Essa é uma cultura de grande e diversificada utilização na sociedade moderna, e um dos produtos agrícolas de mais ampla distribuição mundial
Publicado em: 26/01/2011O milho é, sem dúvida, um dos cereais mais cultivados em todo o mundo e responsável pela produção de itens muito utilizados, tanto para a alimentação humana e animal, quanto para o fornecimento de matérias-primas para a indústria.
Cultivado em todo o Brasil, na agricultura familiar e nas grandes empresas agropecuárias, está presente em toda a cadeia produtiva animal. É uma cultura de grande e diversificada utilização na sociedade moderna, e um dos produtos agrícolas de mais ampla distribuição mundial. Seu uso em grão como alimentação animal representa a maior parte do consumo, cerca de 70%, no mundo. Nos Estados Unidos, cerca de 50% é destinado a esse fim, enquanto que no Brasil, varia de 60 a 80%, dependendo da fonte da estimativa e de ano para ano.
No mundo moderno, dentre as espécies originárias das Américas, o milho é, certamente, a de maior importância econômica e social. Nas propriedades rurais do Sudeste do Brasil, sua cultura é considerada de muita importância, viabilizando o sistema produtivo pela agregação de valores na propriedade e pela sua função na alimentação humana e animal.
A agricultura familiar compreende grande diversidade cultural, social e econômica, podendo variar desde o campesinato tradicional até a pequena produção modernizada. As principais características dos agricultores familiares são a independência de insumos externos à propriedade e o fato de a produção agrícola estar condicionada às necessidades da família e ao intercâmbio ecológico. Essa situação mostra o alto valor de uso e a importância econômica do milho no sistema produtivo desse contexto, apesar da ausência de excedentes para comercialização.
O cultivo de milho pode ocorrer em monocultura ou consorciado. O consórcio é utilizado por 54% dos produtores e representa 10,2% da produção. Diante disso, nota-se que, apesar da grande utilização dos cultivos consorciados pelos produtores de milho, o volume de produção nesse sistema é muito baixo em relação à monocultura.
A capacidade de produção brasileira pode ser bastante aumentada, pois somente 2/3 da área colhida são oriundos de lavouras adubadas. Deve-se considerar, ainda, que a quantidade de adubo utilizada, na maioria das vezes, está abaixo da recomendada. Logo após a aprovação da Lei de Proteção de Cultivares, em 1997, surgiu novo cenário na indústria sementeira de milho. As empresas transnacionais adquiriram as brasileiras e, como consequência, o mercado de sementes está bastante concentrado.
Atualmente, pode-se notar que todas as empresas fazem uso da proteção de cultivares de espécies autógamas; patenteamento de genes; lançam cultivares responsivos ao aumento de insumos externos; híbridos simples, precoces, com grãos tipo duto, e para a produção de grãos secos.
Com o objetivo de mostrar as técnicas para a produção de milho o CPT - Centro de Produções Técnicas elaborou o curso “Produção de Milho em Pequenas Propriedades”, no qual você receberá informações dos professores João Carlos Cardoso Galvão, Doutor em fitotecnia, e Glauco Vieira Miranda, Doutor em genética e melhoramento, ambos da Universidade Federal de Viçosa.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On-line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
É difícil definir qual a tecnologia adequada para pequenos produtores de milho no Brasil. Existem regiões em que se utiliza alta tecnologia, intenso uso de insumos e máquinas em todas as fases da cultura. Já em outras, o plantio é feito com baixa tecnologia e, praticamente, todas as etapas são efetuadas somente com o emprego da enxada. Isso não quer dizer que seus métodos estão errados, temos que ter a consciência de que a realidade desses produtores, que plantam para a sua subsistência, é bastante diferente. No entanto, para todos eles, às vezes, com pequenas mudanças na forma de conduzir sua lavoura, há grande ganho em produtividade. Portanto, não é possível generalizar ou indicar um sistema de produção único. Cada um deve adotar o que mais se adapta a sua realidade.
Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que o CPT – Centro de Produções Técnicas seja citado como fonte, remetendo para o site da instituição: www.cpt.com.br.
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Ana Carolina dos Santos
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