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Santa Inês, ovinos com excelente aptidão para a carne

Esses ovinos suportam bem o manejo extensivo, com ótima produtividade

Santa Inês

A raça Santa Inês possui pelagem nas cores preta, vermelha e branca e suas combinações

A raça Santa Inês teve sua origem no Nordeste do Brasil. Tem, em seu sangue, entre outras, as raças Morada Nova, Somalis e Bergamácia, uma raça leiteira de origem italiana. Apesar da influência do sangue de uma raça europeia, a Santa Inês manteve a característica de rusticidade herdada da raça Morada Nova. São animais que suportam bem o manejo extensivo, com ótima produtividade.

Os ovinos Santa Inês são desprovidos de lã (deslanados), de grande porte, mochos (sem chifres) e com quatro tipos de pelagem ( branca, chitada, vermelha e preta). Os machos adultos pesam de 80 a 100 kg, já as fêmeas adultas pesam de 60 a 70 kg. São animais de excelente aptidão para carne e pele, mas requerem cuidados por serem exigentes quanto à alimentação (adapta-se a ambientes com bons recursos forrageiros), já que necessitam de boa pastagem ou complemento.

A procura pela carne do Santa Inês, de sabor delicado e de fácil digestão, elevou os preços do  cordeiro a patamares que os criadores não imaginariam há anos. Atualmente, a demanda por carne de ovinos é bem superior à oferta, e crescente, tanto nos restaurantes e na rede hoteleira como no varejo. A produção brasileira é de 29 mil toneladas, havendo um déficit de 600 mil cordeiros para abastecer o mercado. A carne é exportada, principalmente, para o Chile e o Uruguai.

No mercado brasileiro, o quilo de carne de carneiro varia de 12 a 16 reais em Porto Alegre ou no interior de São Paulo. Entretanto, chega ao dobro nos restaurantes de São Paulo (capital). Para dar incentivo à criação de ovinos no Estado, a Secretaria de Agricultura de São Paulo criou um programa que funciona com o Fiap. Este oferece aos criadores financiamentos para adquirir e reformar instalações com capacidade para até 250 matrizes com 4% de juros ao ano.

Como já dessemos, o Santa Inês tem a principal finalidade de produzir carne. Os seus criadores, por meio da seleção e do manejo alimentar, vêm melhorando sua carcaça, colocando mais carne no traseiro, no lombo e na cobertura da palheta, estando a carcaça mais próxima do que podemos chamar de ovino tipo carne. Isso foi conseguido com muitos anos de trabalho de seleção, pois a raça Santa Inês é formada por cruzamentos de ovinos que não eram produtores de carne.

Embora sejam especializadas na produção de carne, as fêmeas do Santa Inês também são excelentes produtoras de leite, prolíferas e boas criadeiras, com frequentes partos duplos, capazes de desmamar cordeiros  muito saudáveis, com bom peso. 

A cabeça desses ovinos tem tamanho médio, com perfil semiconvexo, focinho alongado, boa separação entre os olhos, narinas proeminentes (com mucosas pigmentadas), orelhas carnudas (em forma de lança, cobertas de pelos, tamanho médio, inserção firme e um pouco inclinadas na direção do comprimento da cabeça), pescoço de tamanho regular (alongado, bem inserido no corpo, com ou sem brincos).

O Santa Inês possui corpo de tronco forte, quarto dianteiro e traseiro grandes, de ossatura vigorosa, dorso (tendendo a reto, podendo apresentar pequena depressão na cernelha), garupa levemente inclinada (tendo apoio em quartos fortes e bem colocados), cauda de comprimento médio (não passando dos jarretes), membros com ossos vigorosos, cascos escuros ou brancos (de acordo com a cor das mucosas nasais e orbitas oculares), possui pelagem nas cores preta, vermelha e branca e suas combinações.

Quanto aos fatores desclassificatórios em exposições, os principais defeitos desses ovinos são:

- Mucosas nasais e cascos brancos nas pelagens de cor;
- Porte pequeno, cobertura muscular deficiente nos quartos, no lombo e na garupa
- Orelhas penduradas na inserção, perfil da cabeça ultraconvexo;
- Nuca estreita, presença de chifres ou rudimentos de chifres;
- Monorquidia, criptorquidia e hipoplasia de testículos;
- Prognatismo, lordose, cifose e tronco excessivamente curto;
- Falhas de aprumos e ossos finos.

