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Ovinos em confinamento - manejo sanitário e manejo dos cordeiros

Entre as atividades de prevenção de problemas sanitários destaca-se a higienização das instalações, que deve constituir preocupação constante do confinador

OVINOS EM CONFINAMENTO

A higiene das instalações é um aspecto de extrema importância na produção de caprinos e ovinos em confinamento

A higiene das instalações é, sem sombra de dúvida, um aspecto de extrema importância na produção de caprinos e ovinos em confinamento, sobretudo quando se trata de currais, apriscos e centros de manejo. Ressalta-se, também, que a principal característica do manejo sanitário é o seu caráter preventivo.

Portanto, entre as atividades de prevenção de problemas sanitários destaca-se a higienização das instalações, que deve constituir preocupação constante do confinador. Em um ambiente onde vive um grande número de animais em espaço reduzido os problemas sanitários tendem a se agravar.

“As principais práticas de manejo adotadas em confinamentos, então, advertem que, sempre que necessário, dependendo do nível de acúmulo de dejetos e da umidade, no caso de cama, deve-se proceder à limpeza”, afirma o professor Edson Ramos Siqueira, do curso Produção Intensiva de Cordeiros – Confinamento, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

A maior ou a menor frequência de limpeza está condicionada às condições ambientais como: períodos chuvoso e seco, o tipo da instalação, a categoria de animais e as fazes de produção (gestação, lactação, acabamento, e outros). Todavia, o bom senso do produtor ou do manejador é o melhor referencial indicativo para o estabelecimento da frequência de limpeza das instalações.

Manejo sanitário

OVINOS EM CONFINAMENTO

Os pisos elevados ou ripados facilitam o processo de limpeza e são preferidos pela maior parte dos criadores

Pisos
Os pisos elevados ou ripados facilitam o processo de limpeza e são preferidos pela maior parte dos criadores. Entretanto, estes são de custos elevados para a condução de grandes projetos.

Coxos e bebedouros
Os coxos de arrimos devem ser limpos antes de novo trato. Os bebedouros também devem passar por limpeza rigorosa, semanalmente. Para esse trabalho de higienização dos bebedouros utiliza-se uma escova de cerdas firmes, para esfregar as paredes.

Sinais de doenças
Durante a alimentação dos ovinos, o tratador deve observar bem os animais, buscando-se detectar previamente possíveis sinais de doenças. Um animal que permanece isolado e quieto, e que não se alimenta corretamente a maior parte do tempo, mostra claros sinais de anomalia, por causa disso merece atenção especial e assistência de um médico veterinário.

Doenças
Quanto a doenças e controle de verminoses devem ser tomados os seguintes cuidados:
Com relação às questões sanitárias, em confinamento, a enterotoxemia, costeridiose, é a principal enfermidade que acomete os cordeiros em sistema intensivo de terminação. Para protegê-los é importante que as ovelhas sejam vacinadas no último mês de gestação. Posteriormente, os cordeiros serão vacinados 15 dias antes da desmama, devendo-se repetir a dose uma semana a 10 dias após a desmama. É contraindicada a aplicação da vacina durante a desmama, tendo em vista o estresse que esse processo oferece aos animais. Em vista disso, utiliza-se o referido sistema de vacinação. A vermifugação da desmama tem como objetivo limpar esses animais dos parasitos que ingeriram durante a fase em que permaneceram na pastagem. Um ponto importante é que sete dias após a aplicação do vermífugo seja feita uma coleta de fezes para exame, buscando-se certificar da eficácia do vermífugo.

