Produção de coco: uma viável alternativa de renda

O coco adquiriu grande importância na economia de vários países tropicais e é comercializado, atualmente, sob diversas formas de preparação

O coco adquiriu grande importância na economia de vários países tropicais e é comercializado sob diversas formas de preparação

De sabor dos mais apreciados na doçaria de numerosos países, o coco também é gabado por suas propriedades medicinais, como fonte de fibras e potássio ou fortificante em dietas especiais.

Sendo assim, devido a estas propriedades, o coco adquiriu grande importância na economia de vários países tropicais e é comercializado, atualmente, sob diversas formas de preparação.

O consumo da água de coco verde no Brasil, por exemplo, é crescente e significativo. A demanda é suprida pelo comércio do fruto e, principalmente, pela extração e pelo envasamento da água, o que envolve pequenas, médias e grandes empresas.

Já a fibra do coco maduro já é utilizada na agricultura e na indústria. A fibra da casca do coco verde tem baixo aproveitamento e pode se tornar matéria-prima importante na produção de vasos, placas, substratos (para a produção de mudas ou em cultivos sem o uso do solo) e outros produtos. Suas fibras são quase inertes e têm alta porosidade.

“A facilidade de produção, baixo custo e alta disponibilidade são outras vantagens adicionais apresentadas por este tipo de material”, afirma o professor Raimundo Camelo Mororó, do curso Industrialização do Coco, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Entre os salgados, podemos citar algumas iguarias que levam, em seu preparo, o coco como, por exemplo, o vatapá, o caruru-de-folha, o efó, as frigideiras de maturi, peixes e frutos do mar, as moquecas todas, de arraia, aratu, camarão, peixe, lagosta, ostra e siri-mole, o xinxim de galinha, o arroz-de-hauçá e outros.

coco

A água de coco verde é possivelmente a mais pura, alimentícia e completa bebida que a natureza providenciou para o homem

Entre os doces, a baba-demoça, as cocadas, branca, queimada ou de coco verde, de cortar ou de colher, a cocada-puxa, o quindim, o "creme do homem", o beiju molhado, o cuscuz de tapioca, os bolos todos, de aipim, de milho, de milho verde, de tapioca, de massa puba e de farinha de trigo, os mingaus de milho, de puba e de tapioca, a canjica, a pamonha, o xerém, o munguzá, a paçoca de banana, entre tantas outras guloseimas possíveis.

O coqueiro foi introduzido no Nordeste do Brasil pelos Portugueses, em 1553, adaptando-se de tal forma à faixa litorânea que dá a impressão de ser uma planta nativa.

Em nível estadual, a Bahia se destaca, pois sua produção atingiu cerca de 30% do total nacional e 44% da produção nordestina, sendo o maior produtor. O Estado de São Paulo vem nos últimos anos, substituindo as tradicionais culturas de café e laranja, por coqueiro anão, devido a grande procura pela água do fruto, mundialmente conhecida como "Água de coco", que, além do sabor adocicado, apresenta características isotônicas, em relação ao sangue humano, não sendo necessário acrescentar nenhum eletrólito.

Aliado aos aspectos positivos do mercado, o coqueiro, dependendo da tecnologia utilizada, pode florescer com, aproximadamente, dois anos de idade e atingir, em função dos tratos culturais dispensados, mais de 200/frutos/pé/ano, o que proporciona maior rapidez dos investimentos realizados.

Como o coco é um produto agrícola de boa aceitação no mercado e, quando comparado a outras culturas agrícolas, pode-se adotá-lo como alternativa de diversificação da agricultura.

Assim, pode-se concluir que em nível de uma pequena unidade industrial, existe um mercado amplo e crescente, passando a matéria-prima a ser, em princípio, a variável determinante da capacidade instalada inicial.

