Solução de leite cru controla oídio

Embrapa concluiu a pesquisa e encontrou uma forma simples, barata e sem prejuízos para o meio ambiente

O pó branco impede que a planta realize normalmente a fotossíntese, o que ocasiona uma menor produtividade.

O oídio é uma doença que ataca diferentes culturas, especialmente as cultivadas em viveiros muito sombreados e nos meses mais frios do ano.  A Embrapa Informação Tecnológica estudou uma forma simples, barata e sem agredir ao meio ambiente para controlar seu agente etiológico. Uma mistura de 5% de leite de vaca cru e 95% de água é a fórmula mágica que foi testada, principalmente, em pepino e abobrinha,  com controle de praticamente 100% da doença.

O oídio é causado por um fungo chamado Sphaerotheca fugilinea, que se parece com um pó branco nas folhas de variadas culturas. Segundo Wagner Bettiol, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, esse pó impede que a planta realize normalmente a fotossíntese, o que ocasiona uma menor produtividade. Além disso, “os fungicidas químicos indicados para o combate ao oídio são caros. Com a mistura se gasta praticamente metade do que o agricultor costuma gastar com fungicida, com redução de 25 a 30% do custo”, diz ele.

De acordo com o professor Flávio Couto, no curso Produção de Mamão, desenvolvido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, em parceria com pesquisadores da EMBRAPA e da EMCAPA, “quando o ataque do fungo é intenso, ocorre o enfraquecimento da planta devido à retirada de nutrientes das células da superfície das folhas. Como consequência, as folhas caem, deixando os frutos descobertos e sujeitos a queimaduras provocadas pelos raios solares”.

O benefício não é somente para o bolso do agricultor. A solução é também totalmente inócua ao meio ambiente e ao aplicador, não causando nenhum impacto ambiental,diferente dos fungicidas utilizados para o controle da doença.

Após vários testes, os pesquisadores concluíram que a alternativa é eficaz. A receita, então, é a seguinte: para uma solução de 100L, são necessários 95L de água e 5L de leite, que devem ser aplicados desde o início do plantio e pelo menos uma vez por semana, após o indício da doença.

Por: Ariádine Morgan

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