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Como deve ser a alimentação dos cavalos?

A correta alimentação dos cavalos determina os resultados técnicos e econômicos obtidos na sua criação, permitindo a expressão de toda a capacidade genética, assim como de seu estado de saúde

Como deve ser a alimentação dos cavalos?   Artigos Cursos CPT

Tem crescido muito nos últimos anos o número de pessoas que se interessam pelo esporte equestre e, consequentemente, a equinocultura vem ganhando cada vez mais espaço. Nesse contexto, a alimentação representa um fator econômico significativo na criação do cavalo.

Segundo Dr. Orlando Marcelo Vendramini, professor do Curso a Distância CPT Alimentação de Cavalos, em Livro+DVD e Curso Online, “Cerca de 60% dos custos de manutenção de um cavalo são referentes a sua alimentação. Sabemos que uma correta alimentação é que vai determinar os resultados técnicos e econômicos que serão obtidos na criação desses animais, permitindo a expressão de toda a capacidade genética, assim como de seu estado de saúde”.

Cada cavalo tem exigências nutricionais bem diferentes, que variam com sua idade, seu peso e com a sua atividade desenvolvida. Não podemos, por exemplo, administrar uma ração padronizada para todos os cavalos. A alimentação desses animais deve seguir algumas regras gerais. Dentre as mais importantes, destacam-se: a administração de pequenas quantidades, várias vezes ao dia; não trabalhar o animal logo após uma ração copiosa; ter sempre água à disposição, sem se esquecer do sal, entre outras.

Algumas dúvidas comuns sobre a alimentação entre os criadores de cavalos são: quanto tempo após o arraçoamento o cavalo pode trabalhar? Qual o melhor alimento para o cavalo e que quantidade deve ser dada diariamente? Quantas vezes ao dia? É necessário dar sal mineral? Porque o volumoso deve ser dado antes do concentrado? E a água? Então, vamos às respostas.

1- Como deve ser a alimentação dos cavalos?


Para  desempenhar  bem  suas  atividades,  um  cavalo  necessita,  além  de volumosos  de qualidade, de uma alimentação mais elaborada, com concentrados, vitaminas e minerais. Em alguns tipos de solo podem faltar alguns elementos necessários à nutrição do cavalo. Dessa forma, um animal pode alimentar-se bastante e ainda assim não obter valores adequados dos nutrientes  de  que  necessita  para  um  bom  estado  físico.  As  deficiências,  quer  de  vitaminas, minerais,  proteínas  e  de  outros  nutrientes,  podem  ser  supridas  pelas  rações  balanceadas  e  pelos suplementos vitamínicos e minerais.

2- Por que é importante oferecer ao cavalo uma alimentação balanceada?


A função da alimentação balanceada é promover o crescimento, renovar os tecidos, prover energias para manter as funções básicas do organismo. É  fundamental  garantir  uma  nutrição  adequada  com  concentrações  ideais de  proteínas, cálcio,  fósforo  e  outros  minerais,  tanto  durante  a  fase  de  gestação da  égua,  como  na  fase  de crescimento do potro.

3- Qual a melhor ração para alimentar cavalos?


A melhor ração é aquela que atende às exigências nutricionais do cavalo, nas diversas fases e atividades em que se encontrarem os animais, e que for de menor custo.

4- Volumosos, concentrados, forragens, ração, gramíneas, feno, afinal, como distinguir esses conceitos corretamente?


A alimentação dos cavalos deve ser feita com volumosos, concentrados proteicos, alimentos energéticos, vitaminas e minerais, além da água. Chama-se forragem toda a alimentação diária que é dada a cada animal e Ração a quantidade fracionada de forragem distribuída de cada vez, durante a jornada. Já forrageiras são os alimentos incluindo talo e folhas das plantas como aveia, cana, milho, sorgo, centeio e outros, também classificadas como gramíneas. O feno é a forma desidratada do capim. É o capim com apenas 10-20% de água. Deve ser feito de capim de qualidade e fenado no ponto certo, nem muito seco, nem muito úmido.

5- Por que os alimentos energéticos são importantes para os cavalos?


Depois da água, sem sombra de dúvidas, os nutrientes mais importantes são os que produzem a energia. As principais fontes de energia são os carboidratos, as gorduras e as proteínas.

- Necessidade de energia para o trabalho: as necessidades para o trabalho muscular são variáveis, pois este trabalho envolve aspectos diversos, desde um trabalho intenso e de curta duração (hipismo clássico e rural) até uma competição como um concurso de Marcha ou um enduro. Para os trabalhos de curta duração, os glicídios suprem melhor as necessidades energéticas, assim como os lipídios cobrem melhor as necessidades dos animais submetidos a um esforço que se caracteriza por tempo prolongado.

