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Imagem positiva para exportar

 

Prof. Nelson Fernandes Maciel, Diretor-Presidente do Grupo CPT.

 Prof. Nelson Fernandes Maciel
Diretor-Presidente do CPT

O nosso país possui grandes problemas, que vão desde a necessidade de melhorar a educação, passando pela enorme desigualdade social e, com toda razão, temos total desconfiança em nossos políticos.

No entanto, precisamos reagir a essa situação e mudar os nossos rumos. Temos de encontrar uma fórmula para crescer, pois boa parte de nossas deficiências só serão resolvidas com o crescimento. E, sem dúvida, a exportação de nossos produtos e serviços, assim como a ampliação de nosso turismo, são fortes canais de crescimento.

Mas, para que isso aconteça, é necessário, primeiro, exportar uma imagem positiva.

Para que o mundo acredite que possamos produzir com qualidade e praticarmos um turismo de alto nível, temos que mostrar as coisas boas que possuímos. Mostrar um povo capaz, humano, trabalhador, com uma capacidade incrível de lidar com a dureza, de sobreviver, de resistir; e que não é bélico. Somos alegres, gostamos de mulheres bonitas, de futebol, mas temos também nas veias a garra de nossos produtores rurais. Temos empreendimentos magníficos e iniciativas de dar inveja ao mundo. Temos um grande país.

No entanto, ficamos impressionados com a reação dos estrangeiros que nos acham exóticos, quando dizem que não somos um país sério, que somos cheios de promessas e incapazes de resolver nossos próprios problemas. Mas, nós mesmos somos culpados por pensarem assim, pois transmitimos a eles todos esses sentimentos.

Temos o grave defeito de pintar as coisas piores do que elas realmente são, dilaceramos a nós mesmos para chamar atenção, e comumente prostramos de joelhos mostrando uma submissão inexplicável.

Criamos um complexo de inferioridade e temos a capacidade de folclorizar as nossas qualidades e virtudes, e de descaracterizar os nossos heróis.

Boa parte das deficiências do Brasil só serão resolvidas com o crescimento.

Temos de encontrar uma fórmula para crescer, pois boa parte de nossas deficiências só serão resolvidas com o crescimento.

Quando um pesquisador de uma grande universidade divulga que o país possui 8 milhões de desempregados, o terceiro maior desemprego do mundo, equivalente à população de dois Uruguais e 1,5 Paraguai, a imprensa brasileira e internacional noticia com volúpia. Faltou que ele divulgasse, também, que temos um dos maiores contigentes de empregados do mundo com mais de 70 milhões; são mais de duas Espanhas, 20 Uruguais e 7 Bélgicas.

Quando um determinado político vai aos EUA e diz que o Brasil tem 70 milhões de esfomeados, para se promover, ele está prejudicando a imagem do país. Quando um taxista do Rio de Janeiro corre para mostrar ao turista estrangeiro a Rocinha, a maior favela da América Latina, ele está prejudicando a imagem do país.

Quando grande parte dos filmes nacionais correm o mundo, mostrando desnutrição, corrupção, violência e pobreza total, eles estão prejudicando a imagem do país.

Muitos brasileiros não percebem que outros países utilizam de nossas próprias mensagens para denegrir a nossa capacidade industrial e turística, pois poderiam se deparar com o nosso potencial e concorrência.

Tente visitar uma favela de Nova York e verá o que vai acontecer. O governo australiano só apoia e financia filmes que engrandeçam aquele país.

E assim, temos inúmeros exemplos em que todos estão preocupados em mostrar o que existe de bom e deixam os problemas para serem resolvidos em casa, coletivamente, de portas fechadas. Isto tem um belo nome, chama-se "MARKETING". Ao visitarem sua casa, você corre para mostrar o depósito de lixo debaixo da escada?

Mostrar apenas o lado bom, e deixar de apresentar aos estrangeiros os nossos problemas, não é desonesto, é ser inteligente, é vender a imagem positiva de um povo, de uma indústria, de uma nação.

Tudo isso, sem esquecer toda a dimensão de nossos problemas.

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