Etanol de segunda geração com biogás

Pesquisadores pretendem conciliar a tecnologia usada nos dois processos de produção de energia

 

Os pesquisadores da Unicamp conseguiram aumentar a eficiência do etanol de segunda geração. Foto: Exame.

Enquanto o etanol de primeira geração é feito a partir da fermentação da sacarose do caldo de cana-de-açúcar, o de segunda é feito da fermentação da celulose do bagaço da cana. É uma maneira de reaproveitar o resíduo proveniente da fabricação do etanol, uma vez que o subproduto pode poluir o ambiente. Além disso, contribui para aumentar a produção de combustível sem ocupar terras que poderiam ser usadas para o cultivo de alimentos.

O problema é que este processo é muito caro e, durante anos, vários estudos têm procurado encontrar uma forma de viabilizá-lo economicamente. Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pretende aliar a produção do etanol de segunda geração ao processo de produção de biogás. Assim, os resíduos poderiam ser usados como fonte de energia para as próprias usinas.

A coordenadora da pesquisa, a engenheira química Aline Carvalho Costa, explica que a substância que resta da fabricação do etanol atualmente é queimada e usada como energia térmica em forma de vapor pelas indústrias. Quando esse resíduo é aproveitado para a fabricação do etanol de segunda geração, somente 32% da energia que poderia ser obtida na queima do bagaço é aproveitada.

No entanto, Aline afirma que na proposta apresentada pelos pesquisadores da Unicamp foram aproveitados aproximadamente 65% da energia. A maior vantagem desse método é o ganho na produção de biocombustível líquido, que além de bem mais limpo, tem um valor econômico muito maior, pois pode ser usado nos transportes. As sobras deste procedimento podem ser usadas na indústria, substituindo o bagaço de cana.

As bactérias que agem na fermentação tradicional do etanol não conseguem fermentar a celulose. O procedimento usado para a obtenção do etanol de segunda geração utiliza processos complicados para a quebra da molécula de celulose, por isso é tão caro e inviável. Mas a nova técnica da Unicamp utiliza bactérias anaeróbicas para a produção do biogás. A partir dele é que se faz o biocombustível líquido. A pesquisadora ressalta que a pesquisa é importante, pois pode contribuir para um maior aproveitamento da cana, o que reduziria a área plantada.

Por: Maria Clara Corsino.

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