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Cruzamento triplo em ovinos de corte: como fazer

O cruzamento triplo é aquele em que se usa três raças, com características distintas, afim de obter o melhor cordeiro para o mercado

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O cruzamento triplo é aquele em que se usa três raças, com características distintas. Por exemplo: sobre um rebanho base de ovelhas tipo carne adaptada, utiliza-se carneiros de uma raça de boa produção de leite e bom porte. A fêmea meio-sangue será, então, acasalada com reprodutores de raças especializadas para carne, obtendo-se, assim, o cordeiro para o mercado.

As fêmeas meio sangue geralmente resultarão do cruzamento entre raças mais adaptadas ao meio ambiente com uma raça de alta aptidão leiteira, buscando-se fêmeas ½ sangue com boa habilidade materna, o que vai diminuir sensivelmente a taxa de mortalidade de cordeiros, e grande adaptação à vida nas pastagens tropicais, sob um manejo mais simples. Estas matrizes serão cobertas por machos de raças especializadas em produção de carne. “Este é um tipo de cruzamento terminal, onde a geração F2, tanto machos como fêmeas, será destinada ao abate”, afirma Dr. Edson Ramos de Siqueira, professor do Curso a Distância CPT Criação de Ovinos de Corte, em Livro+DVD e Curso Online.

Vejamos alguns exemplos: animais meio sangue Bergamácia e Ile de France ou ovelhas meio sangue Bergamácia e Suffolk. Podemos dizer que estes são animais que herdaram de seus genitores características produtivas e de adaptabilidade ao ambiente (Suffolk), como boa carcaça (Ile de France), rapidez de engorda e alta produção leiteira (Bergamácia), graças ao efeito do vigor híbrido.

Ao executar o cruzamento destas fêmeas meio sangue com um carneiro Texel, puro, por exemplo, teremos como resultado animais de aptidão para terminação em confinamento, inclusive com boa carcaça. E com um detalhe adicional: serão desmamados com maior peso, por causa da boa qualidade das mães. Mas também poderíamos providenciar a cobertura destas fêmeas meio sangue por machos da raça Morada Nova, de origem tropical. Os descendentes, mais uma vez, seriam desmamados com alto peso, e seriam animais bastante resistentes a um ambiente rústico e a condições de manejo extensivas.

No cruzamento absorvente, o objetivo é formar animais puros a partir de cruzamentos, em vista das dificuldades de se conseguir um grande número de fêmeas puras para a criação. Assim, cruzam-se fêmeas de uma raça base de qualquer característica genética, com carneiros de uma raça pura, que chamaremos de raça alvo. Sobre a fêmea meio-sangue resultante do cruzamento, colocam-se reprodutores da mesma raça alvo, produzindo fêmeas três quartos, e assim, sucessivamente, até que se chegue ao puro por cruza, na quinta geração. É importante salientar que a criação de rebanhos puros de raças tipo carne é recomendável somente em ambientes que propiciem alto nível nutricional.

Por esta técnica se busca ampliar o rebanho de animais puros de uma determinada raça, cuja população de fêmeas puras é muito pequena. No momento atual de crescimento da ovinocultura de corte em todo o país, a aquisição de matrizes e certas raças pode ser difícil e caro. Para fazer o cruzamento absorvente partimos de um grupo de qualquer genótipo e sobre as ovelhas passamos a usar sempre carneiros da raça que queremos atingir, geração após geração, em todas as fêmeas resultantes. Dessa maneira, na primeira geração serão obtidas fêmeas meio sangue, sobre as quais será colocada novamente a raça alvo, chegando aos ¾ de sangue. Em seguida o procedimento se repete, atingindo os vários graus de sangue a cada geração: 7/8, 15/16 e finalmente, 31/32. Esta última geração já pode ser inspecionada pelo técnico do Serviço Registro Genealógico, recebendo a tatuagem SO (abreviatura de Seleção Ovina), entrando para o RGB (serviço de Registro Genealógico do Brasil).

Os machos resultantes destas várias gerações de cruzamentos devem ser descartados. Por exemplo: suponha um criador proprietário de um rebanho com uma pequena parcela de animais da raça Corriedale, e um grande número de exemplares Border Leicester, interessado em ampliar seu rebanho Border ainda mais. Ao adotar o cruzamento absorvente, poderá utilizar suas próprias fêmeas Corriedale para isso. O resultado obtido é o seguinte: na primeira geração (F1) serão obtidos machos e fêmeas meio sangue. Na segunda geração (F2) animais ¾ de sangue, passando por 7/8, 15/16 até 31/32. Pudemos observar pelas imagens que a cada geração, os animais tinham uma aparência mais próxima aos Border Leicester puros. Na geração 31/32 são quase indistintos, e machos e fêmeas podem ser utilizados em acasalamentos com animais puros da mesma raça.

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Por Silvana Teixeira.

 

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