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Vai criar pacu e tambaqui? Faça em tanques-rede!

O cultivo de peixes em tanque-rede no Brasil foi recentemente introduzida como alternativa para os proprietários rurais situados em áreas à margem de grandes barragens de usinas hidroelétricas

Vai criar pacu e tambaqui? Faça em tanques-rede!    Artigos Cursos CPT

 

O cultivo de peixes em tanque-rede é uma pratica que tornou-se uma realidade econômica em diversos países há mais de uma década; no Brasil foi recentemente introduzida como alternativa para os proprietários rurais situados em áreas à margem de grandes barragens de usinas hidroelétricas.

O corpo d’água no qual serão colocados os tanques-redes deve ter profundidade superior a cinco metros para permitir que os gases (amônia) produzidos pela decomposição das fezes e das sobras de ração se difundam evitando, assim, que ocorram efeitos deletérios aos peixes como redução no crescimento, menor eficiência alimentar e até casos de elevada mortalidade, afirma Manuel Vazquez Júnior, professor do Curso a Distância CPT Criação de Pacu e Tambaqui..

Recomenda-se conhecer muito bem o clima e as correntes do local, pois o tanque, apesar de flutuante, é amarrado (ancorado) ao fundo e em casos de grandes cheias há o risco de o tanque ficar submerso; o local no qual o tanque será ancorado deve ser uma enseada com correnteza suave para não danificar ou deformar o tanque. Uma corrente de água é aconselhável para que seja promovida a renovação do oxigênio e a retirada de produtos tóxicos; alguns produtores vêm trabalhando com tanques-redes em locais onde não há movimentação de água; neste caso, espera-se que a própria movimentação dos peixes crie uma pequena corrente de água.

Tanque-redes como berçário


O tanque-rede pode ser usado como berçário ou para engorda do pacu, tambaqui e seus híbridos com bastante sucesso. No caso da sua utilização como berçário, é aconselhável que seja coberto com uma tela que impeça a entrada de predadores como, por exemplo, as odonatos que caso ali coloquem seus ovos; haverá intensa predação causada pelas ninfas destes insetos.

A malha deste tanque pode ser de tela mosquiteiro e a alimentação das pós-larvas será o plâncton produzido pela adubação e ração em pó fino. Podemos utilizar densidades elevadas com relativa segurança (1000/m3). As vantagens deste sistema estão na possibilidade de renovação da água do tanque sem o risco da fuga das minúsculas pós-larvas e na economia de ração, uma vez que as pós-larvas estão mais concentradas e principalmente, na redução das perdas por predação. Quando os peixes atingirem 2,5 cm, poderão serem soltos em outro tanque previamente adubado ou passarem para um outro tanque rede com malha 0,5 cm.

Tanque-redes na engorda


Na engorda, a cobertura do tanque assume outra função, que é impedir uma ocasional fuga de peixes e, principalmente, evitar o stress causado por pássaros ou mesmo pelo tratador. Para a utilização do tanque-rede na engorda, aconselhamos o peixamento com alevinos acima de 6 cm e malha do tanque de 2 cm. A ração deverá ser extrusada. O uso de ração farelada é antieconômico em virtude do elevado percentual de perdas. Como os peixes estão em alta densidade (50/m3) e confinados, todos os nutrientes necessários para o seu crescimento e, consequentemente, para a sua engorda devem ser fornecidos pela ração.

Um problema, relativamente frequente entre os produtores é a perda de ração através da malha do tanque. Para minimizar esta perda, o produtor deve fracionar o total da ração a ser fornecida diariamente em pelo menos quatro refeições; assim, o volume é menor e os peixes comem mais rapidamente; este procedimento também proporciona um maior desenvolvimento dos animais, pois os mesmos terão os seus períodos de jejum mais reduzidos. O ideal seria uma alimentação contínua especialmente durante as horas em que a água estivesse mais quente, uma vez que, em temperaturas mais elevadas, aumenta a digestibilidade dos principais nutrientes da ração e permite ao peixe uma maior velocidade de ganho de peso. Caso, nesse período, o animal esteja em jejum, passará a queimar suas reservas de energia e de proteína já depositada na forma de músculo (carne). Uma outra alternativa para evitar as perdas de ração é o uso de comedores flutuantes com anteparos para evitar que a ração se espalhe, estes comedouros podem ser improvisados com mangueiras ou canos em forma de circulo que ficarão flutuando no tanque.

A indústria de equipamentos para piscicultura fabrica kits completos para produção de peixes em tanques-rede, com comedouros automáticos, aparelhos para controle da qualidade da água, além, é claro, do próprio tanque rede e passarelas para interligar grupos de tanques.

Tamanho e formato dos tanques-rede


O tamanho dos tanques redes pode ser bastante variável, porem há uma tendência a se preferir tanques de pequenas dimensões (3 x 2 x 2 m) pois, apesar de possuírem um custo por metro cúbico mais elevado, permitem um melhor manejo e possibilitam, quando em conjunto, um escalonamento da produção para ser colocada periodicamente no mercado. O formato também é variável, mas deve-se dar preferência aos tanques com ângulos retos, pois estes quando colocados perpendicularmente à corrente de água, permitem uma maior renovação do seu volume do que quando o tanque é hexagonal ou circular; estes podem ser empregados desde que a corrente de água seja de velocidade elevada o suficiente para no seu interior ser de 6 m/s.

Manejo dos tanque-rede


O manejo do tanque-rede pode requerer uma limpeza periódica de sua malha para impedir que as algas (limo) a entupa; como realizar esta limpeza com os peixes dentro do tanque é trabalhosa, vários produtores têm colocados alguns exemplares de curimbá nos tanques com a finalidade de raspar o limo à medida em que vai sendo formado. Outro problema comum é a entrada de pequenos peixes que competem pela ração; este problema é de difícil solução, porém as perdas não são significativas, o maior problema com os peixes que se encontram fora do tanque-rede é o ataque de peixes grandes o que, em certos casos, danifica ou mesmo abre um buraco na malha que permite a fuga dos peixes; para isso, é recomendável pesquisar a ictiofauna presente no local antes de definir a espessura do fio que compõe a malha ou a necessidade de usar outros métodos de proteção, além disso o produtor deve periodicamente inspecionar o estado das malhas e, quando da despesca, fazê-lo de forma mais cuidadosa, providenciando os reparos que forem necessários ou as outras medidas cabíveis.

O Brasil já possui uma legislação específica a respeito da produção de peixes em tanques-redes, esta legislação visa proteger a ictiofauna selvagem do impacto causado pela introdução de uma nova espécie, mediante sua fuga, no corpo d’água; porém devemos nos preocupar também com o impacto causado pela grade quantidade de restos de ração e dejetos. Para que você se informe a respeito das exigências para aceitação de um projeto de piscicultura no seu município é aconselhável procurar o IBAMA ou o órgão responsável pelo meio ambiente na região.

Aprimore seus conhecimentos sobre o assunto. Leia a(s) matéria(s) a seguir:


- Úmida ou seca? Qual a melhor ração para peixes?
Peixes, suínos e marrecos: é possível consorciar essas criações?

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Por Silvana Teixeira.

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