Rica em amido, constitui um alimento energético para mais de 500 milhões de pessoas no mundo
Publicado em: 01/06/2010
A mandioca é uma planta originária da América do Sul, provavelmente da Amazônia, cultivada desde o descobrimento do Brasil pelos indígenas que já a processavam. Hoje, é explorada em todo o território nacional, em todos os países sul e centro-americanos, nas Antilhas, e em outras regiões do mundo de clima tropical e subtropical.
Conhecida como aipim, macaxeira ou pão de pobre, suas raízes são a parte mais importante. De casca rugosa marrom e polpa branca ou amarela, é uma planta muito versátil e de ampla utilização, tanto na alimentação humana e animal, como para uso na indústria.
Rica em amido, constitui um alimento energético para mais de 500 milhões de pessoas no mundo, sobretudo nos países em desenvolvimento, onde é cultivada por pequenos agricultores, em áreas reduzidas e com baixa produtividade. Além do amido, contém razoáveis teores de vitaminas do complexo B, principalmente a Niacina, que estimula o apetite, promove o crescimento e conserva a saúde da pele. Sais minerais como o Cálcio, o Fósforo e o Ferro, que participam da formação dos ossos, dentes e sangue, também estão presentes nessa raiz.
Apesar do Brasil ser o segundo maior produtor mundial, com 12,7% do total, sua produtividade média é baixa, somando 11,5 t/ha, o destaque é do estado de São Paulo, com 23t/ha. Observa-se uma grande diferença no desempenho da cultura entre as regiões brasileiras, o que é explicado, principalmente, pelos sistemas de manejo inadequados, pela pouca orientação para o mercado e por causa da baixa ou da alta produtividade das variedades cultivadas. A região Nordeste, tradicionalmente, caracteriza-se pelo sistema de policultivo, ou seja, mistura de mandioca com outras espécies alimentares de ciclo curto, principalmente feijão, milho e amendoim.
A mandioca apresenta uma série de vantagens em relação a outros cultivos, tais como: fácil propagação, elevada tolerância a longas estiagens, rendimentos satisfatórios mesmo em solos de baixa fertilidade, pouca exigência em insumos modernos, potencial resistência ou tolerância a pragas e doenças, elevado teor de amido nas raízes, boas perspectivas de mecanização, do plantio à colheita, sem grandes perdas na matéria seca. Permite, também, consórcio com inúmeras plantas alimentícias e indústrias.
Pensando em melhorar a condição do cultivo da mandioca e mostrar que, com o uso de tecnologia, essa cultura pode ser um bom negócio, permitindo altos rendimentos, com baixo custo e pouco risco, o CPT – Centro de Produções Técnicas elaborou o curso “Cultivo de Mandioca” no qual você estará recebendo informações da professora Dr. Marney Pascoli Cereda da UNESP – Botucatu e pesquisadora do CERAT – Centro de Raízes e Amidos Tropicais.
A mandioca de mesa é comercializada, na maior parte, na forma in natura. No entanto, o mercado de mandioca minimamente processada, pré-cozida e congelada, ou na forma de snack, está em crescimento. Nas indústrias, apresenta grande variedade de usos, sendo a farinha e a fécula os produtos mais importantes. A fécula e seus derivados são utilizados na alimentação humana ou como insumos em indústrias diversas, como de alimentos embutidos, embalagens, colas, mineração, têxtil e farmacêutica.
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