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Enem 2013 - A linguagem literária e não-literária

As palavras, na literatura, podem não ter o mesmo valor das palavras que utilizamos na vida diária.

A linguagem literária não foi feita para ser compreendida e sim para seduzir, encantar e emocionar.

A linguagem literária não foi feita para ser compreendida e sim para seduzir, encantar e emocionar.

Que tipo de linguagem usamos ao escrever? Que tipo de linguagem deve ser usada em redação para concurso ou vestibular?

Antes de tudo, precisamos observar que usamos a língua muito mais, para falar do que para escrever, porém, cada vez mais, aumenta a nossa necessidade de usá-la na forma escrita.

A língua falada difere muito da língua escrita e ninguém pode escrever como fala, ou não será compreendido, pois, a língua falada é espontânea, livre e varia de uma região para outra, ganhando sotaques e “coloridos” diferentes. O baiano, por exemplo, tem um jeito todo especial de falar, assim como o gaúcho, o mineiro, o carioca e muitos outros. Portanto, não há um jeito errado ou certo de falar: cada um fala de acordo com seu padrão linguístico, que apresenta variações em função da região, da idade do falante, do seu grau de cultura, da idade ou da cultura da pessoa com quem se fala, do grau de intimidade entre os interlocutores e de muitos outros fatores que influenciam a linguagem.

Já a língua escrita é mais elaborada, menos espontânea, mais uniforme, pois não varia de região para região. É uma língua culta, menos natural, mais formal e obediente à gramática.

A linguagem também pode ser literária ou não-literária. Por exemplo: os textos que somos solicitados a escrever em nossa profissão, na escola ou em concursos são não-literários, isto é, exigem uma linguagem denotativa. Já o texto literário é do âmbito da arte, requer talento; e o artista não aceita regras, não tem a mínima pretensão de ser claro, não tem compromisso com a gramática convencional nem com a verdade dos fatos. Ele só tem compromisso com a estética e com a criatividade.

Quantas vezes ouvimos alguém dizer que não entendeu um poema ou um texto em prosa? Quantas vezes ficamos perplexos diante de um quadro de pintura sem entendê-lo?

A questão é simples: a arte não é para ser entendida, mas para ser apreciada. Ela quer encantar, seduzir, emocionar, e, às vezes, chocar, mas ser compreendida não é sua pretensão. Se você tem talento, parabéns, use e abuse da língua.

Já a linguagem não-literária, própria das redações acadêmicas e profissionais, usa o padrão culto da língua, não aceita gírias, palavrões, regionalismos e neologismos. Mais formal, ela tem compromisso com a gramática, com a verdade e com a ética.

A linguagem não-literária deve ser clara, coerente e objetiva. Ela exige seleção vocabular e obediência a um conjunto de normas como regência, concordância, regras de acentuação, de pontuação entre outras, além do correto emprego das palavras, de acordo com seu significado e com a sua organização sintática.

Em síntese a linguagem literária é mais conotativa, isto é, mais figurada; já a linguagem não-literária é denotativa, com base na realidade dos fatos.

Leia as definições de coração nos textos abaixo e observe a distinção entre o que é linguagem literária e linguagem não-literária:

Linguagem literária

Meu coração é um almirante louco
que abandonou a profissão do mar
e que vai relembrando pouco a pouco
em casa a passear, a passear...

(Do poema “Meu coração é um almirante louco” de Fernando Pessoa)

Linguagem não-literária

O coração é o órgão que bombeia o sangue de forma que circule no corpo de todos os animais. Nos inferiores, o coração é fisiologicamente simples, porém, à medida que a escala zoológica progride, seu grau de complexidade estrutural e funcional aumenta proporcionalmente.
(pt.wikipedia.org/coracao)

A linguagem denotativa é clara, objetiva, real, direta, gramatical e coerente. A linguagem conotativa  é ambígua, subjetiva, incoerente, fantasiosa e livre.

 

 

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