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Mudas de morango - conheça os detalhes da produção

O morango é fruta muito consumida e tem mercado garantido em qualquer parte do país. A grande dificuldade dos agricultores, porém, está em produzir mudas de excelente qualidade

 
 
Mudas de morango

Morango é uma fruta de origem europeia, deliciosa, pouco calórica, cheia de vitaminas, minerais, flavonoides, fibras e apreciada por milhões de pessoas por todo o mundo. Tem mercado garantido em qualquer parte do país, podendo ser consumido in natura, em forma de doces e geleias, como parte integrante de diversas preparações culinárias, como bolos, sorvetes e bombons, em sucos, entre outros.

Segundo Afonso Peche Filho, doutor que coordenou a equipe de pesquisadores do IAC - Campinas e Jundiaí, composta pelos Doutores Juarez Antônio Betti, Francisco Antônio Passos, Regina Célia de Matos Pires e Maria Aparecida de Souza Tanaka e professor do Curso CPT Produção de Morangos, “A grande dificuldade que muitos agricultores encontram, porém, está em produzir mudas de excelente qualidade, primeiro passo para um investimento de sucesso”.

Para uma produção eficiente de morangos, deve-se seguir as seguintes orientações:


1- Quanto ao fornecimento de mudas

Cooperativas e empresas privadas, algumas utilizando micropropagação in vitro, vêm produzindo matrizes. Viveiristas especializados, registrados e fiscalizados pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento, vêm produzindo a maior parte das mudas consumidas em São Paulo, contudo, muitos produtores de frutos produzem as mudas que usam. O Instituto Agronômico vem fornecendo matrizes básicas de morangueiro livres de vírus desde 1968 para os produtores interessados.

2- Quanto a aquisição de matrizes

As matrizes adquiridas devem ser clones livres de vírus, e apenas estes serão propagados em telado.

3- Quanto ao sistema de propagação das mudas

Deve-se adotar sistema de propagação em bandejas ou outros recipientes, sem contato direto com o solo, usando substrato ou composto desinfestado quimicamente ou por calor.

4- Quanto ao controle fitossanitário

Deve-se manter rigoroso controle fitossanitário e tomar medidas para evitar mistura de cultivares.

5- Quanto a multiplicação das mudas

Fazer a multiplicação de campo em terrenos de meia encosta, afastados pelo menos 300 m de outros lotes de morangueiro e usar glebas em pousio, ou cultivadas com leguminosas ou gramíneas, por dois anos ou mais.

Além destas informações, o produtor deve:

- Tomar muito cuidado com os fungos de solo e nematoides, fazendo sempre o tratamento do substrato. Ao fazer a desinfestação, siga as normas de segurança para uso de agrotóxicos e utilize o equipamento de proteção individual.

-  É preferível ter vários pequenos telados do que um telado grande com muitas matrizes. Mantenha um afastamento mínimo de 30 cm entre cada conjunto, para um melhor controle fitossanitário.

- No telado, é possível obter de 200 a 250 mudas por conjunto com uma matriz básica.

-  O número de mudas a ser produzida deve sofrer um acréscimo de 20% para prevenir futuras perdas e permitir uma melhor seleção.

-  O excesso de folhas deve ser removido ao longo de todo o cultivo no telado, bem como as folhas velhas.

-  A multiplicação em telado, iniciada em setembro - novembro, se estende até abril - maio, quando a adubação deve ser suspensa e os estolões excedentes eliminados, assim como as flores que venham a surgir.

-  Doenças de difícil controle como a Flor Preta, o Chocolate e a Mancha Angular devem ser consideradas de tolerância zero, ou seja, uma vez manifestadas, deve-se eliminar a matriz atacada e suas filhas.

-  Após o término do período de multiplicação as flores da matriz inicial de cada conjunto devem ser mantidas e espera-se a frutificação, possibilitando a observação das características da variedade antes do uso a campo das matrizes geradas.

-  Entre os meses de julho e agosto as mudas devem ser retiradas das bandejas e serem submetidas a uma limpeza, que se constitui na eliminação de raízes mortas, folhas muito novas ou muito velhas, deixando-se uma ou duas folhas de meia idade.

-  Serão imediatamente tratadas por imersão em fungicidas e transplantadas para bandejas do tipo descartável com células de maior capacidade (entre 150 e 300 ml) que ficarão ainda suspensas do solo, fora do telado, para uma melhor adaptação. Caso esta prática não seja possível, deve-se levá-las diretamente para o local definitivo de plantio.

-  De cada conjunto composto por uma matriz básica e sua, filhas, deve-se retirar cinco a seis plantas muito bem selecionadas que permanecerão no interior do telado e serão transplantadas no mês de setembro, após limpeza e tratamento fungicida, para sacos plásticos de quatro a seis litros com composto desinfestado. Após um mês, escolhe-se as três melhores que serão utilizadas como matrizes no próximo ano. Repetir este processo anualmente. Portanto, não será necessário substituir as matrizes básicas todos os anos, a não ser que ocorram problemas de contaminação por doenças associadas à propagação vegetativa.

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Por Silvana Teixeira.

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