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Bovinos - intoxicação por plantas, diagnóstico e prevenção

A intoxicação dos bovinos por meio de plantas tóxicas estão correlacionados com a escassez de alimento, jejuns e a um deficiente controle de plantas tóxicas em pastagens

Criação de bovinos - intoxicação por plantas    Artigos Cursos CPT


Os fatores que levam à intoxicação dos bovinos por plantas, em geral, estão correlacionados com a escassez de alimento devido a geadas, secas, superlotação de pastagens, jejum durante transportes a longas distâncias e outros, e a um deficiente controle de plantas tóxicas em pastagens o que chamamos de "pastos sujos".

“É intuitivo que os animais, desde que lhes seja permitido o acesso a forrageiras e em quantidades adequadas, não ingiram as plantas tóxicas, que, em condições normais, são recusadas”, afirma a professora Patrícia Tristão Mendonça, do Curso a Distância CPT Enquanto o veterinário não chega - Atendimento a bovinos, em Livro+DVD e Curso Online, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.  

Quando em brotação, em geral, as plantas tóxicas são mais perigosas. Nesta fase, são mais tenras e passíveis de serem ingeridas em maiores quantidades, pois encerram menores teores de matéria seca. Com certeza, plantas mais fibrosas, mesmo forrageiras, não são bem aceitas pelos animais, que somente as consomem quando não dispõem de outra alternativa, forçados pela fome.

. Quanto ingerir para intoxicar?


As quantidades de plantas necessárias para causar intoxicação são muito variáveis entre si. Algumas causam seus efeitos quando certa quantidade é ingerida dentro de um período curto. Por outro lado, a maioria das plantas tóxicas pode ser ingerida pelos animais e estes somente apresentam-se intoxicados após consumirem quantidades diárias abaixo da dose tóxica, até que esta tenha sido completada. Quando novos animais são introduzidos em uma propriedade, havendo casos de intoxicação por plantas, eles serão os primeiros a manifestarem os sintomas, geralmente durante o primeiro mês.

De acordo com o tempo de exposição do princípio tóxico, a intoxicação pode ser manifestada de dois tipos:

- Intoxicação aguda: quase sempre por ingestão acidental de uma planta ou de algumas de suas partes que é tóxica, surgindo sintomas de intoxicação em tempo relativamente curto. Por exemplo a  Baccharis coridifolia (0,25 a 0,50 g/kg de peso vivo no outono em bovinos);

- Intoxicação crônica: consequentemente à ingestão continuada, acidental ou propositada de certas espécies vegetais, responsável por distúrbios clínicos muitas vezes complexos e graves. Por exemplo, lesões hepáticas em bovinos que se alimentam de Senecio.

. Diagnóstico


É preciso estabelecer diagnósticos seguros e específicos de intoxicação pela planta envolvida. O diagnóstico de intoxicação só pode ser feito pelo veterinário ou produtor que conhece as plantas tóxicas de sua região e os sintomas causados por cada uma delas. Deve basear-se no maior número possível de informações, nas condições da ocorrência da intoxicação, nas observações dos sintomas e nos achados de necropsia. Antes do diagnóstico final, deve-se percorrer o campo onde os animais pastam e verificar se a planta suspeita realmente existe, e se está em quantidade suficiente para causar intoxicação. Quando há suspeita da ocorrência de intoxicação por planta, deve-se ser capaz de:

- Constatar que os sintomas observados no animal são compatíveis com aquele causado por uma determinada planta;
- Reconhecer a planta suspeita na pastagem e observar se há quantidade suficiente para levar as manifestações da intoxicação, considerada no diagnóstico;
- Caracterizar a existência de escassez alimentar na propriedade.

