Alimentação de cavalos - necessidades energéticas dos equinos

As principais fontes de energia para um cavalo são os carboidratos, as gorduras e as proteínas

Os carboidratos mais importantes nos alimentos dos equinos são: os açúcares, o amido, e a celulose.

Os carboidratos mais importantes nos alimentos dos equinos são: os açúcares, o amido, e a celulose. 

 

Para desempenhar bem suas atividades, um cavalo necessita, além de volumosos de qualidade, de uma alimentação mais elaborada, com concentrados, vitaminas e minerais. No entanto, em alguns tipos de solo, podem faltar alguns desses elementos necessários à nutrição do equino. Dessa forma, um equídeo pode se alimentar bastante, mas nem por isso obter valores adequados dos nutrientes de que necessita para um bom estado físico. No entanto, as deficiências, quer de vitaminas, minerais, proteínas e de outros nutrientes, podem ser supridas pelas rações balanceadas e pelos suplementos vitamínicos e minerais.

“É fundamental garantir uma nutrição adequada com concentrações ideais de proteína, cálcio, fósforo e outros minerais, tanto durante a fase de gestação da égua como na fase de crescimento do potro. A melhor ração é aquela que atende às exigências nutricionais, nas diversas fases e atividades em que se encontrarem os equinos, além do menor custo”, afirma o professor Orlando Marcelo Vendramini, do curso Alimentação de Cavalos, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.

Energia

Depois da água os nutrientes mais importantes são os que produzem a energia. As principais fontes de energia são os carboidratos, as gorduras e as proteínas. Nas condições brasileiras, os carboidratos tornam-se a mais importante fonte de energia. Os carboidratos mais importantes nos alimentos são: os açúcares, o amido, e a celulose. Nas forrageiras, a celulose é a principal fonte de energia, conhecida como Fibra Bruta (FB). A maioria dessa fibra bruta é excretada nas fezes, sendo, portanto, uma fonte de energia pouco nutritiva. Outros alimentos ricos em energia, facilmente encontrados, são o milho, a mandioca, o melaço e os farelos de soja, de trigo e de algodão.

A energia fornecida por um alimento, pela combustão da matéria orgânica, em presença de oxigênio, é possível de ser utilizada pelo organismo do cavalo.  No cálculo da quantidade necessária de alimento suficiente para oferecer as exigências de energia requeridas por uma categoria de cavalo, deve-se levar em conta que nem toda a energia do alimento é aproveitada, pois ocorrem perdas. Assim, o importante é considerar a energia digestível como unidade básica para o cálculo da quantidade de energia a ser fornecida aos cavalos. Vale ressaltar, entretanto, que a quantidade média de alimento seco ao ar (matéria seca) que os equinos adultos podem comer é de 3% de seu peso vivo ao dia.

Necessidade de energia para manutenção de um cavalo adulto

Como consequência de seu temperamento inquieto, o cavalo gasta uma quantidade maior de energia que o bovino. As normas nutricionais mais utilizadas pelos técnicos para formularem as rações, “errando” menos ou aproximando mais, são as do Conselho - NRC – (National Research Council), formado principalmente por Professores Universitários Norte Americanos.

Necessidade de energia para o trabalho

As necessidades para o trabalho muscular são variáveis, pois este trabalho envolve aspectos diversos, desde um trabalho intenso e de curta duração (hipismo clássico e rural) até uma competição como um concurso de marcha ou um enduro. Para os trabalhos de curta duração, os glicídios suprem melhor as necessidades energéticas, assim como os lipídios cobrem melhor as necessidades dos animais submetidos a um esforço que se caracteriza por tempo prolongado.

Necessidade de energia para égua gestante

Do primeiro ao oitavo mês de gestação, as necessidades de energia do feto são pequenas, pois, nesse período, ocorre o desenvolvimento de apenas 1/3 de seu peso final. A mudança de comportamento da égua gestante (ficando mais calma) é suficiente para cobrir este pequeno gasto complementar. Por outro lado, após o final do oitavo mês é desejável prever um gasto um pouco maior de energia a ser suplementada às necessidade de manutenção da mãe, pois, nesse período, ocorrem os 2/3 finais do desenvolvimento do feto.

Essa suplementação não deve ser dada àquelas éguas que apresentarem um bom estado de gordura. Para se ter um referencial, o animal obeso é aquele que acumula gordura subcutânea por todo o corpo. Em algumas regiões, esse acúmulo é mais evidente na base e na borda superior do pescoço, garupa e no ventre. Nos machos, pode ser encontrado também na bainha prepucial. Um “bom estado de carne” é evidenciado quando o criador, observando o animal, não vê as costelas, mas as sente ao tato. O contrário acontece, quando o criador vê as costelas (animal magro) ou não as sente ao tato (obeso).

Como as éguas produzem, em média, grande quantidade de leite, deverão receber também suplementação proteica, minerais e vitaminas, pois, na fase da lactação, a égua está novamente prenhe.

Como as éguas produzem, em média, grande quantidade de leite, deverão receber também suplementação proteica, minerais e vitaminas, pois, na fase da lactação, a égua está novamente prenhe.

 

Necessidade de energia para lactação

A lactação provoca maior estresse sobre a égua que toda a gestação. O suprimento adequado de energia, durante a lactação, é muito importante, pois, além de estar correlacionado com o desenvolvimento do potro, a égua pode emagrecer muito, se as necessidades para a produção de leite não forem supridas. A lactação dura em média 4 a 5 meses, ocorrendo a produção máxima entre 60 a 70 dias após o parto.

Uma das principais causas da infertilidade no cio do potro é a perda de peso no início da lactação, em consequência da utilização, pela égua, das reservas corporais. As necessidades da égua no início da lactação (1º ao 3º mês) são muito maiores que durante a gestação. Essas necessidades dobram em um ou dois meses. Como as éguas produzem,em média, grande quantidade de leite (raças leves = 17litros/dia; raças pesadas = 25 litros/dia), deverão receber também suplementação proteica, minerais e vitaminas, pois, na fase da lactação, a égua está novamente prenhe.

Necessidade de energia para crescimento do potro e engorda

Desde o terceiro mês de lactação, a produção de leite da égua não pode, na maioria das vezes, satisfazer sozinha às necessidades de crescimento do potro. Assim sendo, uma complementação concentrada é indispensável para se obter um crescimento satisfatório, possibilitando ao criador fazer uma avaliação mais correta das aptidões do potro.

A quantidade de energia necessária para o seu crescimento depende da rapidez desejada. Por isso, recomenda-se uma complementação concentrada com 5 a 6 Mcal ED por cabeça, a partir de 2 meses até 24 meses, para se obter um ritmo de crescimento satisfatório. As rações altamente energéticas são baixas em proteínas e minerais, o que prejudica o desenvolvimento do animal, predispondo a epifisites e emboletamento.

O potro pesa, ao nascer, 10% do peso quando adulto e, em média, o aumento diário pode ser de 1 a 2 quilos nos primeiros meses de idade, de acordo com o tamanho e a capacidade genética. Esse aumento diário vai diminuindo, gradativamente, com o aumento da idade. No primeiro ano, o potro deve atingir 50 a 60% do seu peso quando adulto. No segundo ano, deve atingir 70 a 80 %, e no terceiro ano, 90 a 95% do peso de um cavalo adulto.

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Por Andréa Oliveira.

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