Tomates em estufa - adubação orgânica

Adubação orgânica do tomateiro.

O adubo orgânico dá ao solo a maioria dos nutrientes necessários para a planta.

A adubação orgânica deve ser feita antes do transplante. Recomenda-se aplicar 20 a 40 toneladas de composto orgânico por hectare. A compostagem é uma técnica muito antiga, que se utiliza dos restos animais e/ou vegetais (resíduos orgânicos), que isoladamente não têm valor nenhum, mas que passando pelo processo de decomposição dessa matéria orgânica, que os converte para a forma de HÚMUS, tornam-se, dessa forma, um material altamente rico e, portanto, muito útil, enriquecendo o solo, ou seja, aumentando os micro-organismos benéficos ao solo.

Os materiais compostáveis podem ser de diversas origens: agrícola, domiciliar ou industrial. A escolha correta da mistura é de fundamental importância para o sucesso do processo de compostagem. Para isso, é preciso conhecer o teor de carbono (C) e de nitrogênio (N) de cada um dos resíduos vegetais e do esterco, para se atingir a proporção ideal para o trabalho dos micro-organismos.

Experimentalmente, sabe-se que os micro-organismos assimilam 30 partes em peso de carbono para 1 parte em peso de nitrogênio. Daí a relação 30/1 ser a mais indicada para a mistura em compostagem. Mas nem todo o material orgânico é aproveitado pelos micro-organismos. Em geral, eles aproveitam apenas 10 partes (ou 35%) do carbono para formar sua biomassa (peso vivo). As outras 20 partes (65%) são perdidas na forma de gás carbônico, na respiração. Assim, a relação inicial 30/1 da matéria orgânica acaba sendo reduzida a 10/1, que é o valor encontrado no húmus.

Uma maneira prática de se conseguir isso é combinando-se materiais com relação C/N alta com materiais com relação C/N baixa. Por isso, é muito comum os técnicos recomendarem a mistura na proporção 3:1 de material de relação C/N alta com material de relação C/N baixa, respectivamente.

A fórmula abaixo pode ser aplicada com a finalidade de se obter quantas partes do material rico em carbono devem ser colocadas para cada parte do material rico em nitrogênio. Vejamos:

(30 x Nn) – Cn / Cc - (30 x Nc)

Onde: Nn = % de nitrogênio do material rico em N;
           Cn = % de carbono do material rico em N;
           Nc = % de nitrogênio do material rico em C;
           Cc = % de carbono do material rico em C.

Exemplo: Suponha que se queira fazer um composto com palha de arroz e esterco de aves. Quanto de palha de arroz (peso) deve ser adicionado ao esterco (peso)?

Esterco: 29,01% C, 2,76% N, C/N = 11/1;
Arroz: 30,42% C, 0,78% N, C/N = 39/1.

Aplicando-se a fórmula tem-se:

(30 x 2,76) – 29,01 / 30,42 – (30 x 0,78) = 53,79 / 7,02 = 7,66

Portanto, para cada parte (kg) de esterco de aves, deve-se colocar 7,66 partes (kg) de palha de arroz.

Quando se tem mais de dois materiais que se quer misturar os cálculos são feitos dois a dois, sempre combinando-se materiais que apresentam relação C/N acima de 30/1 com aqueles que apresentam relação inferior. Assim, tendo-se esterco de aves, bagaço de cana e palha de café, os cálculos são feitos para a mistura esterco + bagaço e depois esterco + palha de café. A proporção será então de duas partes de esterco para “X” partes de bagaço e “Y” partes de palha de café.

Escolha do local

A escolha do local é extremamente importante. Deve ser uma área, se possível, plana, protegida de ventos e insolação direta, com fácil acesso para a carga e descarga do material, além de ter água disponível.

A pilha de composto deve ter de um a três metros de largura, comprimento variável e altura de até 1,50 metros. Deve ser feita, preferencialmente, em local sombreado, misturando-se alternadamente o material, procedendo-se à rega da pilha, a cada camada, tendo o cuidado para não encharcar.

Depois de pronta, a pilha deve ser revestida com capim ou sapé para proteger da chuva e reduzir a evaporação. Após aproximadamente 20 - 25 dias, a atuação de micro-organismos elevará a temperatura da pilha até cerca de 75ºC (processo fermentativo). Ao ocorrer a queda da temperatura, faz-se o reviramento ou corte da pilha, que provoca arejamento e mistura do material.  Após o corte, a temperatura se eleva novamente.  Com o seu resfriamento, o material semicurado pode ser transportado aos canteiros e as minhocas podem ser inoculadas.

O manejo adequado, durante a compostagem, constitui fator que não favorece a proliferação das moscas. É importante salientar que fazendo pilhas mais baixas, umedecendo-a de forma correta e procedendo mais vezes o seu reviramento, pode-se diminuir o tempo de processamento do material a ser levado aos canteiros.

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Tomates em estufa – tutoramento.

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Por Andréa Oliveira.

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Comentários

GETULIO EDVAN DOS SANTOS SOARES

17 de ago de 2013

Trabalho com agricultura orgânica e procuro pesquisar tudo sobre estes assuntos para absorver mais conhecimentos e ser multiplicador dessas ideias agroecologicas parabéns pelo trabalho precisamos de apoio

Resposta do Portal Cursos CPT

19 de ago de 2013

Olá, Getúlio!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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