
Para que plantas invasoras convivam com bananeiras é preciso identificar o risco de alguma se tornar hospedeira de agentes causadores de doenças.
As plantas daninhas afetam diretamente o desenvolvimento da bananeira. Por esse motivo, a cultura precisa estar sempre limpa e livre dessas invasoras, uma vez que elas competem com o cultivo por água, luz e nutrientes.
O manejo das infestações trata de um conjunto de operações para a obtenção do controle das mesmas. Quando realizadas de maneira adequada e no período certo, essas operações prejudicarão sua germinação e desenvolvimento, evitando possíveis prejuízos econômicos e ambientais.
De acordo com o professor Jaime Barros da Silva Filho, no curso Produção de Banana - do plantio à pós-colheita, no cultivo do bananal, o controle das espécies nocivas deve ser feito nos primeiros cinco meses da instalação da cultura no campo. “Esse é o período em que a bananeira é mais sensível, sendo assim, recomenda-se que o processo de eliminação seja feito antes da brotação dos rizomas”, diz o professor, no curso desenvolvido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, em parceria com a FRUPEX - Programa de Apoio à Produção e Exportação de Frutas, Hortaliças, Flores e Plantas Ornamentais.
Após esse período, o que era inconveniente torna-se favorável ao manejo ambiental do pé de banana. As plantas que prejudicavam, agora são fonte de alimento e abrigo para os inimigos naturais das pragas e doenças, contribuindo ainda com a ciclagem de nutrientes e a conservação do solo.
“Mas, para deixar as plantas invasoras conviverem com as bananeiras é preciso identificar se, entre elas, existe alguma que poderá oferecer risco de se tornar hospedeira de nematoides e de agentes causais de doenças, como o moko”, destaca o professor Jaime Barros.
Nesse caso, independente da idade, é necessário eliminá-las, em favor da sanidade da cultura. Dessa forma, o produtor deve conhecer e monitorar as espécies de plantas daninhas que ocorrem na sua lavoura. A intervenção às plantas invasoras poderá ocorrer por capina manual, com auxilio de enxada; controle químico, com aplicação de herbicidas; roçagem; e cobertura do solo com restos culturais.
Por: Ariádine Morgan
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