Agricultura convencional: heroína ou vilã? Descubra você mesmo!

A Agricultura Convencional teve como base as variedades geneticamente melhoradas, a introdução de tratores e de implementos agrícolas no setor produtivo e a utilização de fertilizantes químicos em substituição aos adubos orgânicos

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A Segunda Revolução Agrícola, que marcou definitivamente o início da Agricultura Convencional, teve como base as variedades geneticamente melhoradas, a introdução de tratores e de implementos agrícolas no setor produtivo e a utilização de fertilizantes químicos em substituição aos adubos orgânicos. Em contrapartida, o número e os ataques de pragas e doenças às culturas agrícolas também começaram a alcançar níveis preocupantes, o que levou a indústria a se preocupar em desenvolver formulações químicas, ou seja, os agrotóxicos, muitas vezes chamados de defensivos, que combateriam tais pragas e doenças. "Já no início do século XX, existiam inúmeras empresas atuando nesse setor, oferecendo diversas formulações de agrotóxicos", afirma Adoniel Amparo, professor do Curso a Distância CPT Cultivo Orgânico de Coco, em Livro+DVD e Curso Online.

Os anos passavam e os novos processos de produção agrícola eram cada vez mais aprimorados e difundidos. A Agricultura Convencional funcionava a todo vapor, linhas de crédito se abriam, máquinas agrícolas eram melhoradas, variedades melhoradas e novas eram disponibilizadas, novas formulações de adubos químicos surgiam e agrotóxicos para o controle de pragas e doenças não era problema. Realmente parecia que o problema de fornecimento de alimentos estava resolvido. Tudo parecia estar mais fácil e, com isso, novas áreas começaram a ser devastadas para serem incorporadas aos processos de produção agrícola. Esses processos intensificaram tanto, que o período compreendido entre o final da década de 60 e o da década de 70 já era de muito avanço tecnológico e de pesquisas nas áreas de genética, química e de mecânica. Os aprimoramentos, as inovações e as novas descobertas causaram uma revolução nos processos da agricultura convencional moderna, recentemente implantada. Esse período ficou então marcado na história como Revolução Verde.

Com a Revolução Verde, os agricultores modernos (daquela época) poderiam contar, não apenas com novas técnicas isoladas, mas sim com um pacote tecnológico envolvendo variedades novas e variedades melhoradas geneticamente; máquinas e implementos agrícolas cada vez mais adequados para possibilitar a motomecanização de praticamente todas as etapas do processo produtivo; técnicas modernas de cultivo para os mais diferentes tipos de cultura, mas, em todos os casos, altamente exigentes em corretivos de acidez do solo, bem como em fertilizantes químicos de alta solubilidade; técnicas de controle de pragas e de doenças altamente dependentes de diferentes formulações de agrotóxicos, cada vez mais eficazes (e, portanto, mais venenosos); e possibilidades de suprimento de água para as plantas por meio de sistemas de irrigações.

Com tanta tecnologia à disposição, mais as facilidades de se conseguir financiamentos, a agricultura só tinha que se expandir. E foi o que aconteceu. Nos Estados Unidos e na Europa praticava-se cada vez mais a monocultura (o cultivo de uma mesma cultura em grandes áreas durante muito tempo) e, logo depois, isso acontecia também nos países do Terceiro Mundo, inclusive no Brasil. Bem, diante disso, era de se esperar que as plantas tivessem praticamente todas as condições adequadas para se desenvolver e apresentar elevados níveis de produção. Era o que se esperava!

Consequências da agricultura convencional


A partir do início da década de 70, o perfil da agricultura moderna era o seguinte:
- Utilização intensiva de máquinas agrícolas, pois, em uma mesma área praticava-se arações, gradagens, pulverizações, capinas e colheitas mecânicas, em alguns casos, até mais de uma vez por ano;
- Utilização intensiva de corretivos químicos de solo e também de fertilizantes químicos;
- Utilização intensiva de agrotóxicos no controle de pragas; e
- Utilização cada vez mais intensa da irrigação.

