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Proteínas exigidas na alimentação de peixes

A necessidade proteica do peixe é diretamente relacionada com uma composição balanceada de aminoácidos adequada para manter seu crescimento

 

Além de proteínas, os peixes também precisam de fontes de lipídios, cuja necessidade vai variar muito conforme a espécie.

 

As proteínas são os principais constituintes orgânicos dos tecidos dos peixes, perfazendo 65 a 75% da matéria seca corporal. Portanto, elas correspondem ao nutriente de máxima importância, pois são os componentes do organismo animal em crescimento e, entre outras, são responsáveis pela formação de enzimas e hormônios. Os constituintes fundamentais das proteínas são os aminoácidos, cujo perfil é decisivo para sua qualidade e determina seu valor como componente da dieta.

Deve-se sempre lembrar que a necessidade proteica do peixe é diretamente relacionada com uma composição balanceada de aminoácidos adequada para manter seu crescimento. De acordo com o professor Dr. Luiz Edvaldo Pezzato, no curso Nutrição e Alimentação de Peixes, elaborado pelo CPT - Centro de Produções Técnicas, “para a manutenção da maioria das espécies de peixes, é necessário de 1 a 1,5g proteína/kg de peso vivo/dia. Além de proteínas, os peixes também precisam de fontes de lipídios, cuja necessidade vai variar muito conforme a espécie”.

Os peixes necessitam também de carboidratos, vitaminas, com especial destaque para a vitamina C, e minerais. “A vitamina C participa do metabolismo e da estrutura esquelética. É importante não se esquecer do pigmento, pois são responsáveis pela coloração na musculatura de salmonídeos”, completa o Dr. Pezzato, professor do Departamento de Melhoramento e Nutrição Animal da Unesp.

Segundo o professor Dr. Newton Castagnolli, também coordenador do curso Nutrição e Alimentação de Peixes, “a concentração ótima de proteína na dieta do peixe está marcada por um delicado balanço entre proteína e energia, ao qual se tem que dispensar especial atenção à qualidade proteica, ao padrão adequado de aminoácidos essenciais disponíveis e às fontes de energia não-proteica, lipídios e carboidratos”.

Um excesso de energia não proteica, resultado da formulação de dietas com uma alta relação energética, leva à diminuição da ingestão antes que se consuma o necessário de proteína, já que os níveis da ingestão são determinados, fundamentalmente, pela energia total disponível.

Entretanto, dietas com níveis proteicos excessivos supõem um gasto energético dos aminoácidos. Isso também não é desejável, porque piora a conversão e, como consequência, reduz a eficiência no aproveitamento das rações. Nessa circunstância, aumenta consideravelmente a atuação do  gliconeogênico dos aminoácidos, aumentando as atividades das enzimas implicadas.

Por: Ariádine Morgan

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Comentários

Rogério Lopes

15 de fev de 2019

Gostaria que me ajudasse com uma Massa a base de proteína pra pescar tilápia em pesqueiro, qual porcentagens de ração e qual ração devo utilizar, agradeço desde já

Resposta do Portal Cursos CPT

15 de fev de 2019

Olá Rogério,

Agradecemos a visita e comentário em nosso site. Sugerimos consultar um especialista da área.

Atenciosamente,

Mariana Caliman Falqueto

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