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Alimentação de vacas leiteiras

O produtor de leite deve cultivar forragens de alta qualidade, colhe-las no ponto certo e armazená-las de forma correta

vaca leiteira

Para alimentar uma vaca leiteira deve-se planejar a produção dos alimentos volumosos, de forma a garantir qualidade e baixo custo

Conhecer o funcionamento do aparelho digestivo dos bovinos é fundamental para quem pretende manejar corretamente a nutrição de seu rebanho. Existem particularidades que devem ser levadas em conta na hora da definição da dieta a ser fornecida, que tem grande influência sobre a sanidade dos animais e também sobre a produção. É o caso da necessidade da presença de alimentos fibrosos, sem os quais o aparelho digestivo dos bovinos não funciona.

Os bovinos têm em seu aparelho digestivo o rumen e o retículo, que são dois órgãos onde bactérias e protozoários fazem a maior parte da digestão das fibras, liberando energia, proteínas, minerais e vitaminas. Mas uma vaca leiteira também tem um estomago normal, onde os alimentos não-fibrosos e o produto do alimento processado no rumen é digerido.

Para que o rumen funcione normalmente, pelo menos 30 por cento da matéria seca total ingerida pelo animal deverá ser proveniente de alimentos fibrosos que são os volumosos. Se o volumoso consumido não for suficiente, ocorrerá um aumento da concentração de ácido lático no rumen, o que causa distúrbios fisiológicos indesejáveis.

Os volumosos são alimentos que eram consumidos pelos bovinos em estado selvagem, antes da domesticação. Esses animais são capazes de ingerir grandes quantidades de forragem, e digerir suas fibras de forma muito eficiente. Os concentrados, por sua vez, foram incluídos artificialmente na dieta dos bovinos, com o objetivo de aumentar significativamente a produção animal. Por isso, apresentam pouca fibra, são digeridos rapidamente e contem altos teores nutrientes.

As forrageiras em geral são chamadas de alimentos volumosos. Elas contem alto teor de água e de fibras. Cada quilo de folhas tenras de gramínea, por exemplo, oferece, aproximadamente, 15 a 20% de matéria seca, ou seja, entre 800 e 850 g de seu peso é composto por água.

vaca leiteira

As forrageiras em geral são chamadas de alimentos volumosos. Elas contem alto teor de água e de fibras

As raçoes fareladas, exatamente ao contrário, são muito mais secas. Apresentam no máximo 12% de umidade, e, em consequência, um alto teor de matéria seca. Dai esse tipo de alimento ser classificado como concentrado.

“Não há dúvida de que é preciso atenção no balanceamento da dieta, para se buscar um uso equilibrado das diversas alternativas de alimentos utilizados, não perdendo de vista também a questão do custo.”, afirma o professor Luciano Patto Novaes, do curso Alimentação de Vacas Leiteiras, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Tanto na suplementação no sistema a pasto, como na produção de leite em confinamento, o produtor de leite terá de se esmerar para cultivar forragens de alta qualidade, colhe-las no ponto certo e armazená-las de forma correta. Cada uma delas depende de técnicas específicas, para que possam oferecer o máximo valor nutricional, garantindo às vacas condições de produzir leite de qualidade. Alem disso, o produtor de leite deverá ter grande preocupação com o custo de produção. A produtividade de leite tem alta de pendência da eficiência de produção de forragens.

Na produção de leite a pasto, a grande preocupação do pecuarista será com relação à qualidade da forragem consumida por seu rebanho. Neste sentido, faz-se necessário um sistema de pastejo rotativo, no qual faz-se a divisão da pastagem em piquetes, ajusta-se a pressão de pastejo à disponibilidade de forragem de qualidade, faz-se o rodízio entre piquetes, de forma a garantir um período de descanso suficiente para que a rebrota seja vigorosa, e retorna-se com os animais no momento em que a forragem atinge sua mais alta qualidade.

Portanto, para alimentar uma vaca leiteira durante todo o ano, de forma a propiciar condições para que ela expresse todo o seu potencial de produção, faz-se necessário planejar a produção dos alimentos volumosos, de forma a garantir qualidade e baixo custo.

O fator limitante do uso das pastagens é a estacionalidade da produção, propiciada pela seca durante o inverno, na região sudeste e centro-oeste, e pelo calor do verão nas regiões subtropicais, onde as forrageiras temperadas são cultivadas no inverno.

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Dieta completa é uma mistura de volumosos (silagem, feno, capim verde picado) com concentrados (energéticos e proteicos), minerais e vitaminas

Nos dois casos, será necessária suplementação com forragens conservadas, como silagens, fenos, capineira, cana corrigida com ureia e pré-secados, a partir do momento em que se reduz a oferta de forragem na pastagem.

Para a produção de leite em confinamento, os volumosos são os mesmos, destacando-se as silagens, os fenos e os pré-secados. Nesse caso, entretanto, a forragem conservada será usada ao longo de todo o ano, a não ser em sistemas que utilizem o pastejo em forrageiras tropicais ou temperadas de inverno, parte do dia.

Dieta completa
Dieta completa é uma mistura de volumosos (silagem, feno, capim verde picado) com concentrados (energéticos e proteicos), minerais e vitaminas. A mistura dos ingredientes é feita em vagão misturador próprio, contendo balança eletrônica para pesar os ingredientes. Muito usada em confinamento total, tem a vantagem de evitar que as vacas possam consumir uma quantidade muito grande de concentrado de uma única vez, o que pode causar problemas de acidose nos animais.

Mistura mineral
Para animais mantidos a pasto, o método mais prático de suplementar minerais é deixando a mistura (comprada ou preparada na própria fazenda) disponível em cocho coberto, a vontade. Para vacas em lactação e animais que são mantidos em confinamento, é mais seguro e garantido incluir a mistura mineral no concentrado ou na dieta completa.

vaca leiteira

O rodízio entre piquetes garante um período de descanso para que a rebrota seja vigorosa até o momento em que a forragem atinge sua mais alta qualidade

Fornecimento de água
Vacas em lactação requerem uma quantidade muito grande de água, uma vez que o leite é composto de 87 a 88% de água. Ela deve estar a disposição dos animais, à vontade, e próxima dos cochos. Normalmente, as vacas consomem 8,5 L de água para cada litro de leite produzido. Quando a temperatura ambiente se eleva, nos meses de verão, o consumo de água aumenta substancialmente.


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Por Silvana Teixeira

 

 

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