Água de coco
A água de coco é a parte líquida do endosperma. A água de coco verde (de 5 a 7 meses) é possivelmente a mais pura, alimentícia e completa bebida que a natureza providenciou para o homem, nos Trópicos. Devido à presença de sais minerais e albumina, é muito usada como solução oral de hidratação nos tratamentos de vômitos e diarreias

coco

O leite de coco e o coco ralado, extraídos da amêndoa fresca, são usados especialmente para fins culinários

Leite de coco e coco ralado
O leite de coco e o coco ralado, extraídos da amêndoa fresca, são usados especialmente para fins culinários, e nas indústrias de lacticínios, sorvetes, doces e biscoitos. Alguns pesquisadores obtiveram leite, queijo e iogurte de boa qualidade ao misturar leite de coco com leite desnatado.

Óleo de coco
O elevado grau de saturação e a grande estabilidade tornam o óleo de coco um dos mais procurados óleos naturais para confeitaria, panificação, fritura por imersão e para a indústria de velas, sintéticas, inseticidas e germicidas. Os nativos usavam o óleo de coco para cozinhar e como combustível para iluminação, cosméticos, produtos farmacêuticos, borracha sintética, fluído para freios hidráulicos de avião, resinas.

Mesocarpo (casca grossa)
Do mesocarpo, ou da casca fibrosa, quando ligeiramente imaturo, obtêm-se uma fibra muito utilizada em cabos, cordas, redes e calafeto de pesca, bem como no fabrico de escovas, tapetes etc. denominado cairo. É uma fibra muito resistente à ação da água salgada e bastante elástica, chegando a estirar 25% do seu comprimento sem rebentar.

Endocarpo (casca do caroço)
Da casca do caroço (endocarpo) ou quenga, que é muito dura e tem uma cor escura quase preta, fazem-se taças, cuias, farinheiras, conchas, colheres, cabos de navalhas, botões, ornamentos etc. Dela pode ser retirado óleo, calmante para dores de dentes; da quenga carbonizada prepara-se um dentifrício. É, também, muito usado como combustível e transformado em carvão, o carvão da casca do caroço do coco dá um carvão ativado de primeira qualidade.

Turfa
A turfa de coco, conhecida como serragem de fibra de coco, é um subproduto resultante das fibras curtas. É usada para o acolchoamento agrícola, mas como tem uma capacidade de retenção de umidade de 800%, deve ser misturada com areia.

Copra
A copra, de odor desagradável, é usada, principalmente, para a extração do óleo de coco, empregado como alimento há milhares de anos; também é utilizada como combustível, matéria-prima na fabricação de borracha sintética, margarina, cosméticos, fluidos para freios hidráulicos de aviões, resinas sintéticas, inseticidas e germicidas, agente plastificador de vidros de segurança, adesivo no processamento de lubrificantes, na fabricação de glicerina e, principalmente, nas indústrias de sabões e detergentes que preferem o óleo de copra pelas suas características próprias como espumante, bactericida, germicida, e, principalmente, por ser biodegradável.

De sabor dos mais apreciados na doçaria, o coco também é gabado por suas propriedades medicinais, como fonte de fibras e potássio ou fortificante em dietas especiais


Polpa
A massa albuminosa do coco, a polpa, é rica em proteína e vitaminas e pode ser consumida crua, em seu estado natural, ou processada como gordura vegetal, coco ralado e leite de coco, obtido através da prensagem da polpa ralada.

Subprodutos

Casquilho - é utilizado para a produção de carvão, carvão para gasogênio, carvão desodorizante e carvão ativado.

Coque metalúrgico - seu alto valor calorífico e baixo teor de cinzas, viabiliza seu uso na ourivesaria, metalurgia e indústria artesanal, em substituição ao carvão mineral.

Casca do coco - dela são extraídas fibras de diferentes comprimentos que servem na fabricação de uma diversidade riquíssima de artigos como vestuário, tapetes, sacaria, almofadas, colchões, acolchoados para a indústria automobilística, escovas, pincéis, capachos, passadeiras, tapetes, cordas marítimas, cortiça isolante, cama de animais.


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Por Silvana Teixeira

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