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Formigas Cortadeiras - combate químico por iscas granuladas

Formigas Cortadeiras - combate químico por iscas granuladas

 

Entre as técnicas de combate atualmente existentes, o uso de iscas granuladas contendo substâncias tóxicas é considerado como a mais prática e econômica. Essa técnica, se corretamente usada, oferece segurança ao operador, permite o tratamento de formigueiros em locais de difícil acesso e dispensa mão de obra e equipamentos especializados.

As iscas são constituídas de um substrato atrativo em mistura com um princípio ativo tóxico. O inseticida é geralmente dissolvido em óleo de soja refinado e, posteriormente, incorporado ao substrato. O substrato atrativo mais amplamente utilizado é a polpa cítrica desidratada, particularmente aquela derivada de laranja, e naturalmente exerce grande atratividade às formigas que cortam preferencialmente dicotiledôneas.

As iscas podem ser empregadas desde a fase de preparação do terreno até a colheita da cultura ou mesmo após a colheita no caso de reflorestamentos: na fase de brotação das cepas. No entanto, só devem ser usadas em colônias que apresentam formigas carregando folhas (formigueiros ativos), caso contrário, haverá desperdício de produto.

A quantidade necessária de iscas para combater um formigueiro deve ser calculada conforme recomendação escrita na embalagem comercial, e na área de terra solta do formigueiro previamente estimada. Embora existam pesquisas evidenciando que a isca colocada em um só olheiro é distribuída em todas as panelas de fungo, é aconselhável fazer esta divisão entre os olheiros ativos disponíveis, porque isso agiliza o carregamento do produto pelo próprio formigueiro.

A isca deve ser colocada sempre próximo aos olheiros de carregamento e ao lado das trilhas de forrageamento. Quando não se têm olheiros de carregamento, elas podem ser distribuídas em olheiros de limpeza, mas a eficiência fica comprometida e pode diminuir muito. Para sauveiros com montes de terra solta de altura igual ou superior a 1 m, a dosagem recomendada deve ser aumentada em, pelo menos, 20%.

As recomendações indicadas no rótulo da embalagem comercial devem ser obedecidas rigorosamente para evitar o não funcionamento do produto; baixas dosagens, por exemplo, resultam na paralisação temporária (amuamento) das atividades do formigueiro tratado. O período em que se verifica a paralisação total das atividades de colônias combatidas com iscas depende do tipo de ingrediente ativo usado na fabricação do formicida.

Embora as iscas granuladas sejam bastante eficientes no combate a diversas espécies de formigas cortadeiras, elas podem contaminar a água e os alimentos, além de afetar outros organismos, inclusive inimigos naturais das próprias formigas cortadeiras. Por isso, é recomendável que as iscas sejam aplicadas em porta-iscas, ou protegidas por folhas secas e cascas de árvores, ou, ainda, dentro de pedaços de bambu. Esse procedimento evita a ação de animais silvestres, do gado e da chuva.

Os porta-iscas, por sua ótima eficiência, constituem excelente opção para uso em florestas extensas, locais de difícil visualização das colônias e regiões de alta frequência de chuvas. O porta-iscas atualmente industrializado é constituído por uma embalagem plástica onde são colocados de 10 a 30 g de iscas granuladas.

Para o combate às quenquéns, é recomendável a utilização de porta-iscas contendo 10 g de iscas. Esse tipo de porta-iscas é conhecido como micro porta-iscas ou MIPI. Em locais sujeitos à entrada de animais, como em sistemas silvipastoris, os porta-iscas devem ser colocados dentro de protetores adicionais, como colmos de bambu.

O objetivo principal do porta-iscas é evitar a necessidade de localizar e medir a área dos formigueiros, uma vez que as embalagens são distribuídas sistematicamente sobre o terreno, sem considerar o local em que a colônia está situada. As próprias formigas se encarregam de encontrá-los, abri-los e de transportar a isca. Em função dessa facilidade, o emprego de porta-iscas pode reduzir o custo total de combate em até 80%, especialmente pela considerável redução na utilização de mão de obra. Além disso, prolonga a vida útil do formicida após a aplicação, reduz a contaminação ambiental, viabiliza o uso da isca granulada na estação chuvosa, oferece maior segurança ao aplicador e permite a manutenção do sub-bosque. A única desvantagem do uso de porta-iscas acontece quando eles não são confeccionados com material biodegradável. O uso de porta-iscas deve ser precedido de um plano de distribuição, de acordo com o número e tamanho dos
formigueiros, e a porcentagem de olheiros ativos.

No combate às quenquéns, as iscas granuladas utilizadas são as mesmas usadas para as saúvas. Quando adquiridas em tamanho grande, elas devem ser trituradas, embora a tendência atual é a de que o mercado ofereça formulações com menor granulometria e, portanto, mais apropriadas para serem carregadas pelas quenquéns. Como as colônias de quenquéns são difíceis de serem localizadas nos reflorestamentos, principalmente nos sub-bosques densos e nas áreas com muita manta orgânica, é de grande utilidade o uso de porta-iscas no combate a essas formigas.

No período de preparação do terreno para o plantio, a isca pode ser usada antes de qualquer operação de preparo do solo, por meio do método conhecido como “arrastão”, que consiste na aplicação de uma dose padronizada (geralmente 15 g) por olheiro encontrado.

Confira, abaixo, algumas dicas extreamente necessárias ao controle formaigas cortadeiras. Estas  informações e tecnologias foram devidamente testadas e aprovadas por pesquisas em campo. Portanto, saiba como agir ao se deparar com este problema e tenha sucesso em seu empreendimento.

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Por Silvana Teixeira

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