Plantio direto favorece a produção de grãos

Produtividade em relação à área plantada aumentou em cinco vezes nos últimos 40 anos

 

 No plantio direto, a nova cultura é plantada por cima dos restos da anterior. 

O Brasil herdou as técnicas de cultivo europeias depois de um longo período como colônia portuguesa. Na Europa, é comum o uso da aração, que consiste em revolver a terra para o plantio. Isso é feito para renovar o solo depois de um longo tempo de geada. Se por lá esta era a forma mais adequada, por aqui ela não deu muito certo. Mas, demorou bastante tempo até se descobrir isso.

O ato de revolver o solo em terras tropicais, acaba por retirar a matéria orgânica da superfície e trazer para cima um solo pobre em nutrientes. Essa é a explicação para uma maior necessidade em  aplicar muito adubo e fertilizantes, o que encarece a produção e não necessariamente aumenta a produtividade.

A utilização do plantio direto demorou um pouco a se disseminar no Brasil. Ocorreu depois de inúmeras pesquisas, que constataram o esgotamento do solo após sucessivas aragens. Pode-se dizer que o plantio direto foi uma verdadeira revolução na agricultura brasileira. A técnica praticamente não existe, o cultivo é feito por cima da colheita anterior. Assim, palha, folhas, raízes e restos de frutos servem como adubo orgânico e principalmente protegem o solo de agressões externas.

Por causa também do plantio direto, a agricultura brasileira se tornou em pouco tempo uma das mais produtivas do mundo. Ela vem servindo de modelo para muitos países, tendo em vista os ótimos resultados alcançados. Enquanto lá fora o comum é obter apenas uma safra anual de soja, por aqui a cultura chega a gerar duas a três safras por ano.

Outras técnicas conjugadas contribuem para o aumento da produtividade. Muitas fazendas realizam a rotação ou o consórcio entre culturas. As leguminosas, por exemplo, ajudam a fixar o nitrogênio no solo, nutriente essencial que poderá ser usado por outra cultura que irá sucedê-la. Isso diminui bastante o uso de fertilizantes, que, além de contaminarem o solo e os alimentos, não são tão eficientes.

No começo dos anos 1970, pouco antes da disseminação do plantio direto, a produção de soja era de 30 milhões de toneladas por ano, em uma área plantada de 28 milhões de hectares. Em 2011, a cultura bateu o recorde de 160 milhões de toneladas colhidas em uma área de 50 milhões de hectares. O aumento foi de 80% na área plantada e de 400% na safra, ou seja, uma colheita 5 vezes maior nos últimos 40 anos.

Por: Maria Clara Corsino.

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