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Vai abrir uma colmeia? Avalie o estado da colônia e possíveis doenças!

Em uma rápida passada de olho, o apicultor, ao abrir uma colônia, pode verificar diversos aspectos importantes, e promover ações para corrigir problemas

Vai abrir uma colmeia? avalie o estado da colônia e possíveis doenças!   Artigos Cursos CPT

 

Todas as vezes que abrir uma colmeia, o apicultor deve sempre fazer uma avaliação do estado da colônia, mesmo que a abertura tenha outro objetivo. “Em uma rápida passada de olho, ele pode verificar diversos aspectos importantes, e promover ações para corrigir problemas”, afirma Paulo Sérgio Cavalcanti Costa, professor do Curso a Distância CPT Manejo do Apiário - Mais Mel com Qualidade.

De forma geral, o que observar e corrigir se necessário?


  • Cheque a disponibilidade de pólen, que é armazenado nos favos, geralmente em células situadas na periferia dos quadros de cria. Se a reserva estiver baixa, transferira parte da reserva presente em uma outra colmeia, ou ofereça alimentação artificial substituta.

  • Caso necessário, retire a maior parte dos favos com alvéolos de zangões, que são maiores. Se a rainha está em postura intensa, os zangões são desnecessários, pois não haverá voo nupcial tão cedo.

  • Se perceber sinais de enxameação, o apicultor aja rapidamente. Pode estar faltando espaço para a população, e favos para novas posturas ou armazenamento de mel. Se isso acontecer, deve ser colocado um sobreninho com quadros de cera. No ninho, devem ser deixados apenas dois quadros com mel, o restante para posturas. As realeiras que forem encontradas devem ser eliminadas. Esta colmeia deverá ser revisada novamente para verificação do comportamento de enxameagem.

  • Avalie a abelha rainha. Esta avaliação é relativamente fácil. Na época de floradas, pelo menos seis quadros centrais deverão estar contendo crias de diferentes idades. Se os favos centrais estão vazios ou com mel, a rainha pode estar envelhecendo. Ao mesmo tempo, se os favos são ocupados quase integralmente com crias de mesma idade, a rainha está em ótimas condições. Se num mesmo quadro existem crias de diferentes idades, numa pequena porção do favo, a rainha estará velha. A ausência da rainha é percebida quando não há presença de posturas novas (ovos e larvas novas). A introdução de novas rainhas se faz com uma gaiola, onde ela permanece por três dias em adaptação, para depois ser solta.

O apicultor também deverá estar atento às seguintes doenças:


  • Cria Pútrida Americana: é causada por uma bactéria chamada de Paenibacillus larvae, que mata as larvas já em estado avançado de crescimento, principalmente no estágio inicial de pupa. A contaminação é feita através do mel, quando esse é portador de esporos da doença, que podem permanecer latentes por muito tempo. As larvas atacadas apresentam uma coloração entre marrom-escura a negra, com uma consistência viscosa. O cheiro é forte, semelhante ao de cola de carpinteiro. A morte ocorre na fase de pré-pupa ou de pupa. Olhando os favos com larvas atacadas, percebe-se que os alvéolos que contêm larvas mortas, com muitos furos afundados e descoloridos. A colmeia atacada deverá ser destruída com fogo.

  • Cria Pútrida Europeia: também chamada de “podridão de cria”, é uma doença relativamente comum nos apiários do Brasil e da Argentina. É causada pela bactéria Melissococcus Pluton, que infecta as larvas durante seus primeiros dias de vida, causando sua morte, ocorrendo geralmente aos três dias de idade. As larvas atacadas apresentam coloração amarelo-parda, inicialmente, até a marrom-escura, quando ocorre a morte, geralmente acompanhada de um cheiro pútrido. A doença também é notada nos favos de cria, que apresentam muitas falhas em razão da morte precoce das larvas e sua remoção pelas operárias. Muitas vezes, o apicultor não percebe a manifestação da doença, confundindo-a com uma rainha de má postura.

  • Acariose: é causada por parasitas que vivem no interior da traqueia da abelha, dos quais a espécie de maior ocorrência é o ácaro Acarapis woodi. As abelhas, quando infestadas, perdem a capacidade de vôo. É uma doença rara no Brasil.

  • Nosemose: é causada por um parasita estomacal Nosema apis, e afeta a rainha, as operárias e os zangões. A transmissão dessa doença ocorre através do alimento, água ou equipamentos contaminados com esporos. Da mesma maneira, a Amebíase é uma doença causada por um microrganismo chamado de Malpighamoeba mellificae, que atua internamente no corpo da abelha. Trata-se de um protozoário, que, como a Nosemose, causa danos no aparelho digestivo das abelhas.

  • Varroasis: também conhecida como varroa, é uma doença parasitária das crias e das abelhas adultas. É provocada pelo ácaro Varroa jacobsoni oudemons, que é visível a olho nu. Esta infestação causa muitos danos às larvas, que nascem defeituosas, e à abelha adulta, de quem os ácaros sugam a hemolinfa, causando a perda de 48% do peso do corpo em poucas horas.

A identificação correta dessas doenças é difícil, mesmo para apicultores experientes. Por isso, na ocorrência de morte inexplicável de larvas ou abelhas adultas, deve ser procurada assistência de uma Associação de Apicultores ou de Universidades ou centros de Pesquisas, que contem com especialistas em patologia apícola.

Aprimore seus conhecimentos sobre o assunto. Leia a(s) matéria(s) a seguir:


2 rainhas em uma mesma colmeia? Isso é mesmo possível?

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Por Silvana Teixeira.

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