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Doha em 2010 e a reação da China

Saiba mais sobre a Rodada de Doha

A rodada Doha das negociações da OMC - Organização Mundial do Comércio, tem como objetivo diminuir as barreiras comerciais, visando o livre comércio para países em desenvolvimento. As conversações concentram-se na separação entre os países ricos, desenvolvidos, e os maiores países em desenvolvimento, representados pelo G20. Os subsídios agrícolas são o principal tema de divergência nas negociações.

Doha em 2010 e a reação da China

 

O sistema está longe de ser perfeito, mas em seus 60 anos de existência, tem sido um fator importante na busca pela paz e prosperidade.

 

Grande parte do problema da Rodada Doha, ocorre porque UE, EUA e Japão são reticentes em atender às demandas dos países menos desenvolvidos. Por mais complicadas que tenham sido as rodadas passadas do Gatt - Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, a instituição antecessora à OMC, nada se compara à bagunça dessa Rodada.

Vivemos um momento emocionante e igualmente perigoso. A situação já era essa desde o início do milênio, e ficou ainda mais acentuada após a crise econômica global de 2008/2009. Essa, definitivamente, tem sido mais do que "apenas" econômica.

É, acima de tudo, uma crise sistêmica. Devido às profundas transformações na economia mundial - decorrentes de novos agentes no núcleo da economia de mercado e das novas e incríveis tecnologias de comunicação e informação - há uma necessidade indispensável de se ter uma administração global eficiente e justa, cooperação mundial sólida, instituições fortes, liderança e, especialmente, uma regulamentação global poderosa.

A crise econômica, a inatividade da Rodada Doha da OMC e a confusão em Copenhague demonstraram que o mundo não possui muito dessas características. Embora seja necessário combater em muitas frentes, é especialmente importante concentrarmos esforço e energia na conclusão da Rodada Doha este ano e a China, particularmente, deveria incentivar essa realização.

Grande parte do problema decorre da postura reticente das potências comerciais estabelecidas, principalmente a UE, EUA e Japão, em atender às demandas do crescimento das novas nações comerciais ou dos países menos desenvolvidos que querem equilibrar o jogo. Infelizmente, a Rodada Doha do "Desenvolvimento" não diminuiu essa desigualdade. Isso não quer dizer que tenha saído completamente de pauta da agenda da política comercial global. Em todas as principais reuniões mundiais ou regionais, invariavelmente, a tradição é se comprometer de que a Rodada Doha será concluída.

É essencial que seja concluída, por duas razões principais:

Precisamos de uma instituição sólida e de regulamentação no comércio internacional, ou seja, a OMC deve exercer maior poder e nada melhor do que concluir, com êxito, a Rodada - quanto mais o tempo passa, mais se perde poder. Precisamos de uma administração cooperativa global mais forte. Enquanto a China continua tentando levar prosperidade a todo seu povo, um sistema comercial global regulamentado estável, sólido e dinâmico é de suma importância. A China deve se empenhar ativamente em concluir a Rodada Doha em 2010.

 

Não se trata apenas do reforço das instituições, mas do equilíbrio entre os interesses nacionais e o bem-estar público, que não devem entrar em conflito.

 

O Evian Group, do IMD, em associação com a ICC Research Foundation e a Garnet Network, promoveu um workshop para avaliar os custos do impasse na OMC e da não conclusão da Rodada Doha.

Com a participação de negociadores comerciais da maioria das economias do G20, bem como executivos, representantes de organizações internacionais e acadêmicos, o encontro teve como objetivo questionar a autenticidade das repetidas promessas feitas por líderes mundiais em consecutivas reuniões do G20 para completar a Agenda Doha de Desenvolvimento de 2010. Como as negociações completarão 10 anos em breve, torna-se prudente não só avaliar os benefícios da conclusão da Agenda Doha, mas também antecipar os custos de seu possível fracasso.

Em um ambiente de mal-estar econômico global, o sistema baseado em regulamentações multilaterais da OMC é uma necessidade absoluta para o mercado global permanecer aberto e robusto. Não se trata apenas do reforço das instituições, mas do equilíbrio entre os interesses nacionais e o bem-estar público, que não devem entrar em conflito. Se as declarações do G20 não forem respeitadas, surgirão sérias dúvidas a respeito da credibilidade e legitimidade da administração e liderança global.

*Jean-Pierre Lehmann é professor de International Political Economy no IMD e é diretor fundador do Evian Group. Ele lecionará na sessão plenária matutina “Asian 21st Century" durante o programa Orchestrating Winning Performance (OWP), de 20 a 25 de junho, 2010.

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do Portal de Informações do CPT - Centro de Produções Técnicas. O Portal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

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