. Prevenção da intoxicação por plantas


As plantas forrageiras, em geral, são gramíneas ou leguminosas. Nesse sentido, pode-se considerar que, em pastagens, outras plantas que não pertencem às famílias citadas se constituem em plantas invasoras ou daninhas, entre as quais as plantas tóxicas. Todas, indistintamente, devem ser combatidas, pois, a despeito de serem ou não tóxicas, competem com as plantas forrageiras por umidade, nutrientes e luz. Diante dessas poucas considerações, pode-se afirmar que o pecuarista deverá tomar medidas que permitam:

1) Garantir o combate a plantas invasoras
As plantas tóxicas de interesse agropecuário, na maioria das vezes, são invasoras e, caso o pecuarista adote medidas corretas de formação e manejo das suas pastagens, diversas delas não serão disponibilizadas aos seus animais. Segundo VICTORIA FILHO (1986), diversos fatores influenciam a dinâmica da população das plantas invasoras em pastagens no Brasil, cujos principais são:

- Pastos mal adaptados: Os pastos mal adaptados às condições de solo e clima, de modo geral, não apresentarão suficiente vigor para produzir grande massa forrageira, como também competir com plantas daninhas. Com o decorrer do tempo, eles vão desaparecendo gradativamente e o espaço vai sendo ocupado pelas plantas daninhas. Portanto, um ponto importante no estabelecimento de uma pastagem é a escolha da espécie forrageira adaptada às condições climáticas locais.

- Alta pressão de pastejo: A utilização de um número maior de cabeças/hectare do que o pasto pode suportar, leva a uma situação de degradação que começa nos pontos mais fracos, onde aumenta a intensidade da infestação das plantas daninhas. Geralmente, o sobrepastoreio ocorre na época de seca e isso se reflete na estação chuvosa posterior, onde se nota maior disseminação das plantas daninhas, que são mais bem adaptadas a suportar condições semiáridas.

- Controle eficiente das plantas daninhas: O controle de plantas daninhas deixa muito a desejar em nossas condições porque ou é aplicado em épocas inoportunas ou não é feito corretamente. Assim, controlar plantas daninhas quando elas já estão semeando ou então finalizando o ciclo vegetativo não apresenta muito benefício para a pastagem, pois estamos propiciando a reinfestação pelas sementes produzidas quando chegar a próxima estação chuvosa.

2) Evitar escassez de pastagens
Neste caso, o que mais se constata é a introdução de um número excessivo de animais em uma determinada área, tanto em épocas de chuva quanto na seca que é a mais comum. Em geral, não há uma adequada taxa de lotação das pastagens e tampouco se promove suplementação nas épocas de escassez.

Adequando–se a taxa de lotação às pastagens realmente disponíveis, a intoxicação por plantas torna-se praticamente impossível. A rigor, propriedades que se preocupam em efetuar, de maneira correta, suplementação alimentar durante as épocas de escassez e, paralelamente, conseguem um bom manejo de suas pastagens, sobretudo no tocante ao combate a plantas invasoras, estarão também efetuando a prevenção da intoxicação por plantas, sem qualquer ônus adicional. Deve-se ter em mente que, na maioria das vezes, intoxicação por plantas é uma consequência terminal da escassez de alimentos, a qual, bem antes de predispor os animais à ingestão de plantas tóxicas, acarreta emagrecimento, baixa eficiência reprodutiva, menor resistência a doenças, entre outras.

Apesar de tudo isto parecer óbvio, pecuaristas e técnicos estão frequentemente preocupados com as plantas tóxicas e, acima de tudo, não com os inúmeros prejuízos que, via de regra, antecedem a tais intoxicações. Inquestionavelmente, eliminar as plantas invasoras das pastagens e garantir um manejo alimentar correto, de forma a assegurar, sobretudo, a produtividade dos animais, indiretamente, elimina a possibilidade de ingestão de plantas tóxicas devido à fome. Havendo, realmente, disponibilidade de alimentos (com um mínimo de quantidade e qualidade) ao longo de todo o ano, é praticamente impossível a ocorrência de casos de intoxicação por plantas.

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Por Silvana Teixeira.

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Comentários

Valdeci de Andrade Silva

16 de set de 2018

Me avise tudo sobre intoxicação bovina.

Resposta do Portal Cursos CPT

17 de set de 2018

Olá Valdeci,

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Cadastramos seu e-mail para receber nosso boletim informativo.

Atenciosamente,

Mariana Caliman Falqueto

Letícia pietrobon

14 de nov de 2017

Bom saber disso

Resposta do Portal Cursos CPT

16 de nov de 2017

Olá, Leticia.

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. Ficamos felizes em poder ajudar.

Atenciosamente,

Renato Rodrigues.

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