Planejamento e métodos de execução para o correto gerenciamento do aterro sanitário

Os planos e métodos são estabelecidos considerando o tipo de aterro e os objetivos dele

O planejamento de um aterro sanitário é dividido em etapas. A execução dos trabalhos diários dependerá de como elas serão definidas, portanto carecem de elaboração criteriosa, pautada em conhecimentos seguros e informações confiáveis. Esses aspectos determinarão o sucesso dos métodos e sistemas de execução. Consequentemente, culminará em um gerencimento adequado do aterro sanitário. Sendo assim, um preparo prévio da equipe responsável pela implantação e operação do aterro é indispensável.

Estudos preliminares e de implantação física antecedem a elaboração do projeto do aterro

Em primeiro lugar, é importante saber que os estudos preliminares e de implantação física caracterizam as atividades iniciais do planejamento, e antecedem inclusive a elaboração do projeto executivo e do projeto do aterro. De acordo com a engenheira-arquiteta Maeli Estrêla Borges, professora do curso Aterro Sanitário – Planejamento e Operação, desenvolvido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, o planejamento é constituído de três etapas.

Uma delas é o estudo conceitual, nele realizam-se as seguintes tarefas: conhecimento do problema; levantamento de informações básicas sobre o lixo; seleção e caracterização do local; e concepção e justificativa do projeto. No que diz respeito ao levantamento de informações, especificamente, o curso sugere os seguintes passos:

– Identificar quais tipos de lixo deverão ser aterrados;
– Necessidade de pesagem do lixo coletado;
– Determinação do peso específico do lixo;
– Levantamento da produção de lixo per capita;
– Caracterização do lixo;
– Projeção da população;
– Projeção da produção de lixo.

Além disso, o planejamento também é uma fase que contribui para que os responsáveis pelos projetos avaliem o local onde será implementado o aterro, verifiquem as condições do lugar e tome as providências devidas quanto às metas estabelecidas. A respeito disso, a especialista do curso ressalta a necessidade de conhecer bem o meio físico local, o meio antrópico e o meio biótico. Chama também a atenção para os parâmetros que devem ser levantados nessa etapa, como por exemplo os planos para o futuro uso da área e os tipos de rejeitos a serem aterrados, além da determinação se o aterro terá fins energéticos ou se será convencional.

É necessário determinar se o aterro será convencional ou se terá fins energéticos

Todos esses detalhes são fatores que influenciam na escolha dos métodos e sistemas executados nas atividades do aterro, pois serão selecionados conforme as características do local. Os métodos podem ser: o da trincheira; o da área e o da rampa. O primeiro é adotado em terrenos planos para escavações no solo com largura entre 10m e 30m, e profundidade de 3m. O método da área, por sua vez, é designado para zonas baixas, onde não há chances de aproveitar o solo para material de cobertura. Já o método da rampa é realizado aproveitando um talude, seja ele natural ou não.

Mas, tanto para o planejamento quanto para a escolha do método de excecução é exigido que sejam estudados e determinados os sistemas de drenagem de líquidos, abordando as questões referentes à produção do chorume e do biogás. Sobre tais aspectos, algumas das cosiderações trazidas pelo curso são:

Sistemas de drenagem

Os sistemas de drenagem deverão ser projetados visando a drenagem superficial e de águas pluviais, a drenagem do chorume e a drenagem do biogás. A drenagem de águas pluviais tem como objetivo evitar transtornos operacionais ou o aumento da produção de líquido percolado. A solução mais simples para esse tipo de drenagem é a execução de valetas com seção retangular e declividade de fundo superior ou igual a 2%, para as laterais do terreno, conduzindo toda a água canalizada para um ponto distante, onde não cause problemas de estabilidade ao aterro ou aumento da geração de líquido percolado.

Produção do chorume

É preciso pensar nos planos para o futuro uso da área e os tipos de lixo para aterramento

O chorume é um líquido escuro e mal-cheiroso, resultado da decomposição e da dissolução em água da matéria orgânica. O chorume deve ser captado e tratado em processos biológicos, como lagoas de estabilização e, ou, em reatores anaeróbios ou em filtros biológicos.Também pode ser recirculado para infiltração no aterro sanitário. É importante que seja mantido o monitoramento periódico do chorume, fazendo análises da água subterrânea na área do aterro, para identificar se está havendo contaminação pelo chorume percolado e também monitorar o volume de coleta em relação à estimativa do projeto e à qualidade do efluente do tratamento, para serem mantidos os padrões exigidos pela legislação ambiental.

Produção do biogás


O biogás é resultante da decomposição biológica do lixo e é composto basicamente de CO2 e CH4, o metano, que é inflamável. O valor desse gás, como fonte de energia, tem atraído a atenção das autoridades para o seu aproveitamento na área industrial e comercial. O controle da geração e saída desses gases deve ser realizado através de drenagem vertical, preferencialmente conectada com a drenagem horizontal de chorume.


Aprenda mais sobre o planejamento e a operação de um aterro sanitário, acessando e conhecendo outros tópicos do curso, como: Geração de lixo e limpeza urbana; Tipos de lixo a serem aterrados; Chorume: problema ou solução?; Sistemas de captação do biogás bruto; entre outros.

Por Luci Silva

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Comentários

reginaldo pascoal fama

3 de out de 2012

É bem verdade que nós em África concretamente em Angola não temos um controlo eficaz de um aterro sanitário. Eu gostaria e agradecia se me ajudacem com uma ideia para que eu pouça dar ou mesmo levar ao nosso ministério do Ambiente.

Resposta do Portal Cursos CPT

12 de nov de 2012

Olá Reginaldo,

Agradecemos pela sua visita e comentário em nosso site.

Temos uma série de conteúdos já desenvolvidos a respeito do assunto que deseja saber.

Clicando nos links será redirecionado às matérias.

Planejamento e operação de aterro sanitário

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Natália Mayrink De Lazzari

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