Inclusão escolar: o que dizer sobre isso?

Incluir não significa apenas receber o aluno com deficiência nas escolas comuns. Educar de forma inclusiva é alcançar o aprendizado de cada aluno individualmente

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Incluir não significa apenas receber o aluno com deficiência nas escolas comuns. Educar de forma inclusiva é encontrar um caminho pedagógico para alcançar o aprendizado de cada aluno individualmente, já que as deficiências interferem diretamente no processo de ensino-aprendizagem. "Se não houver boa vontade por parte dos envolvidos no processo de inclusão escolar da pessoa com deficiência, qualquer aparato legal não tem valor", afirma Emiliane Rezende, professora do Curso a Distância CPT Educação Inclusiva e Educação Especial, em Livro+DVD e Curso Online.

É muito comum ouvir professores dizendo que não se sentem preparados para trabalhar com alunos com deficiência. Se fosse possível adiar o processo inclusivo, ele jamais aconteceria, porque os professores continuariam se sentindo despreparados por tempo indeterminado. Não existe outra forma para aprender a fazer alguma coisa que não seja fazendo na prática. Muitas mazelas estão acontecendo pelas escolas do Brasil sob o título de inclusão, mas existem também experiências bem sucedidas que devem ser amplamente divulgadas como forma de incentivar todas as pessoas a abraçar as diferenças.

Categorizações da deficiência


De acordo com Zacharias (2007), embora sejam muitas as desvantagens decorrentes da classificação de pessoas em categorias, na educação elas se tornam necessárias. O mesmo autor sugere a classificação:
- Deficientes Intelectuais
- Superdotados
- Deficientes mentais: educáveis; treináveis; e dependentes
- Deficientes Físicos Não Sensoriais
- Deficientes Físicos Sensoriais: deficientes auditivos (surdos); e deficientes visuais (cegos)
- Deficientes Psicossociais: alunos com distúrbios emocionais; e alunos com desajustes sociais
- Deficiência Múltipla: alunos que apresentam mais de um tipo de deficiência.

Os professores envolvidos com a inclusão devem ter conhecimentos básicos sobre as características de cada deficiência, pois muitas delas só são de fato detectadas quando o aluno vai para a escola. Enquadrar os alunos como deficientes pode ser perigoso, pois, para ser vítima de preconceito, basta fugir um pouquinho dos padrões da normalidade.

Os professores precisam conhecer, observar e, com muita cautela, sugerir encaminhamentos para outros profissionais, depois de esgotadas as tentativas dentro da sala de aula. Professor não diagnostica aluno com uma ou outra deficiência. Ele observa, busca alternativas, tenta compreender, para, depois, sem alarde, sugerir outras intervenções, quando for realmente necessário. Agindo dessa forma, evita-se uma tendência que surgiu após o movimento inclusivo que é a de os professores e a escola, em geral, tentarem passar a responsabilidade pela aprendizagem do aluno para outros profissionais.

O professor comprometido com a educação e com o bem-estar de seus alunos quando suspeita que algum deles tenha um tipo de deficiência ou outra desordem qualquer, pesquisa, se informa, observa, para depois comunicar ao coordenador pedagógico da escola que organizará uma reunião formal para comunicar aos pais as questões observadas em sala de aula, tais como:
- Atenção/dispersão;
- Relacionamento com os professores e colegas,
- Inquietação ou apatia;
- Autonomia/dependência;
- Agilidade/lentidão;
- Resposta aos conteúdos propostos, entre outros.

Todos os membros da escola, sem exceção, devem estar muito atentos e precisam ser orientados em relação à forma de se referir tanto aos alunos com deficiência quanto aos sem deficiência. Termos pejorativos como doidinho, ceguinho, mudinho, aleijado, doente, aluado, mongol, pinel, tortinho, entre tantos outros, podem ser deletados da memória de todos os funcionários da escola, para evitar que os alunos ouçam e, consequentemente, reproduzam.

Quando um aluno se referir ao outro utilizando algum dos termos mencionados, a escola precisa se posicionar, a fim de evitar constrangimentos ao aluno deficiente e orientar o aluno ofensor (mesmo que não haja a intenção da ofensa) a não utilizar termos desagradáveis que firam a autoestima do colega. Ensinar a respeitar beneficia toda a escola e gera pessoas melhores.

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Por Silvana Teixeira.

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Comentários

Fagner dos santos cunha

5 de mai de 2018

Estão de parabéns pelo trabalho

Resposta do Portal Cursos CPT

7 de mai de 2018

Olá Fagner,

Ficamos felizes que tenha gostado do nosso conteúdo.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

 

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