Reprodução de cavalos - fases do parto (2ª fase)

Segunda fase do parto da égua.

A segunda fase do parto de uma égua se inicia com a ruptura da bolsa d’água (alantoide), podendo ocorrer com o equídeo em pé ou quando a égua se deita.

Inicia-se com a ruptura da bolsa d`água (alantoide), podendo ocorrer com o equídeo em pé ou quando a égua se deita. Uma vez iniciada essa etapa, o parto progredirá rapidamente, até alcançar termo, o que em média dura 30 minutos. É também a fase mais perigosa. A interrupção do parto (distocias) acarretará a morte do potro e colocará em risco a vida da égua.

Com o canal do parto umedecido e lubrificado pela ruptura da bolsa alantoideana, bem como o aumento das contrações uterinas em força e em frequência, a égua poderá parir a qualquer momento. Se as contrações forem violentas, ela poderá parir em estação. Nesse caso, necessitará de ajuda.

Em um parto normal, as contrações uterinas da égua começam em número de dois a quatro, com intervalos de 10 a 30 segundos, que vão expor a bolsa amniótica, contendo as extremidades dos dois membros anteriores do potro (com uma diferença de 10 cm de comprimento de um com relação ao outro) e o focinho apoiado sobre eles. Esta diferença propicia uma boa angulação para a continuação do parto.

Em casos de dificuldade de continuação do parto, por insuficiência das contrações uterinas, o assistente deverá romper a bolsa com uma tesoura e fazer tração sincronizadamente com as contrações uterinas, resguardando a posição afastada de um membro com relação ao outro. Entre uma contração e outra deve-se manter uma certa pressão de tração para evitar o recuo do potro. Toda e qualquer tração nesta altura do parto deverá ser feita no sentido horizontal (direção da coluna) e somente depois que as espáduas do potro passarem pela entrada da pélvis da égua, é que se deve tracionar em direção ao jarrete.

Na maioria das vezes, a fêmea prefere parir em decúbito (deitada). Para tanto, ela se deita cuidadosamente como o cão (decúbito esternal) e depois se põe de costado (decúbito lateral). De maneira peculiar, ela estende os quatro membros. Isso indica que ela se prepara para algo mais sério, pois essa posição favorece as contrações abdominais e uterinas.

Às vezes, após algumas contrações, a égua se levanta (com os membros e o focinho do potro já expostos), para logo em seguida deitar-se novamente. Isso pode acontecer seguidamente e prejudicar o potro. O assistente deverá cuidar para que o potro não se machuque. Deverá manter a égua em estação, enquanto providencia uma baia com uma cama macia (palha com 50 cm de altura).

Se o parto estiver ocorrendo bem, o assistente deverá manter-se escondido observando a égua. A presença de pessoas pode incomodar a égua e dificultar o parto. Pode acontecer que, após infrutíferas contrações, o trabalho de parto sofra uma pausa e a égua permaneça com as extremidades e o focinho do potro expostos. As contrações diminuídas de intensidade e de frequência proporcionam à parturiente um descanso por um período curto que varia de 3 a 5 minutos. O assistente poderá aproveitar para abrir com uma tesoura a membrana amniótica, liberando a cabeça do potro.

É importante não molestar a égua enquanto descansa. Se depois de 5 minutos não voltarem as contrações, uma pequena tração manual, em um dos membros do potro, será suficiente para estimular novamente as contrações uterinas. É comum, quando da exposição da cabeça do potro após a abertura da bolsa amniótica com a tesoura, ver uma coloração azulada (cianose) na mucosa oral e nasal do potro. Isso não é motivo de alarde, pois o potro só começa a respirar quando o excesso de CO2, após a ruptura do cordão umbilical, estimula o centro respiratório.

O cordão umbilical do potro é muito longo, em comparação com o de outras espécies. Isso permite uma ligação com o útero materno por alguns minutos após o nascimento, o que possibilita a passagem de meio a um litro de sangue oxigenado da placenta para o potro. A ruptura precoce priva o potro desse sangue, podendo ocasionar alguns problemas. Para evitar a perda de sangue, o assistente deve manter o potro próximo à égua e tomar a pulsação. Cessadas as pulsações da artéria umbilical, deve-se deixar o potro levantar-se para que a ruptura se faça naturalmente.

Após o nascimento, é aconselhável limpar as cavidades nasais com uma pera de borracha, aspirando as secreções e os líquidos. A elevação dos posteriores auxilia por ação da gravidade a saída das secreções. Outra alternativa em nível de campo é de “coçar” levemente a mucosa nasal com uma palha, o que provoca de imediato um espirro com a eliminação de secreções. Uma fricção com uma toalha seca no corpo do potro estimula tanto a circulação como a respiração, além de produzir calor e absorver a umidade dos pelos.

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Por Andréa Oliveira.

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