Dejetos suínos agora não são mais problema

A suinocultura tecnificada permitiu a concentração de grande número de animais em pequenas áreas

A suinocultura, no Brasil, é uma atividade predominante em pequenas propriedades rurais.

A suinocultura, no Brasil, é uma atividade predominante em pequenas propriedades rurais.

A suinocultura, no Brasil, é uma atividade predominante em pequenas propriedades rurais. Cerca de 81 % dos suínos são criados em unidades de até 100 hectares. Conforme o IBGE (1983), esta atividade se encontra presente em 46,5% das 5,8 milhões de propriedades existentes no país, emprega mão-de-obra familiar a constitui uma importante fonte de renda e de estabilidade social. O Estado de Minas Gerais é um tradicional produtor de suínos, possuindo o quarto rebanho do país, com aproximadamente 3, 2 milhões de cabeças ou 10% do efetivo nacional.

A suinocultura tecnificada permitiu a concentração de grande número de animais em pequenas áreas, garantindo a elevação da produção e da renda do produtor. Contudo, a produção anual de carne de suínos ainda não é suficiente para garantir o abastecimento do mercado interno que, ainda depende de importações de carne ín natura, derivados industrializados a animais vivos.

Até a década de 70, os dejetos dos suínos não constituíam fator preocupante, pois a concentração de animais era pequena e o solo das propriedades tinha capacidade para absorvê-los ou eram utilizados como adubo orgânico. A partir desta década, a atividade suinícola em Minas Gerais, principalmente na região da Zona da Mata Norte, sofreu grande expansão com o crescimento das granjas a instalação de uma suinocultura de alto nível tecnológico, reconhecida nacionalmente.

Entretanto, esta expansão ocorreu sem dar a devida importância à questão ambiental. Consequentemente, o lançamento de dejetos em rios a vertentes naturais foi inevitável, provocando sérios desequilíbrios ecológicos, contaminação do solo, da água a do ar, comprometendo a saúde da população a limitando as atividades econômicas da região. Justificadamente, as comunidades incomodadas denunciam os suinoculturores aos órgãos de proteção ambiental do Estado. Assim, os suinocultores que não dominam as formas de utilização econômica dos dejetos são duplamente penalizados: pelas multas a sanções impostas a pelo desperdício de um recurso potencialmente versátil.

Neste contexto, o grande desafio é a concepção de sistemas que sejam capazes de incentivar o uso racional dos dejetos de suínos como fertilizante a alimento para outras espécies animais, assim como de tratamentos que permitam reduzir o volume e a carga poluidora dos efluentes, possibilitando as condições para preservar o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável das atividades econômicas a sociais da região.

A incorporação dos dejetos ao solo, além de permitir economia em fertilizantes, pode contribuir para melhorar as condições químicas, físicas e biológicas do solo e, consequentemente, aumenta a produtividade agrícola.

A exemplo de outros países e estados da união, a solução do problema depende de vontade e decisão política para investimentos em áreas de pesquisa a assistência técnica, bem como fonte de crédito ao produtor, compatíveis com a sua capacidade de pagamento. O envolvimento e a ação integrada de todos os segmentos da sociedade, visando criar condições a curto e médio prazo, para que os produtores possam implantar sistemas eficientes de manejo a utilização dos dejetos é fundamental para a preservação do meio ambiente a maior rentabilidade do setor.

Rilke Tadeu Fonseca de Freitas
Pesquisador da Epamig.

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Comentários

willame Alves de Oliveira

14 de ago de 2013

Bom dia,esta técnica é bastante viável e gostaria de saber, como usar uma técnica ou fórmula para fazer soro para dar aos leitões, para diminuir os custos da criação.

Resposta do Portal Cursos CPT

14 de ago de 2013

Olá, Willame!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

No desmame são fornecidos dois tipos de ração (pré-inicial 1 e 2) que são fundamentais para um bom desempenho e que se diferenciam em termos de qualidade, pela maior digestibilidade dos ingredientes.

Ração pré-inicial 1: para a formulação da ração pré-inicial 1 recomenda-se o uso de 15 a 20% de soro de leite em pó, 10% de leite desnatado em pó e 3 a 5% de gordura ou óleo.

Ração pré-inicial 2: a ração pré-incial 2 pode ser preparada com a inclusão de 10% de soro de leite em pó e 1 a 30% de gordura ou óleo para junto com o milho, farelo de soja (em limite de inclusão de 12%) e núcleo de boa qualidade para compor uma ração nutricionalmente adequada para estar fase. Deve ser preparada com cuidado especial para evitar os problemos digestivos e as diarreias de pós-desmame.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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