Aprenda mais sobre os ovinos, acessando os cursos da área Criação de Ovinos, elaborados pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Por Andréa Oliveira

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Comentários

Salvio fontes

22 de out de 2017

Bom dia, gostaria de mais informaçoes de como fazer o curso de criação de ovinos de corte.

Resposta do Portal Cursos CPT

23 de out de 2017

Olá, Salvio.

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. Nossas consultoras entrarão em contato.

Atenciosamente,

Renato Rodrigues.

LEVI GOMES

17 de fev de 2017

Já adquirir um curso com voces: Criaçao de ovinos de corte. No inicio não gostei, mas depois passei a estudar e criar ovelhas, e gostei. Agora queria ver como conseguir o "curso técnico como produzir mais cordeiros"?

Resposta do Portal Cursos CPT

24 de fev de 2017

Olá Levi,

Nossas consultoras entrarão em contato com mais informações.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

ricardoalexandredemelooliveira

17 de set de 2016

Isto pra mim é um ensinamento muito bom gostaria de saber mas sobre esta raça e como começa uma criação

Resposta do Portal Cursos CPT

19 de set de 2016

Olá Ricardo,

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. A raça Santa Inês é uma raça desenvolvida no Nordeste, porém sua origem ainda é incerta. A mais provável é que seja resultante de combinações entre quatro fontes genéticas:

• Animais lanados tipo Crioulos, que foram trazidos pelos colonizadores portugueses e espanhóis, mas que sob as condições tropicais, perderam totalmente ou grande parte da lã de seu corpo.

• Ovinos deslanados oriundos do continente africano, que deram origem à maioria das raças deslanadas do Brasil, América Central e Caribe.

• A raça Bergamácia, de origem italiana, cruzada tanto com as ovelhas remanescentes daquelas oriundas do continente africano, quanto com as da raça Morada Nova, seguida por um período de seleção e/ou evolução para ausência de lã.

• As raças Somalis Brasileira e Suffolk, que no final da década de 80 foram adicionadas à raça Santa Inês por um pequeno grupo de criadores.

Aspectos Gerais

A raça Santa Inês, deslanada e de grande porte, encerra alto valor adaptativo (embora seja exigente nutricionalmente) e reprodutivo, o que a destaca como excelente alternativa para a produção de carne em quase todas as regiões do Brasil, com o diferencial de apresentar bom desenvolvimento ponderal, boa resistência a parasitas gastrointestinais, excelente qualidade de pele. Estes atributos a colocam em posição estratégica como reserva de diversidade genética factível de uso em programas de melhoramento, por meio de seleção e cruzamentos. A baixa prolificidade e limitações em algumas características de carcaça são atributos restritivos, mas que não comprometem a raça Santa Inês como opção viável para produção de carne no País.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

ALEXANDRO COSTA SANTOS

17 de out de 2014

Gostaria de receber mais informações a respeito da raça Santa Inês, tipo, adaptação em região do semiárido baiano, qual tipo de volumoso se adequa mais, quanto a condição sanitária para semi confinamento, enfim, quanto mais informação melhor. Muito obrigado.

Resposta do Portal Cursos CPT

21 de out de 2014

Olá, Alexandro!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

A raça Santa Inês é um animal deslanado, com pêlos curtos e sedosos; de grande porte com média de peso para macho de 80 a 120 Kg e para a fêmeas de 60 a 90 kg. Excelente qualidade de carne e baixo teor de gordura, pele de altíssima qualidade, rústicos e precoces, adaptável a qualquer sistema de criação e pastagem, e as mais diversas regiões do país. Fêmeas prolíferas e com boa habilidade materna.

É uma raça desenvolvida no nordeste brasileiro, resultante do cruzamento intercorrente das raças bargamácia, Morada Nova, Somalis e outros ovinos sem definida (SRD).

Esta raça adapta-se bem a ambientes com bons recursos forrageiros, pois é exigente quanto à alimentação. Apesar da influência do sangue de uma raça européia, a Santa Inês manteve a característica de rusticidade herdada da raça Morada Nova. São animais que suportam bem manejo extensivo, com boa produtividade.

Para mais informações o CPT possui o Curso Raças e Cruzamentos de Ovinos.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

ÍTALO DA ROCHA SANTOS

7 de jan de 2013

Gostei e aprovo, estou com projeto de ovinocultura e espero que com essas informações possa melhorar meu conhecimento frente a essa ideia.

Resposta do Portal Cursos CPT

7 de jan de 2013

Olá, Ítalo!

Ficamos felizes com sua visita e comentário em nosso site.

Não deixe de acessar o site para ficar por dentro de notícias na sua área de interesse.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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