WhatsApp SAC (31) 98799-0134 WhatsApp Vendas (31) 99294-0024 Ligamos para Você Central de Vendas (31) 3899-7000
Como podemos te ajudar?
0

Seu carrinho está vazio

Clique aqui para ver mais cursos.

Nutrição bovina: quais as formas e funções das proteínas?

As proteínas, são essenciais como unidades estruturais, reguladores metabólicos e fontes de energia em bovinos

Nutrição bovina: quais as formas e funções das Proteínas?

Neste estudo, a Profª. Dra. Taiane Martins, do Curso de Nutrição e Alimentação de Bovinos de Corte, explora a nutrição desses animais. O texto aborda características, funções e degradação das proteínas, compostas por complexas sequências de aminoácidos, desempenhando papéis essenciais como unidades estruturais, reguladores metabólicos e fontes de energia. A análise compreende desde a classificação das proteínas até suas diversas formas nos alimentos bovinos, com destaque para a proteína degradável no rúmen (PDR) e o nitrogênio não proteico (NNP), abordando suas implicações na nutrição dos animais.


Caracterização, função e degradação das proteínas.


As proteínas são substâncias compostas por uma sequência de aminoácidos unidos por ligações, cuja extensão pode ultrapassar milhares de aminoácidos em conformações bastante complexas.


Como as proteínas atuam no organismo animal: unidades estruturais básicas do corpo animal; proteínas do sangue; reguladores metabólicos; fonte de energia.


Classificação das proteínas: estrutura primária; estrutura secundária; estrutura terciária; estrutura quaternária.


Formas de proteína nos alimentos e suas implicações na nutrição.

Nos alimentos dos bovinos, as proteínas estão distribuídas nas seguintes formas:


Proteína Degradável no Rúmen (PDR): é aquela que está disponível para ser usada pelos microrganismos ruminais e cuja degradação resulta em amônia, aminoácidos e polipeptídios.


Nitrogênio Não Proteico (NNP): em dietas balanceadas, o NNP é considerado como proteína disponível para o animal, pois será incorporado aos microrganismos ruminais, transformando-se em proteína microbiana.


Proteína Verdadeira: é a Proteína Bruta menos o NNP e a proteína ligada à fibra detergente ácido (PIDA).


Nitrogênio ligado à fibra em detergente neutro (NIDN): parte da proteína associada à fibra e ligada aos polissacarídeos da parede celular, o que confere baixa solubilidade.


Nitrogênio ligado à fibra em detergente ácido (NIDA): composto de indisponibilidade total de N, pois a parte digestível do NIDA não é aproveitável pelo organismo.


Consumo, degradação e digestão da proteína e do NNP:


O nitrogênio total, referenciado como proteína na alimentação bovina, pode ser dividido em duas principais frações: NNP e Proteína Verdadeira. O consumo, a degradabilidade e a digestibilidade dessas frações depende da solubilidade de cada uma delas, sendo que:

NNP: totalmente solúvel no rúmen (fração A).

Proteína Verdadeira: tem uma parte não degradável no rúmen (PNDR - fração C) e outra degradável (PDR), sendo esta dividida em fração totalmente solúvel no rúmen (fração B1), fração parcialmente solúvel (fração B2) e fração de baixa solubilidade ou insolúvel (fração B3).


A PNDR, apesar de ser a fração de proteína não degradável no rúmen, precisa ser fornecida de forma equilibrada a fim de atender à exigência nutricional dos animais, pois poderá ser absorvida no intestino delgado. Já alimentos com maior teor de lignina (tipo de carboidrato que pode estar associado à proteína não degradada no rúmen) devem ser evitados, uma vez que ela não é absorvida no intestino.


Fatores que afetam a degradação de proteínas:

A ovoalbumina é lentamente degradada porque tem estrutura cíclica sem grupos aminos ou carboxílicos terminais.

• Atividade proteolítica e acesso à proteína.

Taxa de passagem do bolo alimentar pelo rúmen (quanto maior a taxa, menor a degradação).

Dependendo da estrutura, as proteínas são menos acessíveis às enzimas proteolíticas dos microrganismos.

Processamento (calor, formaldeído, etc.).

Pontes dissulfídicas e pontes de metileno têm menor degradação.


Métodos que podem ser utilizados para proteger as proteínas da degradação ruminal:

Utilização de taninos.

Tratamentos físicos por meio da pulverização com farinha de penas ou sangue ou encapsulação das proteínas.

Reação de Maillard entre grupo aldeído de açúcares e amino da lisina.

Tratamento químico por meio da utilização de formaldeído.


Sobre esse último método, é preciso ficar atento, pois:


Farelos de soja e de algodão proporcionam média degradação; silagem tem maior degradação; secagem tem menor degradação; farinhas de peixe, penas e sangue aumentam a degradação; farelos de trigo e de arroz diminuem a degradação.


Contudo, dietas balanceadas não necessitam desses métodos, uma vez que é possível utilizar a forma natural dos ingredientes aproveitando seu teor de PNDR e PDR já existentes neles.


Gostou dessa matéria? Descubra tudo o que o Curso CPT tem a oferecer!        Assista ao vídeo abaixo!


Conheça agora o Curso na Área de Medicina Veterinária.
Por: Thiago de Faria

Deixe seu comentário

Avise-me, por e-mail, a respeito de novos comentários sobre esta matéria.

O CPT garante a você 100% de segurança e
confidencialidade em seus dados pessoais e e-mail.
Seu comentário foi enviado com sucesso!

Informamos que a resposta será publicada o mais breve possível, assim que passar pela moderação.

Obrigado pela sua participação.

Últimos Artigos

Artigos Mais Lidos

Quer mudar de vida e ter sucesso profissional? Vamos te ajudar!