Tomates em estufa - partes do tomateiro e exigências climáticas

É extremamente importante que o produtor conheça bem a planta que pretende cultivar, desde as partes da planta até o ambiente em que melhor se adapta

Tomates em estufa.

O tomate é uma planta Solanácea, da mesma família do pimentão, da berinjela, da batata e do fumo.

O tomate vem da região dos Andes, originário da Colômbia, do Equador, do Peru, da Bolívia e do Chile. É uma planta Solanácea, da mesma família do pimentão, da berinjela, da batata e do fumo. A espécie comumente cultivada é denominada Lycopersicon esculentum Mill. No entanto, para obter sucesso no cultivo é imprescindível que o produtor conheça bem a planta que pretende cultivar, desde as partes da planta até o ambiente em que melhor se adapta.

Partes do tomateiro

Raiz: possui raiz principal curta e débil quando se utiliza o transplante principalmente de raiz nua. Contudo, pode ainda alcançar 0,5m de profundidade. No entanto, o sistema radicular secundário e adventícias é muito ramificado e potente, podendo alcançar 1,5m de circunferência lateral. O colo do tomateiro tem a capacidade de emitir raízes.

Haste: tem um crescimento inicialmente ereto, podendo ter um crescimento indeterminado ou determinado, dependendo do tipo. Isto explica a necessidade de se utilizar um sistema de tutoramento durante o cultivo. Na haste principal, desenvolve-se uma haste floral nos internódios, a partir do sétimo ou nono interno, e, a cada três folhas, formam-se indeterminadamente ou determinadamente conforme o tipo de crescimento. Em cada axila desenvolve-se uma haste secundária, com a inflorescência a cada três folhas e, dessa forma, chega a ter uma formação vegetativamente muito grande, devendo ser conduzida com critérios, com as desbrotas feitas de acordo com o crescimento da planta.

Flor: as flores são hermafroditas, ou seja, possuem o sexo masculino e feminino na mesma flor. Elas reúnem em inflorescências do tipo rácimo, em quantidades que variam de acordo com a cultivar/híbrida, entre 6 a 15 flores (Salada e Santa Cruz). No tomate cereja, o número de flores é bem maior.

Fruto: Os frutos são bagas carnosas e suculentas, podendo ser bi ou pluriloculares, ou seja, quando cortado, divide-se em dois ou mais lóculos. O formato é variável, arredondado, ovalado, achatado, alcançando um peso por fruto de 100 a 500g de acordo com a cultivar/híbrida. O fruto é considerado maduro fisiologicamente quando o ápice começa a tomar brilho e cor amarelada.

Exigências climáticas

“O tomateiro é uma planta exigente quanto ao clima. Por isso, em condições controladas, a produtividade é muito superior do que em plantios a céu aberto, podendo ser superiores em até duas a duas vezes e meia. O fator climático mais importante é a temperatura e a luz”, afirma o professor Rumy Goto, do curso Cultivo de Tomate em Estufa, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Temperatura: para se cultivar o tomate, é interessante observar a diferença da temperatura do dia e da noite. observa-se melhor crescimento quando a temperatura do dia fica em torno de 21 a 27ºC e da noite em torno de 15 a 18ºC. Ou seja, com uma diferença de 6 a 9ºC, a planta se desenvolve bem, pois temperaturas mais frias à noite contribuem para que a planta transloque todos os alimentos que foram processados durante o dia.

Umidade: a umidade relativa do ar tem grande influência não só no desenvolvimento vegetativo das plantas na polinização, como também na viabilidade do surgimento de doenças. A umidade relativa ótima está compreendida entre 70 e 80%.

Luz: a luz é o fator que mais afeta o desenvolvimento vegetativo, que regula a produção e distribuição de fotoassimilados, fator este essencial ao desenvolvimento da planta, interferindo nas outras partes da planta, como no crescimento da haste, das folhas, das flores e dos frutos.

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Tomates em estufa – salinização.

Tomates em estufa – tutoramento.

Confira mais informações, acessando os cursos da área Horticultura.

Por Andréa Oliveira.

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Comentários

Fabio Bellini Lopes

21 de nov de 2016

Estou querendo mudar de atividade e cultivar tomates orgânicos em estufas, moro no interior de RS e gostaria de saber se já existe a prática na região do RS.

Resposta do Portal Cursos CPT

21 de nov de 2016

Olá Fábio,

Para mais informações nossas consultoras entrarão em contato.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

Candido Ducca

4 de mar de 2016

curso de tomate em estufa.

Resposta do Portal Cursos CPT

7 de mar de 2016

Olá Candido,

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. Nossas consultoras entrarão em contato com mais informações sobre o Curso CPT Cultivo de Tomate em Estufa.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

Eduardo Brito

25 de set de 2015

Gostaria de saber se os cursos tomate em estufa e cultivo de tomate em hidroponia ensinam também a polinização artificial. Grato.

Resposta do Portal Cursos CPT

28 de set de 2015

Olá, Eduardo!

Agradecmeos sua visita e comentário em nosso site. Nossas consultoras entrarão em contato com mais informações.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

Roberto zangiacmi

7 de jul de 2014

Obrigado pelas dicas vou precisar muito estou fazendo estufa e já tenho algumas.

Resposta do Portal Cursos CPT

8 de jul de 2014

Olá, Roberto!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Que bom que gostou do nosso artigo sobre "Tomates em Estufa - Exigências Climáticas".