OVINOS EM CONFINAMENTO

É importante que as ovelhas sejam vacinadas no último mês de gestação

Manejo dos cordeiros

Cordeiros
Quando há rigorosos cuidados com as fêmeas gestantes, torna-se maior a possibilidade de os cordeiros nascerem fortes e com boa resistência orgânica. Mas esta é uma fase muito delicada, podendo haver mortalidade dos cordeiros causada por: fome, chuvas com ventos, predadores, falta de atenção do criador, entre outros. Visando a um melhor e maior desenvolvimento dos cordeiros, deve-se tomar as medidas abaixo relacionadas:

Abrigar os animais
O frio, o vento e a chuva são grandes inimigos do cordeiro recém-nascido, e, por este motivo, deve-se abrigar os animais jovens para minimizar esse problema.

Fornecimento do colostro
Logo após o nascimento deve ser fornecido o colostro (primeiro leite), pois ele tem efeito imunizante, laxativo, antitóxico e nutritivo. É comum a utilização de banco de colostro (reserva de colostro) para fornecimento aos animais, caso a mãe possa morrer ou ter dificuldade em amamentar. Quanto mais rápida a ingestão do colostro (6 primeiras horas) melhor, porque, com o passar do tempo o animal perde a capacidade de absorver as imunoglobulinas.

Cura do umbigo
Após o nascimento deve ser realizada a cura do umbigo dos cordeiros. Usa-se tintura de iodo (10%) para facilitar a cicatrização e evitar infecção.

Identificação dos cordeiros
É importante a prática de identificação do cordeiro (numeração), seja por tatuagem, brinco ou colar; para saber quem é a mãe e a data do nascimento. Alguns criadores também fazem uma ficha de cada cria para facilitar o controle zootécnico do rebanho.

OVINOS EM CONFINAMENTO

Após o nascimento deve ser fornecido o colostro (primeiro leite), pois ele tem efeito imunizante, laxativo, antitóxico e nutritivo

Descola ou derrabagem
Consiste no corte da cauda dos ovinos. Esse corte é recomendado como prática higiênica em animais lanados. O animal com cauda grande pode reter fezes, urina e secreções do parto. Assim, recomenda-se o corte da cauda, entre o terceiro e o quinto dia de vida dos cordeiros. O corte é realizado, usando-se uma chapa cortante aquecida, ou com alicate (tipo torquês), em uma distância de dois dedos da inserção da cauda. Essa prática, entretanto, não é comum em animais deslanados e de cauda gorda.

Desmame
O desmame é o processo pelo qual se introduz a dieta do animal adulto, para substituir o leite materno, até então única fonte de nutrição do cordeiro. Alguns autores sugerem que o desmame precoce ocorre, quando os cordeiros são retirados do leite com 21 a 45 dias de idade; o semi-precoce pode ocorrer com os animais com 60 a 100 dias, e o tardio ocorre com os animais entre 100 e 150 dias de idade. Não é aconselhável o desmame após 60 dias de idade, pode ser antieconômico e não ser vantajoso. O cordeiro com 45 dias está apto a se alimentar normalmente, estando o seu aparelho digestivo quase todo desenvolvido como o de um ruminante verdadeiro. As ovelhas que desmamam seus cordeiros mais precocemente se recuperam mais rápido para uma próxima gestação.

Vantagens da desmama precoce
Com o manejo apropriado, a desmama precoce pode reduzir a infestação de vermes nos cordeiros.

Castração
A castração é uma questão muito discutida pelos pesquisadores, alguns não indicam a castração de animais que serão abatidos precocemente para a produção de carne, pois apresentam melhores resultados. Quando realizada, a castração é feita, normalmente, dos 15 aos 30 dias de idade. Deve-se ter cuidado com a higiene e a desinfecção da área operada.

OVINOS EM CONFINAMENTO

A desmama precoce pode reduzir a infestação de vermes nos cordeiros

Ordenha
Em se tratando de salas de ordenha, a higienização deve ser realizada, diariamente, logo após efetuada cada ordenha.

Outros artigos relacionados ao tema:

Ovinos em confinamento - principais enfermidades

Ovinos em confinamento - manejo de ordenha e do ordenhador

Ovinos em confinamento - o mercado de cordeiros

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Por Silvana Teixeira

 

 

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