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Maracujá: tratos culturais

A época mais apropriada para se fazer a poda é o início da primavera, quando existe disponibilidade de água no solo e a temperatura do ar já está aumentando

 

produção de maracujá

O maracujá amarelo é bastante ácido, sendo utilizado na preparação de sucos e receitas diversas

O maracujá é comercializado como fruta fresca para mercados atacadistas e varejistas e, principalmente, paras as indústrias de processamento de suco e outros derivados. O suco de maracujá é o terceiro mais produzido no Brasil, atrás do suco de laranja e o de caju. Nas décadas de 80 e 90, houve um rápido crescimento na produção da fruta em nosso país, bem como nos mercados de suco e fruta fresca.

O maracujazeiro pertence à família Passifloraceae, que compreende 17 gêneros e cerca de 600 espécies. Todas essas espécies crescem nas regiões tropicais e subtropicais. O gênero Passiflora é o maior dessa família, com cerca de 450 espécies. As espécies cultivadas pertencem a esse gênero, sendo as mais importantes a Passiflora edulis flavicarpa (maracujá amarelo), a Passiflora edulis edulis (maracujá roxo) e a Passiflora alata (maracujá doce). A palavra Passiflora significa “flor da paixão”, em alusão a suas belíssimas flores.

 

O fruto varia em formato, tamanho e cor da casca, conforme a espécie. Vejamos:

 

- Maracujá Amarelo (Passiflora edulis f. flavicarpa O. Deg.)

 

Esta espécie representa a maior parte das lavouras comerciais do Brasil. Geralmente, os frutos têm casca amarela, quando maduros, podendo, também, apresentar casca roxa, principalmente nas plantas híbridas, como são as linhagens da Maguary. Os frutos tem de 6,0 a 12 cm de comprimento, sendo bastante ácidos e utilizados na preparação de sucos e receitas diversas e, também, podem ser consumidos in natura. As flores desta espécie abrem-se ao meio-dia e fecham-se à noite.

 

- Maracujá Roxo (Passiflora edulis Sims f. Edulis)

 

Os frutos dessa espécie são menos ácidos que o maracujá amarelo e destinam-se à preparação de sucos e para o consumo in natura. Eles têm a casca roxa-amarronzada, quando maduros, e de 4,0 a 5,0 cm de comprimento, quase esféricos, pesando de 45 a 70 g. É a espécie utilizada na exportação de frutos in natura. As flores abrem-se pela manhã e fecham-se à noite. A corona é composta por várias séries de filamentos brancos e roxos.

 

- Maracujá Doce (Passiflora alata Dryand.)

 

É provável que esta espécie seja nativa do Brasil. Ela apresenta flores grandes, vistosas e perfumadas, com corona constituída por quatro série de filamentos de coloração vermelha, roxa e branca. As flores se abrem pela manhã e fecham-se à noite. Os frutos têm formato oval ou piriforme, com 8,0 a 10 cm de comprimento e 4,0 a 6,0 cm de diâmetro, com casca amarela quando maduros. São consumidos, preferencialmente, in natura e, também, em forma de suco.

 

“A boa produção da planta se dá quando as condições ambientais são adequadas para o seu desenvolvimento, florescimento e frutificação. Essas condições estão relacionados à temperatura, às chuvas, à umidade relativa do ar, à luminosidade e à ocorrência de ventos fortes e geadas”, afirma o Professor Waldir Vicente dos Santos, do curso Produção de Maracujá, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

 

Tratos Culturais

 

1) Tutoramento

 

O tutoramento do maracujá é muito importante. Para isso, é necessário que se faça um desbaste dos brotos, deixando apenas um, o mais vigoroso, que constituirá a haste principal. Esta deverá ser conduzida até o arame superior por um tutor, que a deixará ereta. O tutor pode ser de madeira, bambu, cordão ou barbante. Isso evita que ventos ou mesmo o próprio peso da haste possam quebrá-la.

 

2) Poda de formação

 

Quando a haste principal ultrapassar o arame superior cerca de 20 cm, a ponta deve ser cortada para quebrar a dominância apical e forçar a brotação das gemas laterais. Assim que as gemas tiverem brotado, devem ser escolhidos dois brotos, logo abaixo do fio de arame, que vão formar os cordões ao longo do arame. Quando esses ramos laterais crescerem, estes devem ser conduzidos ao longo do fio de arame, um para a direita, outro para a esquerda. Isso garante uma melhor circulação do ar e maior penetração de luz, o que favorece a sanidade da planta.

 

3) Capina

 

As plantas daninhas concorrem com a planta de maracujá por água, luz e nutrientes, prejudicando o crescimento desta. Daí a necessidade da capina. Nesse processo, deve-se eliminar o mato em uma faixa de até 80 cm, de cada lado da linha de plantas. A capina pode ser feita com o auxílio de enxadas, ou quimicamente, com o uso de herbicidas.

 

4) Irrigação

 

As plantas não podem ficar estressadas pela falta de água, caso contrário há uma diminuição acentuada na produção. Nas regiões produtoras, onde predominam temperaturas mais elevadas, a lâmina ideal é de 1.200 mm bem distribuídos ao longo do ano. pra irrigar a planta podem ser utilizados o sistema de aspersão convencional sobre copa, o pivô central, os sulcos, a microaspersão e o gotejamento.

 

Atualmente, os sistemas de irrigação localizada, como o gotejamento e a microaspersão, têm sido preferidos, pois permitem a aplicação da água em apenas uma fração da superfície do solo, pequenas vazões e alta frequência de aplicação, economizando água e, ao mesmo tempo, permitindo manter a umidade próxima à capacidade de campo. Além disso, permite fazer a fertirrigação, ou seja, a aplicação de adubos via água de irrigação.

 

5) Polinização artificial

 

O principal agente polinizador natural do maracujá, no Brasil, é a mamangava, uma abelha do gênero Xylocopa, que vive em mourões podres e nas matas. Quando elas visitam a flor do maracujazeiro, em busca do néctar, encostam seu dorso nos estames onde estão os grãos de pólen. Por serem de grande porte, conseguem alcançar o estigma de outras flores, efetuando a polinização.

 

Já a polinização artificial é feita pela transferência dos grãos de pólen de uma flor para outra, com os dedos ou com o auxílio de dedeiras de feltro, no período da tarde, entre 12 horas e 30 minutos e 18 horas, horário em que as flores estão abertas. A polinização artificial pode ser feita nos períodos de maior floração para se obter um maior rendimento. Recomenda-se o caminhamento rápido do operador, passando de uma planta a outra, para misturar os polens. A frequência da polinização artificial deve ser de duas a três vezes por semana.

 

Confira mais informações, acessando os cursos da área Fruticultura.

 

Por Andréa Oliveira

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Comentários

irineu geraldo galon

14 de mai de 2017

Gostaria saber mais sobre maracujá e banana, frutas em geral.

Resposta do Portal Cursos CPT

15 de mai de 2017

Olá Irineu,

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. Para mais informações cadastramos seu e-mail para receber nosso boletim informativo sobre agricultura.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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