Codornas: manejo de produção

A codorna é considerada uma das aves domésticas mais rústicas, não se conhecendo casos de susceptibilidade à maioria das doenças comuns da avicultura industrial

 

Manejo de produção de Codornas

  O ovo de codorna tem peso entre 9 e 12,5 g, ou seja, tem 5% do peso corporal da ave

A codorna pertence à ordem dos Galliformes, família Phasianídeas, gênero Coturnix. No mercado, podemos encontrar três tipos de codorna: a Coturnix coturnix coturnix (codorna europeia); a Coturnix japonica (codorna japonesa) e a Colinus virginianus (codorna americana). De todas, a mais difundida mundialmente é a codorna japonesa, pois seu desenvolvimento é precoce, possuindo alta produtividade quanto à postura.

A procura pela codorna e por seus ovos vem aumentando muito nos últimos tempos, pois ambos compõem uma dieta bastante saudável. Além disso, sua carne contém pouca gordura, sendo por isso de fácil digestão e ideal para quem quer emagrecer. Sem falar do delicioso sabor da sua carne, esta muito parecida com a das outras aves, como a carne de frango, por exemplo.

O período de incubação dos ovos gira em torno de 16 dias, com posterior rápido desenvolvimento físico. Após o nascimento, a codorna japonesa pesa, em média, 7 g, correspondendo a 70% do peso do ovo. Aos 28 dias, a ave passa a apresentar peso 10 vezes maior que o inicial. Quando adultas, as fêmeas pesam 180 g e os machos, 160 g. Essa diferença ocorre porque as fêmeas desenvolvem muito mais o aparelho reprodutor e o fígado do que os machos.

“É considerada uma das aves com desenvolvimento fisiológico mais precoce, pois inicia sua postura entre 38 a 45 dias de idade, chegando a produzir 300 ovos no primeiro ano de vida”, afirmam os professores Joji Ariki e Vera Maria Barbosa Moraes, do curso Codornas – Recria e Produção, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Seus ovos têm peso entre 9 e 12,5 g, ou seja, têm 5% do peso corporal da ave. Em sua composição o ovo de codorna é constituído de 74,6% de água, 13,1% de proteína, 11,2% de lipídeos e 1,1% de cinza total. Quanto à casca, esta possui manchas de cor castanho-escuras, distribuídas por toda a sua superfície. Esses pigmentos vêm das hemoglobinas, transformados pelas células uterinas e depositados como grânulos.

O mais importante é que o ovo de codorna possui diversas vitaminas, como a A, B1, B2, C, D, E, biotina, fator PP (previne pelagra), ácido pantotênico e piridoxina. Além dos ácidos graxos e dos minerais, como ferro, manganês, cobre, fósforo e cálcio.

Devido a todas essas vantagens, muitos vêm investindo no mercado das codornas. No entanto, para que todo o potencial nutritivo dessas aves seja aproveitado pelo homem, sua reprodução deve remunerar de forma satisfatória o produtor, bem como beneficiar economicamente o consumidor. Daí a necessidade de se reduzir os custos de produção, o que pode ser feito durante o manejo.

Dessa forma, algumas práticas de manejo aliadas ao manejo de produção, nutrição e reprodução das codornas variam conforme a idade, o sexo, o ambiente, os níveis de energia e aminoácidos, determinando o êxito do investimento do produtor, bem como reduzindo os seus custos para que continue a investir e ampliar sua produção.

Manejo de produção

É primordial que se dimensione adequadamente as instalações para a fase de produção, pois o rendimento das aves depende diretamente do fator ambiente. Outro fator muito importante é que a diferença de idade das aves deve ser mínima, quanto ao alojamento destas em um mesmo galpão. Da mesma forma, a capacidade máxima de aves por galpão não pode ultrapassar as 20.000 aves .

Quanto às gaiolas, o seu dimensionamento correto irá facilitar o manejo e evitar perdas por enroscamento. Uma boa gaiola deverá ter 1 metro de comprimento, composta por quatro compartimentos. Nesta não devem existir mais que 100 aves/m².  

As gaiolas podem estar sobrepostas, formando baterias em linhas simples, no sentido do maior comprimento do galpão, bem como não sobrepostas, em degraus, apenas com um pequeno recobrimento de encaixe, em linhas simples ou geminadas, formando pirâmides, no sentido do maior comprimento do galpão, especialmente nos galpões suspensos. Em ambos os sistemas as gaiolas ficarão levemente inclinadas permitindo a rolagem do  ovo em direção ao aparador. Inclinações excessivas podem estressar as aves.

De 38 a 41 dias de idade, deve-se iniciar também o programa de luz da fase de postura. Devemos elevar gradualmente o período luminoso até atingir 17 horas de luz entre a oitava e nona semana de vida. A quantidade de lâmpadas que serão instaladas será determinada pela área do galpão. Devemos fornecer 20 a 22 lúmens por m².  Por exemplo: Em um galpão de 100 m², serão necessários 2.000 lúmens para fornecer a luz adequada. Se utilizarmos lâmpadas incandescentes de 40 Watts, que fornecem 430 lúmens, instalaremos 5 lâmpadas com os respectivos refletores, distribuídos uniformemente pelo galpão.

Na fase de postura, também deve-se tomar o cuidado para que as aves fiquem protegidas do vento direto, pois este pode causar coriza não infecciosa e queda de postura. Temperaturas muito elevadas também podem gerar queda significativa na postura,  principalmente em virtude da queda no consumo alimentar. Caso isso ocorra, a adição de polivitamínicos nas dosagens recomendadas  pelo fabricante podem surtir bons efeitos.

Outro fator bastante importante refere-se à higienização do local onde estão as codornas. Este deve ser varrido diariamente. Da mesma forma, as calhas de água devem ser limpas semanalmente com desinfetante, bem como as bandejas coletoras de fezes, estes devem ser limpos a cada dois dias e em instalações totalmente suspensas.  Tomando-se os devidos cuidados sanitários e não existindo os sintomas  clássicos de doenças (diarreia, apatia, tristeza, fraqueza, queda no consumo alimentar) , as codornas terão aumento em sua produção.

A codorna é considerada uma das aves domésticas mais rústicas, não se conhecendo casos  de susceptibilidade à maioria das doenças comuns da avicultura industrial. No entanto, Esta rusticidade não implica em dizer que as codornas estejam livres das doenças comuns  causadas por um manejo sanitário e alimentar inadequado, sendo possível, portanto, a ocorrência  de onfalite (pintinhos), salmonelose, aspergilose, enterite não específica (E.coli), verminoses e ectoparasitas. Daí a necessidade de se manejar adequadamente as aves durante a sua produção.

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Por Andréa Oliveira

 

 

 

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