Pacu e Tambaqui: tipos de ração

Os vários tipos de ração fazem com que os peixes engordem e fiquem prontos para a comercialização

 O Pacu e o Tambaqui são os preferidos da maioria dos pesque-pague

No Brasil, os peixes nativos vêm sendo cada vez mais cultivados. É o caso do Piaractus mesopotamicus (Pacu) e do Colossoma macropomum (Tambaqui). Isso porque são peixes tradicionalmente consumidos pela população brasileira nos seus locais de origem (cidades próximas ao pantanal ou ao rio Paraná), pois têm carne saborosa, compondo parte dos pratos típicos da região.

Além disso, como são bastante conhecidas pelos consumidores, ambas as espécies são fáceis de se comercializar. Daí um aumento considerável da demanda por alevinos e por matrizes. Podemos dizer também que, por serem considerados peixes brigadores, muitos pesque-pague procuram por esses peixes, principalmente pelo Pacu.

 

No entanto, “alguns criadores vêm tendo dificuldades para comercializar a sua produção para abate. Isso ocorre em virtude da falta de escalonamento da produção, fazendo com que exista um grande volume na época da quaresma já no resto do ano não”, afirma o professor Manuel Vazquez Vidal Júnior, doutor em Piscicultura da EPAMIG – MG.

 

Atualmente, a tendência é de uma redução no preço do alevino e da carne destas espécies, devido a uma evolução na tecnologia de cultivo. Isso é bastante favorável aos que pensam em ingressar nesse agronegócio, pois reflete um maior interesse tanto dos pesquisadores como da indústria no avanço do cultivo destas espécies. Sendo assim, o que ocorre é que os frigoríficos trabalhem, cada vez mais, com o Pacu e o Tambaqui, independente da época do ano.

 

Visando atender todas as exigências nutricionais dos peixes, tanto em termos de proteína e energia (caloria) como também de vitaminas, minerais, aminoácidos e ácidos graxos polinsaturados, as rações podem ser completas ou complementares. Devemos também saber que existem diversos tipos de rações para a engorda tanto do Pacu como do Tambaqui, podendo dividi-las em dois grupos:

 

Rações Úmidas

 

São compostas por alimentos frescos triturados e misturados, aos quais podemos adicionar farelos para aumentar seu valor nutritivo. Essas rações são úteis para baratear custos em criações pequenas, porém tornam-se inviáveis em criações maiores, em virtude do grande volume que ocupam e ao fato de serem extremamente perecíveis quando armazenadas em temperatura ambiente. Entretanto, podem ser uma boa forma de aproveitamento dos subprodutos agrícolas ou resíduos de abatedores.

 

Rações Secas

 

Podem ser apresentadas em diversas formas físicas, entre elas:

 

• Fareladas - As rações fareladas consistem da simples mistura dos ingredientes, são bastante utilizadas em função da facilidade de prepará-las na propriedade rural, porém, ao serem jogadas na água, os ingredientes se separam rapidamente, em função da diferença de densidade entre eles. Com isso, os peixes selecionam o que comer e não ingerem as quantidades balanceadas dos nutrientes.

 

• Peletizadas - As rações peletizadas são rações fareladas que, ao passarem por máquinas conhecidas, como prensas granuladoras ou simplesmente peletizadoras, adquirem a forma de pequenos cilindros com comprimento e diâmetro determinados pelos ajustes no tamanho do furo do disco e na velocidade das navalhas. Essas rações possuem maior estabilidade que as anteriores e permitem ao peixe ingerir uma maior quantidade de alimento com uma só bocada, reduzindo o gasto de energia.

 

• Extrusadas - As rações extrusadas são as ideais para estes peixes. O seu processo de produção é similar ao da ração peletizada, porém ela sofre uma ação de calor e alta pressão em uma parte da extrusora para, logo em seguida, passar para outra câmara com pressão normal. Com isso, o grânulo expande, fazendo com que ele flutue. Assim, facilita o seu consume pelos peixes.

 

• Em Pó - As rações em pó são basicamente rações em uma das formas físicas descritas anteriormente e moídas para serem utilizadas na alimentação das pós-larvas e alevinos muito pequenos. O seu desperdício é muito elevado, porém como a biomassa de peixes é baixa a sua utilização é economicamente viável.

 

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Por Andréa Oliveira

 

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Comentários

Maycon de Araújo Gervásio

12 de out de 2017

O pacu come a mesma ração que as tilápias comem

Resposta do Portal Cursos CPT

13 de out de 2017

Olá, Maycon.

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. Não, as rações deverão ser diferentes, uma vez que esses peixes possuem hábitos alimentares distintos.

Atenciosamente,

Renato Rodrigues.

sebastião augusto s morais

21 de abr de 2017

Quantos tambaqui por metro quadrado?

Resposta do Portal Cursos CPT

24 de abr de 2017

Olá Sebastião,

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. O recomendado é um peixe por metro quadrado.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

eliazar farias

1 de fev de 2014

tambaqui

Resposta do Portal Cursos CPT

3 de fev de 2014

Olá, Eliazar!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site.

Nossas consultoras entrarão em contato com mais informações sobre o Curso CPT Criação de Pacu e Tambaqui.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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