Pecuária a pasto: simples, barata e produtiva

Conheça as etapas para se fazer uma boa pastagem

 

 A pastagem tem que ser adequada ao clima e ao solo da região.

Desde quando o homem aprendeu a domesticar os animais, também passou a cultivar plantações para alimentá-los. O pasto, ou pastagem, é formado por vegetais usados na alimentação animal e o terreno que ocupa. Antes de se começar a produzir ração e a confinar os rebanhos, era assim que eles eram criados.

Ainda hoje se produz a pasto, principalmente em países da zona tropical. Esse tipo de criação é chamada de extensiva, enquanto a praticada em confinamento é a intensiva. Também é comum o uso conjugado entre os dois tipos, com alimentação baseada nas pastagens, completada por ração e suplementos minerais.

A criação intensiva é bastante usada em países da zona temperada, como os europeus e os da América Anglo-Saxônica. Essas regiões quase sempre possuem território reduzido (exceto Canadá e Estados Unidos) ou sofrem com condições climáticas muito severas, por isso a opção pela pecuária intensiva. As criações são feitas com muita tecnologia, pouca mão de obra, gerando ótimos resultados. Sendo assim, quais as vantagens em se produzir a pasto?

Há algum tempo, vários pesquisadores já atestaram os benefícios das pastagens. Pesquisa recente da  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) comprovou os ganhos referentes à produção leiteira. Os resultados mostraram que o Brasil deve aproveitar o potencial que possui com grande extensão territorial e clima favorável, optando pela criação a pasto. O baixo uso de insumos e de tecnologia justificam essa opção.

Isso não significa que a produção a pasto não exija cuidados. É preciso selecionar bem os animais, escolher a melhor espécie e, se possível, fazer um melhoramento genético. Apesar disso, as técnicas para a produção de pastagens são bem simples. O CPT – Centro de Produções Técnicas criou vários cursos para lhe ajudar a cultivar pastagens.

A formação da pastagem

O processo de criação de um pasto começa logo na escolha do tipo de vegetal, do solo e da preparação deles. Ou seja, não dá para sair plantando uma forrageira em qualquer lugar e de qualquer jeito. O primeiro passo é escolher o local para a pastagem. Se necessário, deve-se fazer uma correção ou outro tipo de tratamento no terreno.

Em seguida, é importante conhecer as condições climáticas e selecionar a melhor semente para a região. Fique atento à qualidade delas, pois isso será determinante para o sucesso de sua pastagem.  O solo deve ser preparado adequadamente para recebê-las.

O manejo

Um manejo incorreto é a principal causa de perda e degradação de pastagens. Caso ele não seja feito da maneira certa, pode comprometer a qualidade, a quantidade do pasto e, portanto, os resultados da produção.

Segundo o professor do curso Manejo de Pastagens, Adilson de Paula Almeida, a pressão de pastejo, sobrecarga da quantidade de animais no pasto, é fator determinante nesse processo. O excesso do pisoteio causa perda da cobertura vegetal e compactação do solo. Por isso, é importante calcular a quantidade de animais por área.

Outro problema, é a infestação da área por outras espécies, que roubam os nutrientes destinados às plantas, podendo causar a morte delas. É preciso monitorar sempre a pastagem e aplicar herbicidas específicos para as daninhas.

Sistemas irrigados


 A irrigação aumenta a produtividade do pasto.

Implantar um sistema de irrigação na pastagem é garantia de produtividade o ano inteiro. Com ele o produtor deixa de ser dependente do regime de chuvas. Ou seja, é um forma de aumentar a competitividade.

O agrônomo Adilson de Paula Almeida, professor do curso Irrigação de Pastagens, explica que os mesmos fatores observados durante a formação das pastagens também são necessários para a escolha e implantação de um sistema. O ideal é aproveitar o tempo das chuvas e completar com a irrigação.

Recuperação do pasto

Como já foi dito, a pressão de pastejo, plantas daninhas, outros problemas de manejo e mudanças bruscas no tempo podem prejudicar o pasto, acarretando perdas indiretas na criação do rebanho.

A recuperação do pasto exige primeiramente que sejam avaliadas as causas do problema, e a partir daí procurar uma solução. Para o professor Adilson, de nada adianta tentar restaurar uma pastagem sem antes diagnosticar a causa. Ele acrescenta que o manejo deve seguir a partir da área recuperada, como se ela fosse nova.

Por: Maria Clara Corsino.

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