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Úmida ou seca? Qual a melhor ração para peixes?

Existem diversos tipos de rações para a engorda de peixes, divididas em dois grupos: rações úmidas e rações secas, afirma Manuel Vazquez Jr., professor do Curso CPT Criação de Pacu e Tambaqui

Úmida ou seca? Qual a melhor ração para peixes?   Artigos Cursos CPT

 

Em geral, as rações para peixes podem ser completas ou complementares. As rações completas visam atender todas as exigências nutricionais dos peixes, tanto em termos de proteína e energia (caloria) como também de vitaminas, minerais, aminoácidos e ácidos graxos polinsaturados.

As pesquisas com exigências nutricionais para o pacu indicam que a quantidade de proteína para as fases de alevinagem e engorda está definida; porém dados confiáveis sobre as exigências de energia, minerais e vitaminas ainda não estão disponíveis, afirma Manuel Vazquez Júnior, professor do Curso a Distância CPT Criação de Pacu e Tambaqui.

Existem diversos tipos de rações para a engorda de peixes, a princípio podemos dividi-las em dois grupos: rações úmidas e rações secas.

I- Rações Úmidas


As rações úmidas são um conjunto de alimentos frescos triturados e misturados, aos quais podemos adicionar farelos para aumentar seu valor nutritivo. Essas rações são úteis para baratear custos em criações pequenas, porém tornam-se inviáveis em criações maiores em virtude do grande volume que ocupam e ao fato de serem extremamente perecíveis quando armazenadas em temperatura ambiente. Podem ser uma boa forma de aproveitamento dos subprodutos agrícolas ou resíduos de abatedores. O tambaqui é reconhecidamente é ávido e aproveita bem frutas como manga, goiaba, jaca etc. O pacu e o tambacu em algumas regiões são criados à base de restos de abatedouro picados, o ideal é misturar esses produtos à farelos em proporções definidas através de cálculo de ração.

II- Rações Secas


As rações secas são as mais utilizadas pela indústria de produção de peixes, inclusive para pacu e tambaqui. Podem ser apresentadas em diversas formas físicas, entre elas:

• Fareladas - As rações fareladas consistem da simples mistura dos ingredientes, são bastante utilizadas em função da facilidade de prepará-las na propriedade rural, porém, ao serem jogadas na água, os ingredientes se separam rapidamente em função da diferença de densidade entre eles e, com isso, os peixes selecionam o que comer e não ingerem as quantidades balanceadas dos nutrientes; outro problema é o seu pequeno tamanho com grande superfície específica, assim, além do peixe ter dificuldade para capturá-la os nutrientes rapidamente se dissolvem na água ficando na sua maior parte indisponíveis para os peixes. Seu uso somente é aconselhável para as espécies em questão quando da impossibilidade da aquisição de ração extruzada. Seu uso é aconselhável para alevinos em virtude do tamanho ser adequado ao tamanho da boca do peixe, em outros países a indústria fabrica rações peletizadas e extrusadas de pequeno diâmetro para alevinos.

• Peletizadas - As rações peletizadas são rações fareladas que, ao passarem por máquinas conhecidas como prensas granuladoras ou simplesmente peletizadoras, adquirem a forma de pequenos cilindros com comprimento e diâmetro determinados pelos ajustes no tamanho do furo do disco e na velocidade das navalhas. Essas rações possuem maior estabilidade que as anteriores e permitem ao peixe ingerir uma maior quantidade de alimento com uma só bocada, reduzindo o gasto de energia. Apesar de não flutuarem, essas rações podem ser utilizadas com sucesso na criação de pacu, tambaqui e seus híbridos quando o oferecimento for bem parcelado; assim, a quantidade a ser comida em cada refeição é pequena e os peixes conseguem capturar a ração antes dela cair ao fundo, também pode ser utilizada nas moegas de alimentação (comedouro automático de demanda).

• Extrusadas - As rações extruzadas são as ideais para estes peixes; o seu processo de produção é similar ao da ração peletisada, porém ela sofre uma ação de calor e alta pressão em uma parte da extrusora e, logo em seguida, passa a outra câmara com pressão normal e com isso o grânulo expande, isso faz com que ele flutue. O aquecimento também aumenta a digestibilidade de alguns ingredientes da ração, especialmente do amido contido no milho. Essa ração possui alta estabilidade na água e pode ser usada em comedouros automáticos, mesmo aqueles que jogam a ração a certa distância.

• Em Pó - As rações em pó são basicamente rações em uma das formas físicas descritas anteriormente e moídas para serem utilizadas na alimentação das pós-larvas e alevinos muito pequenos. O seu desperdício é muito elevado, porém como a biomassa de peixes é baixa a sua utilização é economicamente viável.


Aprimore seus conhecimentos sobre o assunto. Leia a(s) matéria(s) a seguir:


- Vai criar pacu e tambaqui? Faça em tanques-rede!
Peixes, suínos e marrecos: é possível consorciar essas criações?

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Conheça os Cursos a Distância CPT da área Piscicultura.
Por Silvana Teixeira.

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