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Equipamentos, o grande problema da produção de mel

Grande parte da qualidade do mel está sendo perdida no processamento e embalagem

O Brasil possui uma vegetação que oferece as condições ideais para produção de mel exótico multifloral.

O Brasil possui uma vegetação que oferece as condições ideais para produção de mel exótico multifloral e também regiões e épocas para a produção unifloral. O mel exótico, multifloral, ou silvestre proveniente de diversas flores com néctares de características fisicoquímicas únicas, inadulteráveis a inimitáveis, vem conquistando o mercado exterior.

A atividade apícola brasileira vem se desenvolvendo graças aos Centros de Pesquisas, aos programas de extensão apoiados pelo governo a pelo desenvolvimento dos próprios agricultores, todos convergindo para atingir uma melhor produção de mel, própolis, pólen, cera, geléia real e veneno.

Os apicultores que produziram em 1985 mais de 35.000 toneladas de mel , tem como previsão chegar a 500.000 toneladas no ano 2.000, apoiados pelos pesquisadores. Para tanto eles têm melhorado as técnicas de manejo, a genética, a nutrição e a saúde de nossas abelhas a fim de produzir e entregar ao mercado interno e externo um produto com qualidade dentro de padrões exigidos pela FAO.

No entanto, grande parte deste trabalho está sendo perdido no momento de processar e embalar os produtos. As embalagens de metal, latas de 25 kg, devem apresentar sua camada de verniz interna perfeita e nunca ser reciclada, ou seja, utilizada mais de uma vez. Com certa frequência, o apicultor reutiliza suas latas para envase e armazenamento do mel; no entanto, sabe-se que o mel, por apresentar um pH ácido, após certo tempo em contato direto com o verniz atóxico do interior da lata, remove aos poucos a película, ocasionando a oxidação do metal, carregando partículas metálicas para o mel a comprometendo sua QUALIDADE.

Os apicultores, tentando contornar esta situação, utilizam plásticos como revestimento interno das latas, muitas vezes plásticos impróprios para uso em alimentos, que contaminam o mel com substâncias imperceptíveis aos nossos sentidos a detectados rapidamente nos laboratórios.

Um grande trabalho foi feito com os apicultores, consumidores e com as próprias empresas que produzem estas embalagens e, hoje, temos no mercado embalagens próprias para mel e demais produtos apícolas, de qualidade.

Porém, o mesmo não acontece com as empresas que produzem equipamentos, ferramentas e máquinas apícolas, com rarísssimas exceções, já que a legislação é clara e prevê os materiais a serem utilizados na fabricação destes equipamentos, sendo o mais recomendado o aço inox 304, devido à sua durabilidade e às características próprias para o contato com o mel. Raramente encontramos no mercado nacional centrífugas, mesas desoperculadoras, torneiras, decantadores, garfos, peneiras e filtros de um bom aço inox ou outro material próprio e de boa durabilidade.

Examinemos o caso de uma centrífuga de aço inox, sendo que as grades nas quais se apoiam os quadros ou caixilhos, dentro dela, são fabricadas de ferro ou outro metal, pintados com tinta assemelhando alumínio, a tinta mais tóxica que existe no mercado. Em outros casos, os arrebites não são de inox, as soldas são de estanho rico em chumbo, metal altamente tóxico a proibido pela saúde pública. Existem várias empresas que produzem esses equipamentos, mas pouquíssimas produzem com qualidade. A responsabilidade não é só do empresário, que alega a questão dos preços, mas, também, dos apicultores que não exigem qualidade e dos órgãos de fiscalização do governo que desconhecem o problema. Enquanto isto, grande parte do mel brasileiro fica comprometido. É hora de mudanças, de esperar que estas empresas produzam equipamentos de qualidade e que consigam até o registro ISO...

Este problema não acontece com a PRÓPOLIS de Minas Gerais, já que os sistemas de produção, colheita e armazenamento são diferentes e feito com material e equipamentos apropriados. Existe qualidade e o mercado internacional já absorve mais de 200 toneladas de própolis in natura, dura esverdeada por ano; um bom valor que ajuda a balança comercial.

O CPT - Centro de Produções Técnicas produziu sob minha coordenação técnica, Criaçaõ de Abelhas, constituídos de livros interativos com filmes que mostram a prática, visando repassar aos apicultores, técnicas corretas de criação de abelhas e processamento de produtos apícolas.

 

Alfredo A. Goicochea Huertas
Especialista em Apicultura Professor do Departamento de Biologia Animal da
Universidade Federal de Viçosa

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Comentários

Miecislau Dolata

16 de out de 2015

Parabéns, Prof.Alfredo, pelo excelente e oportuno artigo! Faltou acrescentar qual é o plastico aceitável para as embalagens? Claro que as de vidro são ideais e ainda reutilizáveis.

Resposta do Portal Cursos CPT

19 de out de 2015

Olá, Miecislau!

Agradecemos sua visita e comentário em nosso site. Existem plásticos próprios para envasse de alimentos.

Atenciosamente,

Ana Carolina dos Santos

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