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Como obter uma produção eficiente de acerola

O rendimento alcançado por planta e por hectare vai depender da variedade ou clone que será trabalhado, do clima, do solo, entre outros fatores

Produção de acerola

A acerola adapta-se bem em ambientes com temperaturas médias de 24 a 27ºC 

Entre as inúmeras frutíferas exploradas comercialmente no Brasil, a cereja das Antilhas, ou acerola, é uma das frutas que mais têm despertado o interesse dos produtores brasileiros. Isso pelo aumento da demanda por esta fruta para o consumo in natura ou em forma de suco. Além disso, quase não se consomem mais as frutas inteiras congeladas, superadas pela polpa, de uso muito mais prático. A introdução dos saquinhos de 100 gramas de polpas de frutas revolucionou a demanda.

Outro aspecto bastante importante é que a acerola contém alto teor de vitamina C ( em torno de 5.000 miligramas por 100 gramas de polpa ), ou seja, 100 vezes mais do que na laranja. Além disso, essa fruta possui Tiamina, Riboflavina, Niacina, Ácido Pantotênico, Cálcio, Fósforo, Ferro e Sódio. Isso fez com que os mercados europeu e norte americano aumentassem o número de importações de acerola.

 

O nordeste brasileiro é a região que mais cultiva a acerola no Brasil. Cerca de nove Estados nordestinos implementam hoje esta cultura, destacando-se, entre eles, Bahia e Pernambuco, com mais de 800 hectares plantados. No entanto o cultivo da aceroleira pode ser encontrado em todas as demais regiões do Brasil, mas com menos intensidade nas regiões sul e sudeste, devido às baixas temperaturas destas regiões durante o inverno.

 

“O rendimento alcançado por planta e por hectare vai depender da variedade ou clone que será trabalhado, do clima, do solo, dos tratos culturais, da adubação, da irrigação e de outros fatores”, afirma Flávio Alencar Araújo Couto, professor do curso Produção de Acerola, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

 

Variedades

 

As variedades doces recomendadas são:

 

- Manoa Sweet (4-43): Produz frutos com coloração amarelo-avermelhada quando maduros. Esta variedade é recomendada para plantios caseiros;

- Tropical Ruby (9-68): Tem os frutos idênticos aos da Manoa Sweet e pode atingir até cinco metros de altura;

- Hawaiian Queen (8E-32): Deve ser conduzida para formar tronco único. É uma das seleções recomendadas para a produção de frutas frescas.

 

 A acerola contem alto teor de vitamina C, 100 vezes mais que a laranja fonte: deviantart

Entre as acerolas do grupo ácido, recomenda-se as seguintes:

 

- J. H. Beaumont (3B-21): É um clone baixo, compacto, com ramagem densa, que pode ser conduzido para formar arbusto de tronco único. Seus frutos têm coloração laranja avermelhada, com boa produtividade;

- C. F. Rehnborg (22-40): Apesar de ser altamente produtiva, esta variedade tem baixo teor de Vitamina C. Entretanto, pode ser facilmente conduzida para formar tronco único. Apresenta fruto grande, com coloração laranja avermelhada, passando para vermelho escuro quando maduro;

- F. Haley (3A-8): Esta variedade adapta-se melhor às regiões mais secas. Seus frutos, de tamanho médio, têm coloração vermelho-púrpura;

- Red Jumbo (3B-1): Embora seja um arbusto baixo, sua frutificação é relativamente alta e o fruto de tamanho grande. Seus frutos têm uma coloração bem atrativa, que passam do vermelho-cereja para o vermelho-púrpura quando maduros;

- Maunawili (8): Embora esta variedade não se destaque quanto ao seu teor de Vitamina C, demonstrou ser bem eficiente quando plantada em áreas chuvosas. Trata-se de uma planta de fácil manejo, com crescimento rápido. Seus frutos têm a coloração vermelho-cereja e até vermelho-púrpura quando maduros.

 

Clima

 

A aceroleira é resistente a geadas leves e também tolerante à seca. Adapta-se bem em ambientes com temperaturas médias de 24 a 27ºC, umidade relativa baixa e um total entre 1300 e 1600 mm de chuvas, bem distribuídas ao longo do ano. As frutas produzidas na estação altamente chuvosa ficam aguadas, menos ricas em açúcares e vitamina C, depreciando a qualidade do produto. Além disso, os climas muito úmidos devem ser evitados por favorecer o aparecimento de doenças nas plantas. Da mesma forma, regiões com ventos frios e fortes também representam problemas, pois afetam o florescimento, diminuindo o vingamento dos frutos. Ventos quentes e secos causam murchamento das flores, provocando uma diminuição na quantidade de frutos produzidos e perda de qualidade. Quanto à altitude, a aceroleira comporta-se muito bem desde o nível do mar até 800 metros ou mais.

 

Solo

 

Apesar da planta se desenvolver bem em quase todos os tipos de solos, os solos rasos, compactados e com muitas pedras não permitem a expansão das raízes, afetando a absorção de nutrientes e tornando as plantas mais suscetíveis à seca. Os mais indicados são os de fertilidade média e os arenosos ou levemente argilosos, por reterem maior teor de umidade. Devem ser também bem drenados, pois, caso contrário, irão favorecer o ataque de microrganismos, que causam a podridão-das-raízes. A aceroleira desenvolve-se bem em solos ácidos, com o pH nas faixas de 5,5 a 6,5. Quando plantada em solos calcários, a planta requer fertilizações de micronutrientes em forma de pulverizações, que podem ser realizadas duas vezes por ano no outono e na primavera.

 

Plantio

 

Os sistemas mais usados são o plantio em linhas retas e o plantio em nível. Se o terreno for plano, marca-se as covas em linhas retas e, se for inclinado, com declividade superior a 5%, marca-se as covas em linhas, cortando as águas, ou seja, no sentido contrário à caída do terreno, para evitar maiores perdas por erosão. A prática tem demonstrado que 4 m entre plantas na linha e 4 m entre fileiras é o espaçamento que apresenta melhores resultados. Neste espaçamento, tem-se uma densidade de 625 plantas por hectare. O espaçamento entre linhas é determinado pelo tamanho da planta e pelo tipo de equipamento que será utilizado nos tratos culturais.

 

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Por Andréa Oliveira

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