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    Peixes ornamentais - as espécies de água doce mais comercializadas

    Hoje em dia, peixes ornamentais de água doce são cultivados em todo o mundo e diversos piscicultores dedicam-se a trabalhos de melhoramento genético, visando à obtenção de novas variedades

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    Peixes ornamentais

    Atualmente, no Brasil, os peixes ornamentais importados encontram mercado, porque são frutos de melhoramento genético e apresentam sempre novas variedades, que não são produzidas no país 

    Atualmente, no Brasil, os peixes ornamentais importados encontram mercado, porque são frutos de melhoramento genético e apresentam sempre novas variedades, que não são produzidas no país. Veja o exemplo do acará-disco cuja produção nacional é quase que inteiramente proveniente de capturas realizadas na bacia do rio Amazonas. Esta mesma espécie é largamente produzida para exportação em Cingapura, na Ásia, onde representa uma alternativa de produção bastante rentável devido ao elevado preço de suas variedades melhoradas, como o malboro, a pigeon, a blue-diamond, entre muitas outras espécies de peixe.

    Criação de espécies de peixes para ornamentação

     

    A criação de peixes é uma atividade bastante antiga, sendo, inclusive, anterior à era cristã. Os primeiros relatos escritos sobre esta atividade datam do ano 475 a.C.. Neles são descritos os processos adotados para a criação de carpas (Cyprynus carpio) e, principalmente, do peixe japonês ou kinguio (Caracius auratus). em represas. Naquela época, já havia a criação de espécies de peixes para fins de ornamentação.

     

    “A princípio, os peixes eram capturados jovens, mantidos em recipientes de porcelana. Posteriormente, os processos de reprodução em cativeiro foram dominados e os piscicultores passaram a desenvolver novas variedades dessas espécies”, afirma o professor Manuel Vazquez Vidal Júnior, do curso Produção de Peixes Ornamentais, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

     

    As novas variedades de peixes surgiram por meio de cruzamentos dirigidos nos quais eram usados exemplares que, em virtude de uma mutação, possuíam alguma característica peculiar que os distinguiam dos exemplares selvagens, como por exemplo, a cor, a forma do corpo e o número ou formato das nadadeiras.

     

    As espécies de peixes ornamentais que vivem em água doce são divididas em famílias, sendo as principais delas:

     

    - Caracídeos ;

    - Poecilídeos ;

    - Ciclídeos;

    - Ciprinídeos ;

    - Anabantídeos.

     

    Caracídeos

     

    Os caracídeos são uma família de peixes onívoros, ou seja, alimentam-se de carne e de vegetais. São pequenos e calmos e estão entre os mais conhecidos no aquarismo pelas cores variadas e belas, pela resistência e facilidade de manejo e vivem em grandes cardumes. Geralmente, providos de nadadeira adiposa, nadadeira caudal bifurcada e de nadadeira anal desenvolvida, eles se diferenciam sexualmente, entre macho e fêmea, pela nadadeira anal: nos machos ela é em forma de gancho. Os Tetras estão entre os caracídeos mais procurados, dadas as suas cores realçantes. Os mais conhecidos são o Neon, o Tetra-Cardinal, o Tetra-Rosáceo, o Tetra-Buenos Aires, o Tetra-Preto e o Mato-Grosso. Eles vivem em bandos (cardume, coletivo de peixes) e se alimentam, em geral, de alimentos que flutuam. Os caracídeos são mais de 1.300 espécies variadas que estão distribuídas pela África, Ásia e América do Sul. Nessa família também se incluem as piranhas.

     

    Poecilídeos

     

    Os poecilídeos são peixes originários da América. Resistentes, eles se reproduzem facilmente em cativeiro, são calmos e gostam de viver em cardume. Os poecilídeos são peixes ovovivíparos, sua reprodução ocorre por meio de uma cópula, com auxílio da nadadeira anal modificada do macho, o gonopódio. A fêmea tem quase o dobro do tamanho do macho, guarda o esperma em seu organismo por um longo tempo e, aos poucos, vai parindo os alevinos. Guppys, Molinésias, Platys e Espadas são os representantes mais importantes desta família, que é conhecida pela sua incrível variedade de cores. Os adornos dos machos são curiosos: nadadeiras caudais largas e coloridas, cores mais vivas no corpo, proeminências nas nadadeiras anal, dorsal e caudal.

     

    Ciclídeos

     

    Os ciclídeos estão entre os peixes ornamentais mais conhecidos. Eles são nativos da África e das Américas, principalmente, da América do Sul. Eles têm um comportamento muito variado. Enquanto alguns aceitam a convivência apenas com exemplares da mesma espécie, outros aceitam viver com espécies diferentes de peixes. Essa família é dividida em dois grupos: os ciclídeos menores (ou anões) e os maiores. O grupo dos menores é composto por peixes como o Kribensis cujo tamanho raramente excede 7,5 cm. E os ciclídeos maiores, Apaiaris, formam casais fiéis a vida toda, são peixes que defendem um território exclusivo para a postura, e podem alcançar de 30 até 50 cm.

     

    Ciprinídeos

     

    Os ciprinídeos (carpas, kinguios, botias, labeos, barbos, entre outros) são peixes originários da Ásia e Europa e foram os primeiros a serem domesticados pelo homem. Algumas espécies como as botias e certas variedades de carpas e kinguios atingem elevado valor no mercado, enquanto outras como o paulistinha, o barbo ouro e o conchonio estão entre os peixes ornamentais de valor mais modesto. Em geral, os ciprinídeos toleram bem temperaturas baixas e em certos casos, como para o tanictes, devem ser criados em temperaturas amenas (de 18 a 26°C). A maioria das espécies, mesmo sendo de clima frio, adapta-se bem e cresce melhor em temperaturas entre 24 e 28ºC, entretanto em temperaturas acima de 26ºC a desova é reduzida. Esses peixes costumam desovar logo após o inverno. Existem espécies com ovos adesivos e outras com ovos sem nenhuma adesividade, mas nenhuma apresenta cuidado parental. Em geral, as larvas dessas espécies são pequenas mas muito resistentes e aceitam diversos item alimentares (ração, plâncton, artemia) o que facilita sua criação. Essas espécies podem ser criadas em pH entre 6 e 8 mas se desenvolvem melhor em pH ligeiramente alcalino (7,2 a 7,8). A ração deve conter pelo menos 28% de proteína na fase de crescimento.

     

     

    Beta - um dos peixes mais comercializados no Brasil.

    O Beta é um dos Anabantídeos mais comercializados.

     

    Anabantídeos

     

    Os anabantídeos também são peixes que vêm da Ásia, mas sua característica principal é um sistema auxiliar de respiração, o labirinto, por isso também são conhecidos como labirintídeos. Esse órgão é um conjunto de pregas sob os opérculos e que servem para captar o ar atmosférico, importante porque são peixes que vivem em águas com pouco oxigênio. Seus representantes mais conhecidos são o Beta, o Beijador e a Colisa.

     

    Confira mais informações, acessando os cursos da área Piscicultura.

     

    Por Andréa Oliveira

     


    AVISO LEGAL

    Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que o CPT – Centro de Produções Técnicas seja citado como fonte, remetendo para o site da instituição: www.cpt.com.br.

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