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Melhore a eficiência alimentar do gado leiteiro

A eficiência alimentar é observada a partir da relação entre a produção e o alimento consumido pelos animais

Gado leiteiro comendo - imagem ilustrativa

Gilmar Ferreira, professor do Curso CPT Alimentação de Vacas Leiteiras em Pasto e em Confinamento, orienta que, na pecuária, alimentar não significa simplesmente fornecer comida aos animais, mas, sim, combinar alimentos de forma tecnicamente correta e economicamente viável. Para isso, são considerados aspectos variados como os objetivos da criação, o tipo de animal a ser alimentado, a disponibilidade e o custo dos alimentos.

Nesse sentido, é nítida a percepção de que a alimentação desempenha papel fundamental na criação. Para obter melhores resultados com a criação, é preciso garantir, também, a eficiência alimentar nos animais, dado que os gastos com a alimentação representam mais da metade dos custos totais.

A eficiência alimentar é observada a partir da relação entre a produção e o alimento consumido pelos animais, isto é, a quantidade de leite produzida a partir do kg de matéria seca ingerida. Essa eficiência não é linear durante toda a vida das vacas, podendo sofrer alteração devido a vários fatores.

Por exemplo, vacas de primeira cria apresentam eficiência menor do que vacas adultas, pois precisam “direcionar” parte de todos os nutrientes que consomem para crescer e ganhar peso. Da mesma forma, vacas no início da lactação são mais eficientes do que vacas em período de lactação mais avançado, principalmente quando estão no final da gestação, direcionando nutrientes para ao crescimento do feto.

Como melhorar a eficiência alimentar nas vacas?

Deve-se evitar que os nutrientes presentes no alimento oferecido às vacas sejam perdidos na urina, fezes e na produção de gases e calor, sendo aproveitados para a produção de leite. Com isso, é necessário aumentar a digestibilidade total das dietas oferecidas a elas.

Contudo, produtores esbarram em um impasse: vacas precisam comer mais para aumentar a produção de leite, mas, quanto mais comem, menor a digestibilidade dos alimentos, que passam menos tempo no trato gastrointestinal e não são aproveitados totalmente.

Uma das formas mais eficazes de aumentar a eficiência é oferecer aos animais alimentos que garantam máxima fermentação ruminal. Para isso, deve-se maximizar a taxa de crescimento das bactérias ruminais e aumentar a extensão e velocidade com que os alimentos sejam degradados por elas, fornecendo uma dieta equilibrada, com fontes e teores adequados de energia, proteína, taxas de degradabilidade ruminal adequadas e teores de fibras que garantam a estabilidade do pH ruminal.

Também, evitar expor os animais a condições de estresse – como pouco espaço no cocho, competição de animais de tamanhos diferentes, excesso de lama, entre outras situações – ajuda a aumentar a eficiência alimentar, uma vez que, sob estresse térmico requerem mais energia para regular a temperatura corporal, o que, consequentemente, provoca diminuição na energia que poderia ser utilizada para produzir leite.

Aditivos alimentar e hormônios que visam melhoras na alimentação de vacas leiteiras

- BST (somatotropina bovina) é um hormônio com ação na partição de nutrientes, que aumenta a produção e a persistência da lactação;
- Ionóforos (monensina e lasolacida) possuem ação no ambiente ruminal, favorecendo a fermentação que ocorre lá, além de aumentar a produção de leite e o ganho de peso. Além disso, ajuda a reduzir cetoses e funciona como coccidesotáticos em bezerros.
- Tamponantes (bicarbonato de sódio, óxido de magnésio) funcionam como agentes mantenedores do pH ruminal, o que evita acidoses, morte de bactérias celulolíticas e auxilia para manter o teor de gordura do leite.
- Sais aniônicos (complexos de minerais ricos em cloteros) utilizado em vacas recém-paridas, pois ajudam a prevenir hipocalcemia.
- Inoculantes (complexo de leveduras e bactérias) indicado para animais que comem alimentos ensilados, atuando na fermentação deles, promovendo estabilização mais rápida, reduzindo a temperatura e perdas de matéria seca, além de melhorar a digestibilidade.
- Leveduras (cepas de leveduras específicas) com ação estimulante às bactérias celulólíticas, melhorando também o ambiente ruminal e auxiliando na utilização do ácido lático.

 


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Fonte: Compre Rural – comprerural.com/como-melhorar-eficiencia-alimentar-do-gado-leiteiro/
por Renato Rodrigues

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