Forrageiras utilizadas no Brasil têm origem no país anfitrião da Copa

Mais da metade das forrageiras existentes hoje no Brasil, tem origem no continente africano

 

Apesar das muitas diferenças entre o nosso país e o sul africano, os gramados de lá tem muito a ver com os gramados daqui.

 

Faltam quatro dias para o Brasil estrear sua participação nos jogos da Copa 2010, mas, hoje, a bola já começa a rolar nos gramados da África do Sul. Se nossos craques vão sentir alguma dificuldade em campo, essa não terá relação alguma com a grama pela qual as chuteiras vão correr.  Apesar das muitas diferenças entre o nosso país e o sul africano, os gramados de lá tem muito a ver com os gramados daqui.

Mais da metade das forrageiras existentes hoje, no Brasil, tem origem no continente africano. As espécies de grama atravessaram o Atlântico para cobrir nossos gramados, porém, a maior variedade de capins está no espaço rural, alimentando nosso gado. No campo experimental da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco, Minas Gerais, há uma coleção de forrageiras da África. “A chegada dos capins africanos no Brasil se deu inicialmente como cama dos navios negreiros. Então, esses capins chegaram e acabaram sendo jogados nos morros e germinaram”, contou o engenheiro agrônomo da Embrapa, Vander Pereira.

Coordenador do curso Seleção de Forrageiras, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, Vander Pereira diz que o capim-elefante, originário da África, é a gramínea mais difundida  nas regiões tropicais de todo o mundo, inclusive no Brasil. “Essa ocorrência é devido ao capim-elefante ser a forrageira de maior potencial de produção de matéria seca e uma das espécies tropicais de melhor qualidade, como indicam resultados de pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Gado de Leite”.

O capim-elefante também é bastante versátil, podendo ser usado tanto para pastejo do gado, como picado no cocho para os animais. Muitos capins foram melhorados no Brasil pelos pesquisadores. É o caso do capim-elefante anão, que chega a até 1,5 metro de altura. O elefante comum é bem mais alto e pode atingir até seis metros.

Nos campos da África, nossa esperança da taça. Nos campos do Brasil, a riqueza verde que sustenta muitas famílias e abastece tanto o mercado interno como o externo.

Por: Ariádine Morgan

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