Os métodos de controle de plantas invasoras no plantio direto

No sistema de plantio direto, o controle das plantas invasoras é feito pelo método químico, através da aplicação de herbicidas e pelo método mecânico, cobrindo a superfície do solo com uma camada de cobertura morta

plantas invasoras

As plantas invasoras são fortes competidoras por luz, água e nutrientes do solo

No plantio direto é de fundamental importância o controle das plantas invasoras, do contrário, se tornarão fortes competidoras por luz, água, nutrientes do solo, espaço físico e, além disso, poderão ainda servir de hospedeiras de doenças, nematoides e insetos.

No sistema de plantio direto, o controle das plantas invasoras é feito pelo método químico, ou seja, por meio da aplicação de herbicidas e pelo método mecânico, que visa cobrir a superfície do solo com uma camada de cobertura morta.

O não revolvimento do solo, no plantio direto, altera o comportamento das plantas invasoras. As espécies anuais diminuem, enquanto que as perenes aumentam. Existem espécies anuais, como papuã e o leiteiro, que se apresentam mais agressivas no sistema de plantio direto do que no convencional, principalmente quando a cobertura morta não é suficiente.

“Existem diversos tipos de plantas invasoras, como por exemplo, as invasoras de inverno, as invasoras de verão e as espécies perenes”, afirma o professor Afonso Peche, do curso Plantio Direto,  produzido pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Dentre as plantas invasoras de inverno encontram-se as dicotiledôneas anuais de folhas largas (cipó-de-veado, nabo, silene, gorga, serralha, esparguta, orelha de urso, flor roxa e aipo bravo). Quando as temperaturas de inverno são elevadas podem surgir: picão preto, corriola, poaia branca, picão branco (fazendeiro). Também, as gramíneas de plantios anteriores (aveia branca, aveia preta e o azevém) podem se tornar plantas invasoras.

Dentre as plantas invasoras de verão estão as principais gramíneas, como o milhão, papuã, capim arroz, capim-pé-degalinha e o capim carrapicho. Há, também, as espécies de folhas largas, como o picão preto, leiteiro, corriola, guanxuma, caruru, poaia branca, carrapicho rasteio, beldroega, picão branco, joá, mariapreta e nabo.

No caso das espécies perenes, quando uma passa do plantio convencional para o direto algumas delas podem se transformar de difícil controle principalmente entre as plantas de folhas largas. Neste caso, podem ser citadas: guaxuma, buva, maria mole, e língua-de-vaca.

Entre as gramíneas existem: capim das roças, grama comprida, grama seda e sorgo de alepo. As tiriricas são plantas de difícil controle, pois sua reprodução se dá via vegetativa através dos tubérculos.

O controle via herbicidas de ação de contato eliminam as plantas desenvolvidas e induzem à quebra de dormência dos tubérculos, e isso causa nova infestação em poucos dias. Quando controladas com herbicidas de ação sistêmica, ocorre eliminação daqueles tubérculos que ainda estão ligados às atingidas mas, não eliminam os tubérculos que se encontram isolados e, posteriormente, ocorre nova infestação.

plantas invasoras

O manejo mecânico é aquele em que se utiliza equipamentos para realizar o manejo da palhada ou do mato

Controle Mecânico
O manejo mecânico é aquele em que se utiliza equipamentos para realizar o manejo da palhada ou do mato. Os restos da cultura anterior, juntamente com o mato que se desenvolve juntamente com ela é utilizado para produzir cobertura morta para a safra anterior, pode-se utilizar o picador de palhas de eixo horizontal, a roçadora ou, em alguns casos, uma grade niveladora.

Estes implementos são utilizados principalmente nos casos em que a colheita é feita manualmente. Assim, logo após a colheita, faz-se a picagem do material, proporcionando condições de iniciar a decomposição da cobertura morta.

Entretanto, quando a colheita é feita por colhedoras automotrizes, a própria máquina se encarrega de picar o material e de distribuí-lo sobre a superfície do solo. Nestes casos, a utilização de uma grade niveladora, logo após a colheita, também poderá favorecer o acamamento do material, melhorando as condições da cobertura morta.

Nos casos em que se utiliza implantar uma cultura destinada apenas a produzir cobertura morta, pode-se utilizar o picador de palhas de eixo horizontal ou o rolo-faca. O rolo-faca faz um bom acamamento do material, deixando-o distribuído sobre o solo, resultando em boas condições de cobertura morta. Nestas situações, as roçadoras também podem ser utilizadas.

Controle Químico
O controle químico das plantas invasoras é feito em duas etapas:
a) pré-emergência: visa eliminar as plantas invasoras existentes na área antes da semeadura da cultura, por meio da aplicação de herbicidas de contato. Este processo é chamado de dessecação do mato.

b) Pós-emergência: visa eliminar plantas invasoras que brotaram após a semeadura da cultura. São utilizados os herbicidas pós-emergentes, principalmente os seletivos.

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O controle químico é feito com a utilização de pulverizadores para fazer a aplicação de herbicidas

O controle químico é feito com a utilização de pulverizadores para fazer a aplicação de herbicidas. Portanto estes equipamentos não devem apresentar vazamentos e devem estar bem calibrados, além de possuir uma distribuição uniforme dos bicos de pulverização ao longo da barra.

Uma outra observação muito importante é que os bicos colocados na barra devem possuir as mesmas características de funcionamento. As condições do solo também influenciam na aplicação dos herbicidas.

Uma boa aplicação exige uma condição de clima e de solo favoráveis para que os riscos de agressão ao meio ambiente sejam reduzidos. Deve-se evitar os horários mais quentes e com presença de ventos para fazer as aplicações.

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Por Silvana Teixeira

 

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