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Tecnologias desenvolvem a cafeicultura no cerrado

Embrapa recomenda o estresse hídrico e a adubação fosfatada para superar a falta de chuvas e a baixa fertilidade dos solos

 

 O estresse hídrico pode gerar maior resistência e maior produtividade dos cafeeiros.

O cerrado corresponde a mais de 200 milhões de hectares do território brasileiro, ocupando partes dos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Piauí, Maranhão e Distrito Federal. A região é caracterizada por solos empobrecidos e estiagem na maior parte do ano. A cafeicultura é uma das principais atividades da região e, há anos, tenta contornar as dificuldades naturais para produzir um café de qualidade.

Para melhorar a qualidade do café produzido no cerrado, a Embrapa Café e a Embrapa Cerrados, unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estudam diversas tecnologias aplicadas à lavoura. Duas delas apresentaram bons resultados recentemente: o estresse hídrico controlado e a adubação fosfatada.

No estresse hídrico controlado, as plantas ficam cerca de 70 dias sem receber água através da irrigação. A técnica fortalece os cafeeiros, gerando plantas maiores e com frutos com qualidade superior. Essa prática de manejo contradiz à tradição de molhar os pés de café durante o ano inteiro, pois acreditava-se que a irrigação em tempo integral fosse vital às plantas.

A tecnologia já foi testada em diversas propriedades monitoradas pela Embrapa com resultados muito positivos. O pesquisador Antônio Guerra, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Café, explicou que foram respeitadas as necessidades fisiológicas das plantas, evitando-se uma grande variação anual da produtividade e desuniformidade na maturação dos frutos por conta da ocorrência de diversas floradas.

De acordo com o pesquisador, a técnica não traz custos adicionais ao produtor e até ajuda a reduzir os gastos com água, energia e mão de obra no momento da colheita em cerca de 33%. Além disso, ele afirmou que é possível conseguir 85% de frutos cerejas na colheita, o que viabiliza a produção de cafés especiais e reduz a má formação dos grãos.

A adubação fosfatada também não foi recomendada por muitos anos. Estudos anteriores diziam que a adição de fósforo não era positiva à produção de café. No entanto, pesquisas recentes da Embrapa Café comprovaram que o uso do adubo ajuda a aumentar a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade da lavoura cafeeira.

De acordo com os pesquisadores da Embrapa, os estudos anteriores consideravam outras quantidades de nutrientes em associação com o fósforo, por isso apresentavam resultados negativos. Junto com a irrigação controlada, a adubação fosfatada do café permitiu um retorno financeiro de até R$ 7.656,50/ha nas propriedades estudadas. A técnica também possibilitou a redução da bianualidade da lavoura, diminuindo a diferença de produtividade entre as safras.

Essas e outras técnicas estão sendo desenvolvidas no Consórcio Pesquisa Café, que envolve diversas unidades da Embrapa e de instituições de ensino e pesquisa em todo o Brasil. Os resultados têm provocado mudanças significativas nos sistemas de produção do café, com resultados bastante positivos.

Por: Maria ClaraCorsino.

Fonte: Embrapa Café.

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