- Necessidade de energia para a égua gestante: do primeiro ao oitavo mês de gestação, as necessidades de energia do feto são pequenas, pois nesse período ocorre o desenvolvimento de apenas 1/3 de seu peso final. A mudança de comportamento da égua gestante (ficando mais calma) é suficiente para cobrir este pequeno gasto complementar. Por outro lado, após o final do oitavo mês é desejável prever um gasto um pouco maior de energia a ser suplementada às necessidade de manutenção da mãe, pois, nesse período, ocorrem os 2/3 finais do desenvolvimento do feto. Essa suplementação não deve ser dada àquelas éguas que apresentarem um bom estado de gordura.

- Necessidade de energia para lactação: as necessidades da égua no início da lactação (1o ao 3o mês) são muito maiores que durante a gestação. Essas necessidades dobram em um ou dois meses. Como as éguas produzem, em média, grande quantidade de leite (raças leves = 17litros/dia; raças pesadas = 25 litros/dia), deverá receber também suplementação proteica, minerais e vitaminas, pois normalmente nessa fase da lactação a égua está novamente prenhe. No final da lactação (4o ao 6o mês), essas necessidades não são mais as mesmas, diminuindo consideravelmente e ficando um pouco acima das necessidades de manutenção.

- Necessidade de energia para crescimento do potro e engorda: a quantidade de energia necessária para o crescimento do potro depende da rapidez desejada. Infelizmente, a composição ideal ainda não foi determinada. Recomenda-se uma complementação concentrada com 5 a 6 Mcal ED por cabeça, a partir de 2 meses até 24 meses, para se obter um ritmo de crescimento satisfatório. Mas atenção, as rações altamente energéticas são baixas em proteínas e minerais, o que prejudica o desenvolvimento do animal, predispondo a epifisites e emboletamento.

6- Com relação às proteínas, qual a sua importância para os cavalos?


Quando os cavalos recebem um teor inadequado de proteína, todo o processo vital fica prejudicado. Por outro lado, havendo uma ingestão de proteína acima do necessário, esta será transformada em energia e utilizada de imediato ou armazenada em forma de gordura, para posterior utilização como energia. As exigências de proteínas, para os cavalos, ao contrário das exigências em energia, diminuem com o aumento de idade.

7- O pasto tem forte influência na alimentação de cavalos?


Sim. O pasto sempre foi o alimento natural do cavalo. Ele vivia solto pelas pradarias e campos que ofereciam extensas e variada gama de pastagens. Durante o pastejo, as manadas podiam escolher as espécies vegetais que preferissem, estabelecendo uma dieta completa, leve e natural. Quando as gramíneas escasseavam, eles migravam em busca de novos pastos. Atualmente, com a diminuição dos pastos e,ou com o empobrecimento cada vez maior dos solos, para prover saúde ao cavalo e economia para o dono, o pasto deve recuperado (de forma plena e eficaz) para ser explorado tanto quanto possível. Isso compreende a utilização de pastagens ou forragens verdes, consumidas na época ideal, de forma a fornecer o máximo em nutrientes, vitaminas e minerais. É importante que os grãos e as rações concentradas sejam dados ao cavalo em pequena quantidade, várias vezes ao dia.

8- Por que o volumoso deve ser dado ao cavalo antes do concentrado?


Dado o pequeno tamanho do estômago, o cavalo deve ser alimentado fracionadamente, para que seja acumulada uma quantidade adequada à sua capacidade. A primeira parte do alimento consumido numa refeição copiosa vai sendo empurrada para o intestino, de forma que nem todo alimento sofre digestão no estômago, a não ser aqueles submetidos a uma trituração prévia. Os volumosos sofrem digestão parcial pela pepsina e pelo ácido clorídrico e seguem seu trajeto para os intestinos. Dessa forma, recomenda-se a administração de volumosos antes dos concentrados. Os grãos incham quando combinados com água; se um cavalo beber água, após ser alimentado com boa quantidade de ração concentrada, pode sofrer complicações digestivas, denominadas cólicas. Por isso, o mais indicado é dar de beber ao cavalo antes de colocá-lo para comer concentrado.

9- E a água? Como ela deve ser oferecida ao cavalo?


A  água  é  um  dos  mais  importantes  nutrientes.  O  seu  consumo  é  imprescindível  para manter  o  teor  de  água  no  organismo do cavalo,  reparando  as  perdas  que  ocorrem  sob  a forma  de  urina, fezes,  salivação,  respiração  e  sudação,  além  das  perdas  durante  a  gestação  e  no  processo  de produção de leite. A  necessidade  de  água  varia  com  a  idade,  o  tamanho,  a quantidade  de  matéria  seca  (MS)  ingerida,  a  produção,  a  intensidade  de trabalho  muscular,  e  o clima, podendo, assim, variar de 3 a 4 litros por quilo de (MS) ingerida, ou variar de 5% a 6% do
peso vivo do animal. A qualidade da água também deve ser verificada. Uma água de boa qualidade deverá estar sempre  disponível  nos  pastos,  em  locais  cobertos,  ou  em  cochos.  A  única  restrição  ao  acesso permanente é que após o exercício, de moderado a forte, o animal deve ser refrescado, antes que lhe seja permitido beber à vontade.

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Por Silvana Teixeira.

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