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Pimenta-do-reino: dicas para o preparo de mudas

Os leitos de enraizamento das mudas de pimenta-do-reino devem ser cobertos para proteção contra a insolação excessiva

Os leitos de enraizamento das mudas de pimenta-do-reino devem ser cobertos para proteção contra a insolação excessiva

 

O método convencional de preparo de mudas de pimenta-do-reino é aquele que utiliza estacas semilenhosas com três ou quatro nós. As hastes para estaquia devem ser retiradas de plantas jovens com dois a quatro anos de idade. As plantas matrizes devem ser vigorosas, sadias, produtivas e de bom aspecto fitossanitário.

Estacas com boas características são provenientes de ramos de crescimento, localizados junto ao tutor, que apresentam raízes fixas a ele. Os ramos devem ter coloração verde, de 0,5 a 1,0cm de diâmetro, preferencialmente com uma folha cortada ao meio no nó superior.

A retirada dos ramos é feita usando tesoura de poda, cortando-se a pimenteira aproximadamente a 1m do solo. A época ideal para a sua retirada é no período pós-chuva e, se possível, antes da floração.

Após o corte dos ramos, deve-se proceder à retirada de ramos produtivos, que não servem para a produção de mudas. Em seguida, as estacas devem ser mergulhadas em só lução à base de Benomyl a 1% (10 g de Benomyl para 10L de água), durante 10min.

A seguir, as estacas devem ser colocadas para enraizar, em leito de enraizamento, por 10 a 20 dias. O leito pode ser preenchido com areia lavada, casca de arroz carbonizada, pó de serra, vermiculita, dentre outros materiais. Deve-se enterrar dois ou três nós, deixando apenas um ou dois acima da superfície.

Os leitos de enraizamento devem ser cobertos para proteção contra a insolação excessiva. Devem ser feitos jiraus de madeira ou bambu, cerca de 80cm do solo, cobertos com sombrite, ripas de bambu, folhas de bananeira, folhas de coqueiro, ramos de milho e outros materiais disponíveis.

Depois do período de permanência no leito, as estacas devem ser transplantadas para sacos plásticos, preenchidos com substratos apropriados.

As estacas enviveiradas devem ser irrigadas diariamente, evitando-se, no entanto, o excesso de umidade. É preciso manter o viveiro livre do mato, fazendo capinas sempre que necessário.

Da mesma forma, é necessário aplicar, quinzenalmente, fungicidas cúpricos à base de óxido cuproso ou oxicloreto de cobre, na base de 30 g do produto comercial por 10L de água.

Por Andréa Oliveira.

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