Diante desse quadro, imagine o impacto natural que sofreria um solo em uma área recentemente desmatada. Antes do desmatamento, a superfície do solo permaneceu inúmeros anos coberta por uma espessa camada de material orgânico, proveniente dos restos da floresta, e também abrigada da luz solar pelas copas das árvores. De repente, máquinas pesadas retiram a floresta, expõem a superfície do solo a diferentes condições de vento e de sol. Logo em seguida, outras etapas mecanizadas, como a de destoca e de preparo inicial do solo para a agricultura, são realizadas, provocando uma intensa movimentação do solo. Posteriormente, novas etapas agressivas ao solo e ao ambiente passam a ser periodicamente realizadas, como o tráfego frequente de máquinas pesadas, adubações químicas fortes e as aplicações de agrotóxicos. Imagine você, como se comportaria os microrganismos que viviam naquele solo, cumprindo as funções de decompor todo o material orgânico e de disponibilizar nutrientes para as plantas? Nem é preciso muitas explicações para chegar à conclusão que eles não teriam a menor chance de sobrevivência. E foi isso que aconteceu com a agricultura moderna. Deixaram de lado as preocupações em manter um solo vivo, com uma intensa atividade biológica, onde uma grande quantidade de microrganismos deveria existir para oferecer condições adequadas de desenvolvimento às plantas.

As consequências foram inesperadas e desastrosas. Nos primeiros anos, como os solos recém-cultivados ainda possuíam matéria orgânica, os problemas foram verificados em menor intensidade. Mas, com o passar do tempo, os solos se tornaram mais soltos e desestruturados por causa das constantes movimentações durante as etapas de preparo. As chuvas (em grande parte) e as irrigações (em menor escala) provocaram erosões dos solos degradados e, com isso, até hoje, são perdidos grandes volumes de solo que são arrastados para os leitos dos rios, causando açoreamento dos mesmos. Junto com as partes de solo que são arrastadas vai embora também boa parte dos nutrientes do solo, resultando no seu empobrecimento.

Paralelamente, os solos sofrem outros tipos de agressões. As aplicações pesadas de produtos químicos (adubos e corretivos) contribuem para reduzir drasticamente a vida do solo, ou seja, a presença de microrganismos. Além disso, as irrigações frequentes, muitas vezes em excesso, provocam um arraste de parte dos nutrientes existentes nos produtos químicos para as camadas inferiores do solo e por que não dizer até mesmo para o lençol freático, causando a contaminação química da água subterrânea. Assim, o carreamento de nutrientes, pela água da irrigação, associado aos efeitos do tráfego intenso de máquinas pesadas e também da ação dos implementos, tem feito com que os solos se tornem compactados a uma determinada profundidade.

Estando o solo compactado, a água terá mais dificuldade para se infiltrar e, com isso, a erosão se torna cada vez mais intensa. Intensificando a erosão, aumentam também as perdas de solo e de nutrientes, fazendo com que os solos fiquem mais pobres. Mas, ao mesmo tempo, eles precisam continuar sendo produtivos e, para isso, aplicam-se mais adubos químicos, o que contribuirá ainda mais para que ocorra compactações e erosões cada vez mais intensas. Tudo isso, sem falar dos problemas causados pela ação dos agrotóxicos que causam desequilíbrios nas plantas e, ao invés de controlar as pragas e doenças, acabam fazendo com que elas se tornem, aos poucos, mais intensas e resistentes. Assim, torna-se necessário aplicar os agrotóxicos cada vez mais, e em doses maiores e com produtos “mais fortes”, conduzindo também para um círculo vicioso. As plantas se tornarão cada vez mais desequilibradas e as pragas e os agentes causadores de doenças ficarão fortalecidos.

Resumindo, os solos agrícolas estão cada vez mais degradados e empobrecidos, e isso resulta na necessidade de se utilizar maiores quantidades de adubos químicos. As pragas e as doenças estão cada vez mais numerosas e mais resistentes, o que leva à necessidade de se utilizar agrotóxicos mais fortes e mais concentrados. Tudo isso tem feito com que os custos de produção tenham se tornado mais elevados além de poderem, no futuro, talvez próximo, fazer com que a agricultura convencional se torne insustentável.

O que foi apresentado até agora são fatos inerentes aos processos de produção de alimentos. Imagine agora o que está acontecendo com a saúde dos homens e dos animais?

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Por Silvana Teixeira.

 

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