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

mainara balbe machado

6 de mai de 2014

eu queria saber mais sobre os tomateiros

Resposta do Portal Cursos CPT

9 de mai de 2014

Olá, Marinara!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

O tomaterio é uma planta fanerógama, pertencente ao grupo das eudicotiledôneas. Suas sementes são protegidas por um fruto, o que a coloca como membro do grupo das Angiospermas. É uma planta pertencente à família das Solanaceae, assim como o pimentão, a batata e o fumo.

As partes coonstituintes da planta são:

- Raíz: é a parte responsável pela sustentação da parte aérea da planta e também pela absorção de nutrientes indispensáveis pelas atividades metabólicas do tomateiro, por meio de vários processos de entrada e saída de íons no interior da planta. São raízes frágeis, o que dificulta o transplante da planta, principalmente quando não há um torrão de solo as envolvendo. A base da raiz pode alcançar 0,5 m de profundidade, mas, dependendo do tipo de cultivo, pode chegar a até dois metros, quando em semeadura direta. A partir destas, originam-se várias ramificações que totalizam um diâmetro de 1,5 m de raízes na planta adulta. O colo, que é a zona de transição entre a raiz e o caule, também pode emitir raízes.

- Haste: tem um crescimento inicialmente ereto, mas sua flexibilidade faz com que a planta não consiga sustentar o peso de suas folhas e dos frutos após certo estádio de desenvolvimento. Assim, para cultivos comerciais de alto rendimento, utiliza-se a técnica do tutoramento. Consistindo em um sistema de comdução da planta para o crescimento vertical por meio de suportes colocados ao lado da planta, o tutoramento faz com que a planta cresça com mais vigor e consiga aproveitar a luminosidade de maneira mais eficiente, maximizando a produtividade do plantio.

- Flores: as flores ocorrem em inflorescências do tipo racimo em quantidades que variam de acordo com a cultivar/híbrido, entre seis e quinze unidades, sendo que cada uma delas dará origem a um fruto. Assim, cultivares do grupo cereja possuem maior número de flores. As flores são hermafroditas, ou seja, possuem ambos os sexos na mesma estrutura. Essas características fazem com que a planta seja essencialmente autógama, graças à dificuldade de fecundação cruzada.

- Fruto: os frutos do tomateiro são bagas carnosas, suculentas tendo seu peso e tamanho variando de acordo com a cultivar. Os frutos tipo cereja podem pesar menos de 25 g e alguns tomates do tipo salada podem chegar a quase 500 g. A coloração vermelha dos frutos, altamente atrativa, deve-se a um pigmento chamado licopeno, conhecido pelas suas características anticancerígenas. O interior é subdividido em estruturas chamadas lóculos e de acordo com a variedade podem chegar a até um número de dez.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

edilson cadeirante

24 de mar de 2014

Quantos metros pode alcançar uma única estufa agrícola para tomate

Resposta do Portal Cursos CPT

25 de mar de 2014

Olá, Edilson!

Agadecemos sua visita e comentário em nosso site.

A infraestrutura e os investimentos necessários para iniciar um projeto em horticultura protegida dependerão de análise criteriosa de fatores como, clima, solo, topografia, água e competidores, e, também, de outros fatores de igual importância, como infraestrutura disponível (máquina e implementos, veículos para distribuição, energia elétrica, tanques e ou represas para irrigação, casas e barracões, estradas e cercas, entre outros), além do capital disponíveis para custeio e investimento.

Calcular bem as dimensões da estufa em que se pretende investir é extremamente importante para o negócio, pois o seu tamanho afeta diretamente no controle da temperatura e a resistência e durabilidade da estrutura. Quanto maior for a estrutura mais difícil será controlar a temeperatura em seu interior.

Dimensões indicadas para os modelos do tipo arco ou capela segue:

- comprimento máximo: 50 m. Neste o ar quente circula no sentido longitudinal da estrutura, já com comprimentos maiores de 50 m exigirá vetilação forçada - ventiladores;

- largura: máxima de 08 m;

- altura do pé direito: não pode ser inferior a 2,5 m;

- altura mínima da cumeira: 04 m - não pe indicado que seja mais alta que isso, pois assim oferecerá mais resistência ao vento.

O fator de mão de obra também é decisivo, uma vez que o cultivo protegido exige capacidade de aprendizado e facilidade de assimilação de novas tecnologias. Portanto não basta que haja pessoas disponíveis para trabalhar, mas que tais pessoas sejam capazes de aprender e exercer atividades complesxas. Pois o cultivo protegido de hortaliças exige um dos mais altos níveis de capacitação em agricultura.

Qualquer dúvida estamos a disposição.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

 

OSMAR BASILIO DA SILVA

11 de ago de 2013

Quais são os veneno próprios pulverização para tomate cereja

Resposta do Portal Cursos CPT

12 de ago de 2013

Olá, Osmar!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

É interessante que você consulte um engenheiro agrônomo para mais informações de quais são os venenos corretos que devem ser utilizados na sua plantação de tomate cereja.

Atenciosamente,

Ana carolina dos Santos

Daniel Anderson dos Passos

4 de jul de 2013

bom eu trabalho com o cultivo de mamao e gostaria de diversificar plantando tomate ou tomate cereja em estufa gostaria de poder saber um pouco mais sobre essa cultura meu objetivo é de plantar em viveiro telado para produzir o ano todo e obter maior qualidade do fruto desde ja grato.

Resposta do Portal Cursos CPT

5 de jul de 2013

Olá, Daniel!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Para mais informações sobre o cultivo do tomate em estuda o CPT - Centro de Produções Técnicas possui o curso Cultivo de Tomate em Estufa que poderá lhe auxiliar.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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