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Aprendizagem infantil: níveis de construção da escrita

A escrita das crianças se constrói em três grandes períodos, sendo que cada um deles comporta subdivisões: Nível pré-silábico, Nível silábico e Nível silábico alfabético e alfabético

Aprendizagem infantil

Conforme Ferreiro, a escrita das crianças segue uma linha de evolução na qual podemos considerar três grandes períodos, esclarecendo que o interior de cada um deles comporta subdivisões. São eles: Nível pré-silábico (distinção entre desenho e escrita), Nível silábico (construção de formas de diferenciação das escritas, ou seja, quantas letras, quais as letras e como devem ser organizadas para que possam dizer algo), Nível silábico alfabético e alfabético (fonetização da escrita. Tem início quando a criança percebe que existe uma relação entre o que se fala e o que se escreve).

- Nível pré-silábico

Neste nível, a criança busca uma diferenciação entre as escritas, sem preocupação com suas propriedades sonoras. Usa critérios quantitativos (varia a quantidade de "letras" de uma escrita para outra para obter escritas diferentes) e usa critérios qualitativos (varia o repertório das letras ou a posição das mesmas sem alterar a quantidade).

- Nível silábico

À medida que a criança vai se desenvolvendo e tendo maior contato com a palavra escrita, através da observação de como o adulto lê e escreve, ela entra em conflito com a hipótese anterior (relação do tamanho da palavra com o objeto), conseguindo perceber que a palavra escrita está relacionada com os aspectos sonoros da fala. Começa a separar oralmente as palavras e procura uma correspondência na grafia. A cada sílaba ela atribui uma letra. Pode servir qualquer letra ou existir uma associação do som à letra convencional. A escrita silábica é uma grande conquista da criança e não é transmitida pelo adulto. Nasce da busca de explicações sobre o sistema de representação. A hipótese anterior não explica mais a realidade, então a criança busca novas maneiras de explicá-las: a escrita representa o desenho sonoro do objeto.

- Passagem do nível silábico para o alfabético

A criança vai progressivamente modificando as suas hipóteses até chegar à escrita alfabética, atribuindo a cada fonema uma letra. Ela ainda não domina as exceções. Nessa caminhada, existe uma passagem em que ela tem consciência de que sua escrita necessita ser alterada, ocorrendo-lhe a necessidade de escrever mais letras do que no nível silábico. Continua escrevendo silabicamente, acrescentando mais letras no final, aleatoriamente. Algumas crianças parecem regredir ao pré-silábico porque, percebendo que sua escrita não é satisfatória, uma vez que tem menos letras do que é previsto, voltam a escrever com muitas letras. No nível silábico a criança estabelece que as partes sonoras semelhantes entre as palavras se exprimem por letras semelhantes. Ela começa a escrever alfabeticamente algumas sílabas; para outras, permanece silábica. A criança abandona a ideia de que a cada sílaba oral corresponde uma letra, porque constata que é impossível ler o que se escreve silabicamente e ela ainda não consegue ler o que os alfabéticos escrevem.

- Nível alfabético

Neste nível a criança estabelece correspondência entre fonema e grafema. Ela compreende que a sílaba pode ter uma, duas ou três letras. A princípio, tem dificuldade na separação das palavras quando escreve um texto. A partir desses pressupostos temos a alfabetização como um processo vivo e dinâmico de participação e criação da própria criança. Ela parte da experiência significativa que se transformará em expressão pessoal. A criança aprenderá a ler e a escrever de maneira natural e criativa. Então, o ato de escrever se transforma numa aventura que vale a pena ser vivida.

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Por Silvana Teixeira.

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