
O pinhão-manso é uma planta rústica, que se adapta a várias condições de clima e solo. É resistente à seca e pouco atacada por pragas e doenças.
No relatório, publicado na última quinta-feira, 22, pela FAO – Agência para Agricultura e Alimentação, e IFAD – Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura, ambos órgãos da ONU – Organização das Nações Unidas, foi relatado o interesse em usar o pinhão-manso na produção de biodiesel. As instituições apostam no potencial do vegetal para beneficiar agricultores de baixa renda, principalmente em regiões remotas e do semiárido de países em desenvolvimento.
A princípio, a utilização da planta será para gerar luz e cozinhar. O desafio a ser enfrentado está na obtenção de variedades melhores e não tóxicas. Para isso, a ONU destaca a urgência em pesquisas de melhoramento.
O professor e especialista no cultivo de pinhão-manso, Nagashi Tominaga, explica no curso Cultivo de Pinhão-Manso, desenvolvido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, que “o pinhão-manso é uma planta rústica, que se adapta a várias condições de clima e solo. É resistente à seca e pouco atacada por pragas e doenças. Também tem a vantagem de ser perene, produzindo por mais de 40 anos”.
A ONU também avalia o subproduto gerado pelo processamento da semente do pinhão, que pode ser usado como fertilizante e alimento para animais após um tratamento para retirar a toxidade. Ele não é usado para consumo humano e pode ser cultivado em áreas degradadas, onde outros produtos não se desenvolvem.
O maior produtor na Ásia deverá ser a Indonésia. Na África, Gana e Madagascar serão os países em destaque na produção do óleo, e na América Latina, o Brasil, de acordo com relatório das duas agências da ONU.
Por: Ariádine Morgan
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