela população brasileira. São elas: Anilidae, Anomalepididae, Leptotyphlopidae, Tropidophidae e Typhlopidae. São serpentes de hábitos subterrâneos e de distribuição geográfica restrita.

As quatro principais famílias existentes são:

- Família Boidae: Jiboia, Periquitamboia, Salamanta, Suaçuboia e Sucuri;
- Família Colubridae: Boipeva, Caninana, Cobra-d’água, Cobra-cipó, Corre-campo, Dormideira,  Falsa-coral, Mussurana, Papa-ovo entre outras;
- Família Elapidae: Coral-verdadeira;
- Família Viperidae:Caiçaca, Cascavel, Jararaca, Jararaca-pintada, Jararaca-verde, Jararacussu,  Patrona, Pico-de-jaca, Urutu, Surucucu entre outras.

Criação de serpentes

As serpentes são de essencial importância para a manutenção de nosso ecossistema. São nossas aliadas no controle de várias doenças, combatendo os roedores que as transmitem. Além de atacarem algumas espécies de animais, também são atacadas por outros, como as siriemas, gaviões, corujas e outras serpentes.

O veneno produzido pelas serpentes é empregado na produção de medicamentos para doenças como  hipertensão, cicatrizantes, analgésicos bem como para a fabricação do soro contra os efeitos de sua própria picada no organismo humano. Para a produção de veneno, o criador de serpentes deve ter a consciência de que esta é uma tarefa de grande dificuldade. A estrutura de que as serpentes necessitam deve simular um ambiente natural. É necessário também que se conheça os hábitos alimentares das serpentes minuciosamente e que se tenha cautela durante a sua criação.

As serpentes são classificadas de quatro formas, de acordo com sua dentição:

Áglifas: não possuem dentes inoculadores de veneno. Possuem dentes pequenos;
Opistóglifas: possuem dentes inoculadores de veneno fixo, localizados na região posterior da maxila superior (o veneno escorre por um sulco presente no dente);
Proteróglifas: possuem dentes inoculadores de veneno fixos, sulcados e localizados na região anterior da maxila superior;
Solenóglifas: possuem grandes dentes inoculadores de veneno, localizados na região anterior da maxila superior. São móveis e possuem um canal semelhante a uma agulha de seringa, por onde o veneno passa.

Extração de veneno

Anteriormente ao processo de extração em si, é importante uma observação: a serpente deve ser respeitada em seu limite. Se ela está debilitada e em uma fase não indicada para o processo de extração, ela deverá ser poupada.

 A partir de um ano de idade, a serpente já está pronta para a extração de veneno. Este é produzido por duas glândulas especiais, localizadas na cabeça, atrás e abaixo dos olhos. Estas estão conectadas a dentes especiais, são as chamadas presas inoculadoras. Quando se extrai esse veneno, esvaziam-se as glândulas totalmente. Elas voltam a se encher em um período máximo de duas semanas.

Para iniciar o processo de extração, alguns materiais são necessários:
• Vidro esterilizado;
• Gominhas de borracha;
• Plástico preto – retalhos;
• Recipiente para colocação do vidro com veneno, durante a extração;
• Gelo.

Estando o material preparado, você poderá partir para a coleta do veneno nas serpentes. O animal deverá ser contido com todo o cuidado, e então:

1) Imobilize o animal, de forma que este fique tranquilo;
2) Comprima manualmente as duas glândulas na parte de trás da cabeça da serpente, fazendo uma pressão moderada para o animal abrir a boca;
3) Apoie as presas à borda do recipiente de vidro e, com um movimento, faça-as perfurarem o plástico;
4) Pressione as glândulas de veneno, este fluirá para o interior do vidro.

Depois de extraído o veneno, este deverá passar por um processo chamado de liofilização, que desidrata e cristaliza o líquido, transformando-o em minúsculos cristais. Ele será centrifugado, embalado, congelado e estocado para posterior destinação. Para a produção de um grama de veneno cristalizado, são necessárias aproximadamente 30 serpentes, isso sem esquecer que é preciso respeitar o período de descanso entre as extrações.

IBAMA

O Brasil possui uma legislação específica que trata deste assunto, a Portaria IBAMA nº 118/97, que permite a implantação de criadouros comerciais de serpentes para produção de veneno; porém, é bom esclarecer que essa é uma atividade que envolve um grande volume de recursos financeiros. Há fatores limitantes que devem ser levados em conta quando se pensar em instalar um negócio nesse ramo.

Para montar um criadouro, o interessado deve enviar, primeiramente, ao órgão competente de sua região, a chamada carta-consulta, que deve conter os objetivos, as espécies que pretende criar e o
local onde será destinado o criadouro. Sendo aprovado nessa primeira etapa, o interessado deverá apresentar um projeto mais abrangente e detalhado de como a área será usada  os objetivos gerais da criação.

O IBAMA irá fazer uma vistoria no local e, se tudo estiver dentro das exigências estabelecidas, o futuro criador obterá o registro, que autoriza a criação do negócio. As regras estabelecidas (Portaria nº 118/97), que versam sobre a normalização de criadouros de animais da fauna silvestre brasileira, devem ser seguidas e o proprietário do criadouro precisa ficar atento às alterações na legislação, pois, frequentemente, este criadouro será visitado por fiscais do IBAMA.

Considerações finais

Para se aprofundar nos conhecimentos e montar um negócio bem sucedido, é indicada a procura de um especialista em serpentário, que dará as coordenadas corretas e acompanhará no desenrolar do empreendimento.

 

 


Por Natália Mayrink De Lazzari

 

O CPT – Curso de Produções Técnicas possui o  Curso Criação de Serpentes Para Produção de Veneno para orientar na atividade.

Sugerimos também que leia os artigos:

Criação de serpentes para produção de veneno: alimentação;
Criação de serpentes: um ramo interessante para se explorar;
Criação de serpentes para produção de veneno: o criadouro;
Manejo de serpentes deve ser feito com todo o cuidado;


Este artigo foi desenvolvido com base nas dúvidas da leitora Sidia, no artigo Cadastro no IBAMA é o primeiro passo para legalização da criação de serpentes.

Faça você também seu comentário. A partir dele, poderão ser desenvolvidos novos artigos.

 

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Comentários

Mauricio Fiori

9 de nov de 2019

Gostaria de saber mais sobre criação de serpentes

Resposta do Portal Cursos CPT

11 de nov de 2019

Olá,Mauricio

Como vai?

Uma de nossas consultoras entrará em contato com você para lhe passar maiores detalhes sobre os assuntos abordados no curso.

Atenciosamente,

Erika Lopes

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