O setor se torna competitivo a cada dia e se transforma em opção na geração de energia
Publicada em: 11/08/2011De acordo com o Governo Federal, o custo da energia eólica reduziu 26% desde 2009. A queda se deve ao desenvolvimento do setor que gerou aumento da competitividade. O físico Luiz Pinguelli Rosa, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Ciências Climáticas, acredita que é cada vez mais viável a instalação de aerogeradores no país. Segundo ele, o problema do alto custo está sendo resolvido.
A energia hidrelétrica ainda domina o setor energético brasileiro, mas a energia gerada pelos ventos tem demonstrado força para ganhar espaço. Um estudo do instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) indica um aumento na produção energética por fontes renováveis.
O professor Antônio de Sá, do curso Energia Eólica, do CPT - Centro de Produções Técnicas, explica que a queda nos custos de implantação de uma usina eólica se deve além da competitividade e da redução dos custos, à relativa facilidade de instalação comparando-se com outras fontes, como a energia solar e a hidrelétrica.
Fontes como a energia hidrelétrica, energia solar e a energia eólica, já representam 50% da matriz energética brasileira. Obviamente, a primeira ocupa a maior parte. No entanto, o diretor de engenharia da Eletrosul, empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia no Rio Grande do Sul, Ronaldo Custódio, acredita que a redução dos custos favoreça a implantação de polos geradores de energia a partir dos ventos.
O Governo Federal espera que nos próximos dez anos o percentual da energia eólica no Brasil suba de 1 para 7 %. Enquanto a expectativa é de redução na participação da energia hidrelétrica de 76 para 67%. Tem havido um crescimento geral na demanda por energia, e por isso, todas as fontes de um modo absoluto devem ser mais aproveitadas. No entanto, tendo em vista a redução nos custos de implantação dos aerogeradores, espera-se que ela tenha crescimento superior.
Por: Maria Clara Corsino.
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