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Você sabe o que é banco de sementes do solo?

O banco de sementes do solo é formado, principalmente, por espécies pioneiras que, normalmente, apresentam dispersão a longa distância

O banco de sementes do solo é formado, principalmente, por espécies pioneiras que, normalmente, apresentam dispersão a longa distância

 

O banco de sementes compreende as sementes viáveis presentes na camada superficial do solo. Por meio de uma moldura de 0,25 x 0,25 m ou de 0,5 x 0,5 m, lançada na superfície do solo, retira-se a serapilheira dura superficial (restos de vegetação, como folhas, ramos e caules) e coleta-se o solo, em uma profundidade de até 3 a 5 cm, que retém a maior parte das sementes viáveis. O número de amostras dependerá das dimensões da área em restauração e do tamanho da amostra.

As amostras de solo são transferidas para viveiro, onde são mantidas cobertas com tela de náilon de 1,0 cm de malha, para evitar contaminações com sementes vindas de fontes próximas, o que pode mascarar os resultados. Devem ser fornecidas condições ótimas de luz e umidade para a germinação das sementes do banco, o que é conseguido por meio de irrigação diária e sombreamento máximo de 50%.

O banco de sementes do solo é formado, principalmente, por espécies pioneiras que, normalmente, apresentam dispersão a longa distância e, portanto, não estão, necessariamente, presentes na vegetação local. Em condições de boa cobertura vegetal e com bom sombreamento do solo, espera-se que essas espécies pioneiras presentes no banco não encontrem condições favoráveis à germinação e ao estabelecimento, a menos que ocorra um distúrbio.

Contudo, esse aspecto não diminui a importância do banco de sementes como indicador de recuperação e de sustentabilidade, uma vez que são as espécies pioneiras que irão desencadear o processo de colonização de uma área, após uma perturbação. O importante é determinar a riqueza de espécies do banco de sementes e a proporção entre espécies nativas e exóticas invasoras e plantas daninhas.

Um banco com elevada densidade de sementes de espécies potencialmente invasoras ou gramíneas agressivas como a braquiária, por exemplo, sugere que, frente a um distúrbio natural, como a abertura de grandes clareiras, essas espécies poderão vir a colonizar a área, podendo competir com as espécies nativas, afetando a sustentabilidade e a conservação da floresta que foi recuperada.

O banco de sementes pode também ser utilizado como indicador do potencial de regeneração de áreas a serem restauradas. Ele é mais eficiente quando é coletado mais de uma vez no ano, pelo menos duas vezes, na estação chuvosa e na estação seca, o que possibilita amostrar sementes tanto de espécies pioneiras formadoras de banco persistente como de espécies não pioneiras formadoras de banco transitório.

Por Andréa Oliveira.

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